Perdidos no Tempo: José Bosingwa

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Chegado do Boavista na época 2003/2004 a pedido de José Mourinho. Com a camisola do FC Porto venceu uma Taça Intercontinental, uma Liga dos Campeões, quatro campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e três Supertaças Cândido de Oliveira. Falamos de José Bosingwa.

Considerado por muitos um dos melhores laterais direitos das últimas décadas do FC Porto, Bosingwa chegou ao clube, curiosamente, para jogar a … médio-defensivo. Foi contratado devido à iminente saída de Costinha, que só se deu na época 2004/2005. Com Mourinho ainda fez alguns jogos a lateral direito, numa época notável para a história do clube da Invicta, em que ganhou a sua segunda UEFA Champions League. Mas foi com Couceiro, precisamente em 2004/2005, que se afirmou na posição que o levou a ter êxito dentro e fora de Portugal, depois de Paulo Ferreira, dono do lugar na época anterior, ter ido com José Mourinho para o Chelsea FC.

Nas épocas seguintes passaram pelo FC Porto Co Adriaanse e Jesualdo Ferreira, mas a indiscutibilidade de Bosingwa manteve-se. Lateral, na verdadeira aceção da palavra, o português nascido no Congo impressionou sobretudo pela sua velocidade, pela forma como tanto aparecia a dar apoio ofensivo para haver vantagem para o cruzamento, como recuperava e cobria exemplarmente alguns dos extremos mais rápidos e talentosos da Europa, pela sua “raça” e pela sua técnica. Um dos primeiros exemplos do lateral moderno, com caraterísticas que hoje em dia são dominantes nos jogadores dessa posição que atuam nas principais equipas europeias.

Depois de 152 jogos a impressionar de azul e branco, apesar dos apenas três golos marcados, Bosingwa pisou, pela primeira vez, solo internacional pela mão de Luiz Felipe Scolari, ex- selecionador português. O treinador brasileiro convenceu Abramovich a deixar 20,5 milhões de euros nos cofres portistas e o lateral português rumou a Inglaterra. Em Stamford Bridge a primeira época correu de feição, tendo cumprido 48 jogos pelos “Blues”.

Bosingwa adaptou-se bem à Premier League mas as lesões prejudicaram as épocas seguintes
Fonte: Chelsea Brasil

Foi na sua segunda época em Inglaterra que as lesões começaram a afetar o português. Uma operação ao joelho fez com que cumprisse apenas nove jogos pelos londrinos nessa temporada, tendo ficado quase um ano fora dos relvados, tendo inclusive falhado o Mundial de África do Sul. Entretanto, quando voltou, na temporada 2010/2011, já Ivanović tinha agarrado o lugar, e Bosingwa só fez 26 jogos. Em 2011/12, com o fantasma das lesões afastado do lateral, cumpriu 43 jogos pelo Chelsea, sendo inclusive considerado por Drogba, avançado marfinense e figura-mor dos azuis de Londres, o cérebro da conquista da Champions League nesse ano.

Em 2013/2014, o Chelsea não renovou com Bosingwa, e o português seguiu para o Queens Park Rangers. No QPR, tudo correu mal, devido, sobretudo, à má relação com Harry Redknapp. Apesar de ter assinado por três épocas, apenas cumpriu a primeira e pediu para sair. Seguiu-se a Turquia.

Assinou pelos turcos do Trabzonspor e, quando parecia regressar novamente à sua melhor forma, já com mais de 30 anos, mas titular na seleção nacional, as lesões bateram-lhe novamente à porta e esteve afastado dos relvados durante oito meses. Voltou ainda no final da época 2015/2016, mas já não foi opção para o Europeu de França, em que os portugueses se tornaram campeões europeus.

Apesar de ter ainda um ano de opção nos turcos, Bosingwa decidiu arrumar as chuteiras e retirar-se das quatro linhas. Hoje em dia, o português, a residir em Portugal, assumiu, em entrevista a outro órgão, que está a desfrutar do que não pôde enquanto jogador e que, a voltar a conectar-se ao futebol, talvez seja através do “scouting”.

Foto de Capa: Invicta de Azul e Branco

artigo revisto por: Ana Ferreira

Pedro Pinto Diniz
Pedro Pinto Dinizhttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um apaixonado por desporto. Em cada linha, procura transmitir toda a sua paixão pelo desporto-rei, o futebol, e por todos os aspetos que o envolvem. O Pedro tem o objetivo de se tornar jornalista desportivo e tem no Bola na Rede o seu primeiro passo para o sucesso.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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