Os jogadores que mais vezes vestiram azul e branco: André

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António dos Santos Ferreira André, pai de André André, vestiu a camisola do FC Porto em 385 ocasiões entre 1984 e 1995, ano no qual terminou a carreira aos 37 anos de idade. Ao serviço dos azuis e brancos ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar: sete Ligas Portuguesas, três Taças de Portugal, seis Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental.

Atualmente com 59 anos de idade, António André marcou uma geração no FC Porto, seu clube do coração, e também no futebol português, pese embora tenha disputado apenas 20 jogos ao serviço da seleção nacional (nos quais se inclui uma passagem pelo Mundial do México 1986, de má memória para a equipa das quinas). Antes da chegada ao FC Porto André ainda jogou durante cinco épocas pelo Varzim SC, clube com o qual o vila-condense tinha também uma grande afinidade geográfica, mas em 1984 seria chegado o momento de, pela primeira vez, vestir de azul e branco.

André é tido pelos adeptos do FC Porto como um dos melhores, senão mesmo o melhor médio defensivo da história do clube (ainda que este pudesse alinhar, igualmente, na posição de médio centro). Não se tratava de um médio defensivo moderno, com uma qualidade técnica acima da média, mas antes de um jogador extremamente trabalhador, aguerrido, combativo; André era um verdadeiro rottweiler no meio-campo dos dragões, um Gennaro Gattuso à moda portuguesa. Na luta particular pelo lugar de melhor médio defensivo da história do FC Porto, apenas Costinha parece ser um concorrente à altura mas também este, aquando da conquista da Liga dos Campeões em 2004, destoava um pouco dos restantes colegas de setor pela sua menor capacidade técnica e ao nível da tomada de decisão.

António André foi, provavelmente, o melhor médio defensivo da história do FC Porto  Fonte: Pinterest
António André foi, provavelmente, o melhor médio defensivo da história do FC Porto
Fonte: Pinterest

António André, após muitos anos ligado ao FC Porto como treinador adjunto e, posteriormente, enquanto olheiro, tem atualmente no filho a sua maior ligação ao clube. André André, contrariamente ao pai, nunca foi indiscutível no meio-campo dos azuis e brancos, mas conserva muitas das suas caraterísticas: combatividade e amor à camisola, pese embora associados a algum défice ao nível da criatividade.

Sendo claramente um jogador de outros tempos, nos quais o futebol era um desporto muito mais físico, entenda-se, de duelos individuais, do que na atualidade, António André foi um futebolista marcante porque, nesse domínio, era verdadeiramente arrasador. A somar a isso, e pese embora atuasse em posições mais recuadas, era capaz de marcar golos: foram 31, no total, aqueles que o vila-condense apontou num total de 11 temporadas de dragão ao peito. Se há nome com o qual rima a palavra “mística”, esse é seguramente o de António André!

Foto: de Capa: Reflexaoportista.pt

Francisco Sampaio
Francisco Sampaiohttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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