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Os maiores défices do FC Porto 2019/2020

Filipa Mesquita · 2 min

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Na era de Sérgio Conceição, que chegou em 2017, este arranque de temporada tem sido o pior. Há três anos que o treinador assumiu o comando técnico da equipa e os resultados conseguidos até então têm estado abaixo dos anos anteriores e, consequentemente, abaixo das expectativas também. A eliminação precoce da Liga dos Campeões foi o primeiro sinal de que as coisas não estavam bem, assim como a derrota na jornada inaugural do campeonato. Apesar de depois a equipa ter conseguido obter resultados melhores, as exibições continuaram a ficar aquém. Mais recentemente, para a Liga Europa, o FC Porto somou mais uma derrota. É verdade que foi num jogo fora, mas não é menos verdade que se esperava um resultado diferente de uma equipa que é, de longe, o favorito do grupo.

Houve saídas, houve entradas, novas apostas, mudanças… mas a realidade é que os maiores problemas se têm mantido. Uma defesa vulnerável e um ataque insuficiente.

Em comparação à última temporada, a defesa sofreu sérias mudanças. Saiu, ainda que sem ser uma certeza, Casillas. No entanto, a baliza continua a ser bem representada e Marchesín tem sido um dos melhores da equipa. Ainda assim, a linha defensiva sofreu mudanças e há lugares que parecem estar sempre por colmatar. A saída de Militão e de Felipe têm-se feito sentir, mas o maior drama de Conceição continuam a ser os laterais. Há alturas que Alex Telles parece insuficiente e acusa cansaço e agora até Corona foi adaptado a lateral direito. Os reforços chegaram, mas ainda não reforçaram nada. Parece que a equipa demonstra insegurança e falta de serenidade. Quando está a vencer, acaba por se expor e arrisca demasiado, como aconteceu em Portimão e como esteve perto de acontecer em Vila do Conde.

O FC Porto não tem convencido os seus adeptos.
Fonte: Bola na Rede

A defesa tem de sofrer mudanças sérias porque se há uns tempos parecia um muro intransponível, agora parece que está ao alcance de qualquer equipa. O trabalho aqui é muito técnico e tático, mas talvez seja preciso entrar no psicológico dos jogadores e fazer ver que há rotinas que precisam de ser criadas.

O meio-campo tem sido um mal menor, mas quando Danilo aparenta estar em baixo de forma, parece que contagia os companheiros embora, de todos os setores, tem sido o mais regular.

O mesmo não pode ser dito do setor ofensivo que continua a falhar muitos golos. A equipa precisa de marcar e sente cada vez mais dificuldades. Zé Luís começou muito bem a temporada, mas não pode fazer tudo sozinho. Marega continua a ter mais força física do que técnica e isso reflete-se nos resultados: ganha faltas, mas falha, escandalosamente, os golos.

Contratar mais algum avançado pode não ser a solução, mas manter a linha ofensiva como está pode trazer males maiores num futuro muito próximo. Estes problemas vão sempre existir, mas é aqui que tem de entrar o papel do treinador: ativo e proativo. Se é um clube que quer retornar às conquistas, há muito trabalho a fazer.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Filipa Mesquita

Redação Bola na Rede · ver artigos

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