Revista do Ano 2015: FC Porto

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O momento do ano:

Eliminatória com o Bayern Munique: É quase indiscutível o facto de que Lopetegui ainda é treinador do FC Porto pela brilhante prestação na Liga dos Campeões da última época. Chegados aos quartos de final da competição, surgia no caminho o gigante alemão, uma das três melhores equipas do mundo. O objetivo de chegar às meias finais era praticamente inalcançável, tamanha a diferença qualitativa entre as equipas. A verdade é que a primeira mão da eliminatória fica guardada na memória como uma das vitórias mais brilhantes do FC Porto nos últimos anos. Jackson Martinez foi a figura maior de uma exibição (quase) perfeita. 3-1 foi bastante para uma festa justificada, por muito que, na segunda mão, o descalabro tenha acontecido. Uma goleada por 6-1 em Munique fez descer os portistas à realidade futebolística. Bem vistas as coisas, a eliminatória com a equipa de Guardiola serviu para mostrar que muito dificilmente uma equipa portuguesa voltará a reinar na Liga dos milhões. Ainda assim, o triunfo no Dragão perante o Bayern de Munique fica como o grande momento do FC Porto no ano que agora termina.

 O jogador do ano:

Jackson Martinez: A transferência do avançado colombiano era esperada. Em Portugal, jogadores da qualidade de Jackson estão quase sempre pouco tempo no nosso campeonato e por isso não foi de estranhar a saída para o Atlético de Madrid. Fica, ainda assim, a memória de um dos melhores avançados que a Liga Portuguesa já viu. 92 golos marcados em 3 épocas de dragão ao peito são o símbolo maior da influência que o colombiano teve no FC Porto. A braçadeira de capitão na última época simbolizou a importância de Jackson e a marca que deixa na história do clube. Apesar de ter sido apenas por uma vez campeão nacional, de Jackson Martinez fica a lembrança de mais um enorme jogador que passou pelo clube e que deixa saudades ao futebol português.

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Jackson foi o jogador do ano do FC Porto em 2015
Fonte: jogodecraque.com.br

A desilusão do ano:

Julen Lopetegui: A nomeação do treinador espanhol para este “prémio” era quase inevitável. Durante a última época, não raras vezes usei a crítica para opinar sobre Lopetegui. Continuo a achar, como sempre disse, que o espanhol não é um mau treinador. Percebe-se que é um treinador que percebe o jogo, trabalha a equipa e estuda os adversários. O problema é tudo o resto. E o resto, neste caso, prende-se com a qualidade que lhe falta e que distingue os bons dos muito bons. A Lopetegui falta-lhe perceber o que é o FC Porto, falta-lhe perceber o campeonato em que joga e falta-lhe perceber os vários momentos de uma equipa e de uma época. Por tudo isto é que, apesar da qualidade que lhe reconheço, sei que, em caso de título em maio, será sempre “apesar de Lopetegui” e nunca “por causa de Lopetegui”. Ainda assim, não vejo que a culpa seja apenas dele. No alto da Torre das Antas, trabalha um presidente que é o maior responsável da manutenção do espanhol. Neste caso, como em tantos outros, a culpa não é apenas de um dos protagonistas.

A surpresa do ano:

André André: Dificilmente se poderia esperar, no meio de tantos jogadores de renome que passaram pelo FC Porto em 2015, que fosse André André o escolhido para esta distinção. A verdade é que, depois de tantas perdas importantes no plantel da última época, a contratação de André foi uma benção para os azuis e brancos. Depois de ter passado pela formação portista, o médio chegou, viu e pegou de estaca. Bem vistas as coisas, basta perguntar a 10 adeptos do FC Porto e, muito provavelmente, a esmagadora maioria dirá que, no seu onze, terá de ser sempre André André e mais dez. Apesar de não ser um médio de primeira linha do futebol europeu, como João Moutinho, a verdade é que a garra, determinação e alma com que está em campo é garante de elogio e distinção de uma massa adeptos tremendamente exigente. Por tudo isso, destaque para um dos médios que poderá perfeitamente estar presente no Euro 2016.

Redação BnR
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