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Silêncio

Francisco Sebe · 2 min

Silêncio

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Acalmia. Depois do reboliço gerado pela mais afamada “troca” dos últimos anos no futebol português, voltámos à génese da silly season. Rumores diários de transferências, especulação sobre mudanças táticas e de treinador… O normal. No entanto, há algo que, este verão, está ligeiramente diferente.

Se repararmos, o defeso do FC Porto tem adquirido contornos estranhamente calmos. Os rumores fluem, mas ninguém emite uma palavra sobre os mesmos. Sérgio Oliveira e André André foram contratados, mas durante o decorrer da temporada transacta (ainda que a confirmação de André tenha surgido há pouco tempo). Jackson Martínez vai mesmo embora, mas era mais do que expectável. Julen Lopetegui vai continuar como técnico principal, apesar da primeira época decepcionante.

A maior fonte de agitação no reino azul e branco prende-se com a possível chegada de Maxi Pereira ao Dragão. Uns estão a favor, outros estão contra. O certo é que a iminência do negócio não deixa ninguém indiferente. Mas tudo se resume a isto e (muito) pouco mais. Para caraterizar o “estado de espírito” do FC Porto atual, não me ocorreria nada melhor do que o título que dei a este texto.

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Pouco se tem falado sobre Lopetegui, o que, no contexto atual, só pode ser benéfico
Fonte: Página de Facebook do FC Porto

A prova desta serenidade fica bem patente se eu disser ao leitor que a maior polémica em redor do clube tem sido gerada em redor do design e cores do equipamento alternativo. Veja lá.

No entanto, este silêncio deixa-me satisfeito. Porque, conhecendo o meu clube, sinto que, por trás da cortina, as coisas estão a ser feitas nos moldes do costume. Só que está tudo na penumbra, voluntariamente ou não. Sei que, no meio de todas as notícias sobre Jorge Jesus e Maxi, Lopetegui já prepara a nova época tranquilamente e que os reforços de peso estarão a caminho. Como sempre estiveram.

O sossego tem tudo para ser benéfico. O FC Porto não lucra nada em “agitar as águas” nesta altura. Os meios de comunicação social já o fazem por si só. Deixar a água correr é o que está certo e o que está a ser feito. O que importa não é se o Maxi vem hoje ou amanhã; não é se o Mitrović escolhe a Invicta ou se será o Gustavo Bou a substituir o Jackson; o que importa é chegar a maio e festejar o 28. Porque, no meio do silêncio, os portistas devem estar “todos a pensar no mesmo”: ser campeão. De azul ou castanho? Isso também não importa.

P.S. – Lucho está de regresso ao River Plate. Não posso deixar de saudar esta decisão daquele que ainda é um dos portistas que mais admiro e dos que mais prazer me deu a ver jogar de azul e branco. Retorna à casa mãe e junta-se a Saviola e Aimar. Os ‘millonarios’ podem contar com mais um espectador atento. 

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

Francisco Sebe

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