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Perdidos no Tempo: Cristián Rodríguez

Ricardo Anselmo · 2 min

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Cristian Rodríguez deu-se a conhecer ao futebol português pela porta do SL Benfica, mas seria o ingresso no FC Porto que lhe traria a visibilidade que tanto desejava. «Assinei pelo FC Porto em cinco minutos», foi a expressão que marcou para sempre a passagem do ‘Cebola’ pelo Dragão e que, ainda hoje, é recordada pelos portistas como provocação aos adeptos rivais.

Nascido no Uruguai a 30 de setembro de 1985, na localidade de Juan Lacaze, Rodríguez nasceu emergiu no futebol ao serviço do gigante uruguaio, o Peñarol. Foi aí que, com 17 anos, se estreou na equipa principal, em 2003, realizando sete jogos na primeira temporada. As duas seguintes, que antecederam a viagem para a Europa, foram de enorme fulgor: 21 e 36 jogos, com dois e quatro golos, respetivamente. Em 2005, a precocidade do talento de Rodríguez levou o PSG a contratá-lo por meio milhão de euros, valor que seria uma ‘ninharia’, comparado com o que renderia Cristián Rodríguez três anos mais tarde. Antes porém, convém frisar que o uruguaio participou em 50 jogos pelo emblema de Paris durante um ano e meio, antes de chegar a Portugal, através dos encarnados, que celebraram com os parisienses um contrato de empréstimo.

Cristián Rodríguez trocou o SL Benfica pelo FC Porto em 2008
Fonte: Reflexão Portista

No SL Benfica participou em 36 jogos, apontando sete golos, e logo mais a norte do país se espreitava a possibilidade de fazer um dois em um: ‘roubar’ um excelente ativo ao rival e pô-lo a render de dragão ao peito. Assim foi. Os dragões desembolsaram sete milhões de euros para garantir os serviços de Rodríguez. Ao longo de quatro épocas na invicta, os números não enganam: 120 jogos e 20 golos apontados, entre os quais destaco, claramente, o pontapé de bicicleta na Choupana e o tento de classe em Old Trafford. Estarão recordados, certamente.

A aventura no FC Porto terminaria em 2012, para uma viagem até Madrid para se fixar no Atlético durante dois anos e meio. Foram 98 jogos realizados, com cinco golos apontados. Seguiu-se um período de menor fulgor, com uns empréstimos nada bem sucedidos a Parma e Grémio e uma passagem de dois anos sem relevo pelo Independiente da Argentina. Os últimos dois anos significaram o regresso ao Uruguai e ao Peñarol, onde aos 33 anos, ‘Cebola’ continua a desfrutar do futebol: 63 jogos e 29 golos.

Em matéria de títulos, são 20, no total. A saber: três ligas portuguesas, três taças de Portugal e três supertaças; uma liga espanhola, uma copa do Rei e uma supertaça espanhola; três ligas uruguaias, uma supertaça uruguaia, uma taça de França, uma liga Europa, uma Copa América e uma supertaça europeia.

Foto de Capa: UEFA

Ricardo Anselmo

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