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Rio Ave 0-1 FC Porto: Rodar e ganhar

Pedro Nuno Silva · 3 min

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tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Noite gelada em Vila do Conde a apadrinhar o jogo entre Rio Ave e FC Porto a contar para a 1ª jornada da 3ª fase da Taça da Liga. O Porto alinhou com um onze alternativo: Andrés Fernandez, Ricardo, Reyes, Marcano, J. Ángel, Casemiro, Evandro, Juan Quintero, Quaresma, Adrián Lopez e Aboubakar. Hora de testar mais uma vez algumas soluções do plantel dos dragões.

O jogo começou bem disputado, com Porto e Rio Ave a procurarem o golo, principalmente nos primeiros 20 minutos, tendo os portistas várias situações para inaugurar o marcador. Quaresma e Adrian entraram quentes na partida, com vontade de mostrar serviço mas nem sempre com mestria. O jogo portista passou sempre pelo português; já o espanhol, mesmo fraquejando em lances que mereciam melhor destino – caso gritante de falta de confiança –, esteve presente em boas jogadas de ataque, ajudou a criar perigo e evidenciou-se por um bom posicionamento. No ataque, destaque ainda para Aboubakar que esteve sempre irrequieto, assinando bons pormenores. O meio-campo dos dragões teve uma actuação discreta e competente mas sem grande espanto, sendo que na defesa há que destacar os laterais – fizeram ambos um bom jogo, com Ricardo (principalmente) a protagonizar belos lances individuais e dando constante apoio ao ataque portista.

Aos 28’ o guardião do Rio Ave travou um livre perigoso de Casemiro e depois fez uma grande defesa na recarga de Adrián (irra que até chateia o azar do espanhol). E foi quase sempre nesta toada que decorreram os primeiros quarenta e cinco minutos: Porto mais forte, com bastante profundidade no jogo e várias vezes perto do golo. O Rio Ave nunca foi uma equipa acomodada na partida mas também nunca fez o suficiente para justificar qualquer possível vantagem.

A segunda parte trouxe um jogo não tão bonito mas ainda mais disputado e com mais batalha ao nível do meio-campo (mesmo que o ascendente portista fosse indesmentível). Aos 56’, Adrian atirou ao poste, e aos 61’ Aboubakar fez o golo na sequência de um canto. O Porto começou então a gerir a vantagem, baixando as suas linhas, nunca perdendo a baliza de vista mas permitindo ao Rio Ave aproximar-se com mais perigo das redes de Andrés Fernández.

Aos 65’ saiu Quaresma (aborrecido, claro!) e entrou Campaña mas a corrente do jogo manteve-se inalterada. Aos 76’ foi Brahimi quem entrou para o lugar de Quintero, com o objectivo de mexer um pouco no ataque portista, que continuava a ter em Aboubakar a sua referência. O Rio Ave nunca deitou a toalha ao chão e chegou mesmo a acertar na barra de um Andrés Fernandez pouco seguro nas saídas. Porém, a história e o resultado do jogo estavam encontrados e a troca de Óliver Torres por Aboubakar nada trouxe de novo; mais do que isso, foi com uma desnecessária ansiedade que Casemiro cortou a bola na área portista no último lance da partida.

Um jogo bem disputado em que a vitória portista foi justa, possibilitando a conquista dos primeiros três pontos no grupo D da famigerada Taça da Liga. Lopetegui rodou e ganhou, tal como se exigia.

 

A Figura

Aboubakar – Pelo golo que marcou e pelo muito que trabalhou. Por vezes trapalhão mas sempre  procurando a baliza.

O Fora-de-Jogo

Andrés Fernandez– Difícil escolha já que ninguém jogou propriamente mal. No caso do guarda-redes, não sofreu golos nem fez uma má exibição mas apresentou-se inseguro nas saídas (num jogo em que não teve muito trabalho) e podia ter comprometido.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Pedro Nuno Silva

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