Os 5 melhores avançados da Primeira Liga 25/26

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É complicado escolher os cinco melhores avançados da Primeira Liga. Pegando apenas no Sporting, Benfica e FC Porto, é possível escolher seis avançados de enorme qualidade. Se juntarmos o Braga, já são oito. Talvez, num passado recente, seja o ano em que há uma melhor relação entre a profundidade e qualidade de jogadores nesta posição pela liga fora.

Como gosto de ver a nossa liga para lá dos clubes com maior expressão mediática, tomei a liberdade de escolher apenas um jogador do Benfica, Sporting, Porto e Braga e dar espaço para destaque a outros contextos.

A fim da heterogeneidade, ficam menções honrosas a jogadores que não foram incluídos nesta lista, mas que poderiam ser: Ivanovic (Benfica), De Jong (FC Porto), Pablo (Gil Vicente) e Pau Torres (Braga). Também um extra, não acho que tenham qualidade para chegar a esta lista, mas aprecio Schettine (Moreirense) e Marezzi (Alverca).

Posto isto, eis os cinco melhores avançados da Primeira Liga 2025/26:

5.

Fran Navarro Braga
Fonte: SC Braga

Fran Navarro – É um avançado que me convenceu pela sua passagem por Barcelos ao serviço do Gil Vicente nas temporadas 2021/22 e 2022/23. A sua transferência para o FC Porto não foi tão bem sucedida como acreditei que seria e a sua passagem pelos azuis e brancos foi algo constrangedora, sendo até emprestado ao Olympiakos, a dada altura. É ativo do Sporting Clube de Braga desde a época passada e tem enfrentado forte concorrência para a posição de ponta de lança. Ainda não voltamos a ver o mesmo Navarro que vimos no Gil Vicente, mas é um jogador que aprecio.

Entendo-o como um avançado de perfil completo, destacando-se pela qualidade técnica e capacidade de drible que tem, sendo uma arma fugaz quando desce no terreno e joga em espaços curtos. Tem movimentos sem bola muito inteligentes.

4.

Clayton Silva Rio Ave
Fonte: Paulo Ladeira/Bolana Rede

Clayton – Fiquei surpreendido por se ter mantido no Rio Ave neste defeso, não só pelo mercado que tinha no Brasil, mas porque também achava que o Porto ou o Sporting podiam olhar para Clayton como uma alternativa válida aos seus habituais titulares e que até poderia alimentar uma competição saudável interna. No entanto, tanto o clube de Lisboa como da Invicta optaram por investimentos mais pesados, através de Ioannidis e De Jong.

Vejo Clayton como um avançado alto e possante, podendo ser fisicamente imponente. No bom sentido da expressão, é um “rato de área”, com veia oportunista e goleadora e com recursos na finalização, seja em força, em jeito ou a contornar o guarda-redes em situações de 1×1. É fortíssimo no momento de pressão e tem melhorado o seu trabalho enquanto pivô ao longo dos anos, foi uma referência de melhores marcadores da Liga Portugal na temporada passada e começou esta época a todo o gás.

3.

Luis Suárez Sporting
Fonte: Ana Beles/Bola na Rede

Luis Suárez – Qualquer avançado pós-Gyokeres iria sofrer com as inevitáveis comparações com o goleador sueco e seria sempre visto como um patamar abaixo, tal foi onde Gyokeres colocou a barra. As boas notícias para os sportinguistas e para Luis Suárez é que o mesmo parece não se importar minimamente com isso. O Sporting quis romper com o perfil do sueco e para isso trouxe dois avançados de perfis similares um com o outro, mas distantes de Harder e Gyokeres.

Suárez vai-se destacar pela forma como combina com os colegas, como os enquadra em situações privilegiadas de ataque à baliza e como é capaz de ligar o jogo. Teve, em 2024/2025, a sua melhor época de sempre, mas não tomo a sua veia goleadora como uma referência, mas sim como uma consequência do que pode acontecer quando avançados deste perfil estão em coletivos coesos e consistentes. Suárez vai assistir mais Pote e Trincão do que Gyokeres fazia e provavelmente vai fazer menos golos também, mas dará fluidez ao Sporting em ataque posicional que nem Harder, nem Gyokeres, por perfil, eram capazes de dar.

2.

Samu Aghehowa FC Porto
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Samu – A par de Rodrigo Mora, foi também quem aguentou o barco azul e branco na temporada passada através dos seus golos. Ainda que atribulada, a história de Samu na cidade do Porto tem suscitado o seu desenvolvimento, com recurso a uma capacidade mental e de auto-superação condigna de jogador grande.

Samu chega e destaca-se pela sua capacidade física e veia goleadora, apenas e só. No entanto, já Martín Anselmí pedia coisas ao avançado espanhol com as quais o mesmo não estava confortável, como baixar no terreno e ligar o jogo. Como esperado, foi um desastre à espera de acontecer, mas o avançado evoluiu nesse capítulo e tornou-se capaz de fazer bons jogos longe da baliza, à memória, frente ao Palmeiras, no Mundial de Clubes. Nesta época, encontra um treinador ainda mais exigente com o seu avançado do que Anselmi era: é comum Farioli pedir aos seus avançados que funcionem como tabelas para os médios e extremos ou que lhes peça para descer no terreno em momento de saída de pressão. Longe do seu máximo potencial, está no contexto ideal para evoluir enquanto jogador.

1.

Vangelis Pavlidis
Fonte: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede

Vangelis Pavlidis – Não me lembro de ter visto um “9 puro” com estas características físicas tão capaz e confiante em jogar de costas para a baliza em Portugal, como Pavlidis. Diz-se muitas vezes que o grego não é um goleador, o que eu discordo, e as estatísticas também – tem tido épocas em crescendo, onde marca mais num ano do que marcou no ano anterior. Creio que o termo correto a ser empregue seria clínico, e de facto, Pavlidis não o é, no sentido em que não vai aproveitar todas as oportunidades para marcar. Gyokeres, Jackson Martínez e Cardozo eram avançados clínicos e goleadores, Pavlidis é goleador, mas não é clínico.

Dá muito ao jogo do Benfica. Seja ao arrastar adversários para criar espaço ou até mesmo a receber ele próprio, rodar sobre o defesa e jogar a partir daí ou simplesmente para variar o jogo ou encontrar outra linha de passe – é jogador de receber a bola no pé e não no espaço. Mesmo em jogos menos bem conseguidos do Benfica, onde passa por períodos de maior aflição, terá sempre Pavlidis para receber de costas e esperar que a equipa suba para criar uma jogada – foi também assim que o Benfica venceu a Supertaça, no derby eterno. É um jogador que cresce quando está confiante, com capacidade de ligação e criação, acrescenta ainda drible em espaços reduzidos.

Rui Gonçalves
Rui Gonçalves
Licenciado em Sociologia, o Rui Gonçalves aborda o futebol dentro e fora das quatro linhas. Através de um olhar crítico, escreve sobre tática, gestão desportiva e os seus impactos individuais e sociais.

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