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SC Braga 2-3 FC Porto: Ímpeto bracarense parado nos 11 metros

José Baptista · 4 min

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Para o jogo grande da jornada 27 da Primeira Liga Portuguesa, a Pedreira era palco de um Braga – Porto com implicações sérias para as contas do título, poucos dias antes de voltar a receber os mesmos dois para o confronto decisivo das meias finais da Taça de Portugal.

Foram os minhotos que aproveitaram o fator casa para entrar melhor e, com somente cinco minutos no cronómetro, chegar à vantagem. Wilson Eduardo apareceu sozinho ao segundo poste e contou com a colaboração de Casillas, que fica muito mal na fotografia.

O FC Porto soube responder e carregou sobre o Braga e, depois de forçar um pouco e ver alguns boas intervenções de Bruno Viana, chegou ao empate na sequência de um canto, com Soares a cabecear ao segundo poste, depois de um primeiro toque de Felipe. 

Os últimos momentos da primeira parte foram de algum sofrimento para o Braga, com alguns lances de perigo para a baliza à guarda de Tiago Sá, mas o jovem guarda-redes esteve à altura, em especial com uma defesa incrível num livre direto.

Para o segundo tempo, os arsenalistas voltaram a começar por cima com apenas dois minutos após o reatamento, um desentendimento entre Casillas e Militão foi oportunidade que Murilo não tinha como desperdiçar, voltando a colocar a turma da casa na frente.

As bancadas da Pedreira encheram para o jogo grande da jornada 27
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Os dragões tentaram responder e até conseguiram um maior controlo do jogo, mas o Braga respondia à altura e fechava de forma organizada, não dando ao Porto possibilidade de criar perigo.

No entanto, “caído do céu” como o povo costuma dizer, surgiu um pénalti a favor dos azuis e brancos por suposta falta de Claudemir sobre Militão à entrada da área. O lance deixa algumas dúvidas, mas disso não quis saber Alex Telles.

Tiago Sá para um lado, bola para o outro e novamente tudo empatado. Mas, nem tudo eram rosas para o Porto, que perdia o marcador, substituído após se lesionar ao converter o castigo máximo. Por outro lado, o Braga perderia pouco depois o treinador, com Abel expulso.

Ora, se o encontro parecia de novo equilibrado, uma jogada ofensiva dos dragões à primeira vista sem grande perigo resolveria o jogo, com uma imprudência de Claudemir a resultar em o árbitro apontar de novo para a marca dos 11 metros. Com tranquilidade, Soares consumou a reviravolta no resultado.

Daí para a frente, o Braga balanceou-se de novo para o ataque, lançando Horta, Paulinho e Xadas a jogo e criou até algumas jogadas de perigo, mas Casillas, a bom nível nesta fase, não se deixou surpreender. Houve também espaço para um lance duvidoso em que Corona poderá ter feito falta sobre Wilson dentro da área, mas o árbitro nada assinalou.

Com este resultado, o Braga deixa de parte qualquer aspiração que ainda tivesse ao título. Já o FC Porto passa um teste difícil, ainda que sem distinção, e mantém-se em luta acérrima com o Benfica.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SC Braga: Tiago Sá; Sequeira (Ricardo Horta 89’), Pablo, Bruno Viana, Goiano; Esgaio (Xadas 83’), Palhinha, Claudemir; Wilson Eduardo, Dyego Sousa (Paulinho 80’), Murilo 

FC Porto: Casillas; Militão, Felipe, Pepe (Manafá 57’), Alex Telles (Fernando Andrade 72’); Danilo, Herrera, Corona, Otávio (Brahimi 46’); Soares, Marega

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Soares – O primeiro golo foi importante para recolocar a equipa em pé de igualdade com os da casa, mas foi o segundo que realmente fez a diferença. Imune à pressão, enganou Tiago Sá e garantiu um triunfo importante.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Claudemir – Fez os dois pénaltis que decidiram o jogo. Se do primeiro ainda ficam dúvidas, do segundo já não e, em ambas as jogadas, faz-se à bola de forma extremamente imprudente para quem está na sua grande área. Até pode ser útil para alguns jogos, mas volta a mostrar que não tem o que é preciso para ser figura de uma equipa que queira lutar pelo título.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

O Bola na Rede não teve direito a colocar questões ao treinador Sérgio Conceição.

Outras declarações:

«Foi um jogo entre duas das melhores equipas do Campeonato».

«Sabíamos – até pelas declarações do Abel – que podia mudar algumas coisas e isso veio a confirmar-se».

«Ou estando 0-0 ou sofrendo um golo no início, tínhamos sempre que ir em busca da vitória».

 

SC Braga

BnR: A tarefa para terça já era complicada e hoje ainda teve esta derrota depois de ter estado por duas vezes a ganhar. Como está a moral dos jogadores para esse jogo?

Abel Ferreira: No final do jogo, fui ter com eles e disse-lhes exatamente isto “Tristes, mas não desiludidos”.

Tristes, sim, mas desiludidos, não, fizemos, na minha opinião, um grande jogo. Aquilo que eu digo aos jogadores é aquilo que eu digo aqui, é valorizar o espetáculo, é desafiar os jogadores, é desafiar os nossos limites e jogar para vencer.

E foi isso que eu disse ao árbitro, “Não me venha dizer que vai dar sete minutos de desconto, porque eu também quero ganhar este jogo”. Mas, por ter dito isto tive de sair do campo.

Outras declarações:

«É bem audível o que o Jorge Sousa diz. Já não é a primeira vez que ele é apanhado a falar e ouve-se bem o que ele diz».

«[É] um dos melhores Portos da história, pela experiência e pela qualidade».

«O nosso adversário faz o 2-2 num penálti muito duvidoso, mas o Sr. Jorge Sousa não teve dúvidas».

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

José Baptista

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