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Tomás Esteves | Um regresso pela porta grande? FC Porto

João Castro · 3 min

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Ao longo desta última temporada, uma das maiores críticas feitas pela massa associativa portista foi a questão dos laterais do FC Porto. Pois bem, na época 2020/2021 as laterais dos azuis e brancos foram ocupadas por Zaidu, Manafá, Nanú, João Mário e Carraça. Algum destes é manifestamente superior a Tomás Esteves? Tirando o caso de João Mário que, do pouco que mostrou, foi positivo, não me parece… os restantes laterais apenas se adequam mais ao estilo que Sérgio Conceição pretende imprimir na equipa.

A verdade é que no início da época, muitas eram as vozes que afirmavam que Zaidu já tinha feito esquecer Alex Telles e que Manafá estava a atingir um patamar nunca antes visto. O lateral ex-Portimonense SC não desiludiu ao longo da época, mas Zaidu teve uma queda de forma gritante. Por outro lado, Nanú e Carraça não acrescentaram nada às laterais azuis e brancas.

E é aqui que entra o nome Tomás Esteves. Recentemente, surgiram algumas notícias de uma reintegração de Tomás Esteves no plantel principal do FC Porto na próxima temporada. Muito provavelmente vai ser o único emprestado a ter oportunidade de mostrar na pré-época que merece ficar no plantel principal.

Antes de olharmos para a temporada mais recente que fez no Reading FC, lanço aqui dois dados para a mesa: Tomás Esteves tem estado num Centro de Alto Rendimento em Santo Tirso próprio para preparar atletas de alta competição; e toda a qualidade que já demonstrou ao serviço dos escalões de formação são inegáveis.

Vemos assim um misto de compromisso e qualidade. É tudo aquilo que um atleta precisa para se afirmar numa equipa como o FC Porto. A época 2019/2020 significou a estreia de Tomás Esteves na equipa principal portista. Foram apenas três jogos, mas a qualidade nunca ficou aquém do que se esperava. A juventude e as opções foram o principal entrave para a opção do atleta. A equipa B acabou por ser o palco onde Tomás Esteves mostrou aquilo de que é capaz.

Chegada a época 2020/2021, acredito que Tomás Esteves poderia ter permanecido no plantel até para evitar algumas contratações como Carraça e Nanú que se tornaram insignificantes. No entanto, também entendo o lado de crescimento sustentado que deveria ser aplicado a um jovem de 19 anos.

Mas será que o empréstimo ao Reading FC foi a melhor opção de crescimento sustentado? Acredito que, pelo menos, foi melhor do que competir na formação B portista por duas razões: A equipa B portista fez uma época francamente má e a segunda liga inglesa tem um índice competitivo acima de muitos campeonatos pela Europa fora. Foram nada mais nada menos do que 30 jogos e um golo ao serviço de uma equipa que fez uma temporada interessante, mas não conseguiu chegar ao Play-off de acesso à Premier League.

Para além disso, estou certo de que a agressividade e o espírito tático foram valores desenvolvidos pelo atleta na passagem por Inglaterra. Se isso é suficiente para se afirmar de pedra e cal na equipa portista? Por mais que nos desfaçamos em elogios, a competitividade e as preferências do treinador vão sempre prevalecer. Não creio que a presença de Tomás Esteves no plantel portista da próxima temporada dependa da continuidade ou não de Carraça.

Já Nanú e o crescimento cada vez mais sustentado de João Mário parecem ser claramente a concorrência direta do lateral português. Um dado positivo para Tomás Esteves é a polivalência de Nanú que pode ficar no plantel sem tirar o lugar ao número 2 portista. Já João Mário é também um extremo de origem. Aí sim, veremos se pelo menos nas competições como as Taças e em alguns jogos pode haver uma rotatividade com Manafá, até porque o número 18 pode jogar no lado esquerdo como se viu várias vezes na época passada.

Será assim um regresso pela porta grande ou de novo uma viagem com bilhete para sair por empréstimo?

João Castro

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