Romário Baró | Onde está a confiança?

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A temporada era 2019/20, Romário Baró, começara aquela que, seria a estreia de sonho para qualquer jovem proveniente da equipa B. Chegou e ganhou de imediato a confiança de Sérgio Conceição, metendo-o logo em ação em jogos de importância extrema para o FC Porto no momento inicial da época.

Tudo corria na perfeição para o jovem português até que, com grande infortúnio, começou a ser assombrado pelas lesões, a mais grave das três que sofreria, fez com que perdesse grande parte da época, um total de 15 jogos da primeira metade da temporada corrente. Desde então, o internacional sub-21 nunca mais foi o mesmo dentro das quatro linhas.

Ainda assim, à altura do seu regresso, continuou a ser aposta e a somar minutos de jogo, em contrapartida, o rendimento não correspondia. O Romário Baró que outrora enfrentava o adversário e “puxava” a equipar a frente com a sua energia, ficou diferente sempre com cariz baixo perante o oponente.

Deixou de ser opção e com a consequente maturidade e dinâmicas ganhas entre equipa, passou ser a segunda ou terceira escolha no meio campo e o rendimento já não era o mesmo de outrora. Se em certa altura víamos um jogador destemido com a bola nos pés, com um drible objetivo, sempre de cabeça levantada, passamos a ver um jogador com medo de errar e ser crucificado pelo mesmo, sempre a jogador “pelo seguro” sem assumir a bola no pé. A mudança deve-se a, evidente, falta de confiança no seu jogo.

O médio tem o espírito, querer e vontade para se tornar um indiscutível na equipa principal, apesar disso, a ausência de segurança nas suas capacidades está a atrasar o seu destino.

Neste momento, Romário Baró está a tornar-se, de novo, opção para o treinador, nos (poucos) minutos dentro de campo que são entregues demonstra grandes rasgos de “predestinado”, no entanto, precisa de tempo para crescer dentro de campo, cometer erros e desenvolver a sua personalidade futebolística, algo a que Sérgio Conceição, compreensivamente, não parece estar disposto.

A qualidade e potencial não se podem ser negados, aos 20 anos e com as oportunidades certas, ainda resta muito tempo para provar todo o potencial que lhe é conhecido e ser capaz de agarrar a titularidade no 11 inicial, algo que, neste momento, parece ser uma tarefa muito trabalhosa devido à subida de rendimento do já habitual trio no centro do terreno: Sérgio Oliveira, Uribe e Otávio.

Ricardo Rafael Silva
Ricardo Rafael Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo Rafael é um jovem estudante de ciências da comunicação e adepto do FC Porto. Olha para o futebol sempre com ar crítico e procura ver o melhor do desporto.

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