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Com esta semana de descanso no dragão, devido aos compromissos internacionais, paira uma onde de tranquilidade no universo do Futebol Clube do Porto. Os azuis e brancos continuam a sua época com um modesto recorde de invencibilidade no que respeita aos clubes dos principais campeonatos europeus. Pois é: o FC Porto é o único invicto da temporada 2015/16 e em Portugal continua a ser a única equipa que não conhece ainda o sabor da derrota.

Nem todos os momentos são brilhantes nesta caminhada: empates amargos em casa e fora, instabilidades exibicionais e também displicências infantis que custam resultados como o jogo no Estádio dos Barreiros; mas tirando estes “empates”, os comandos de Julen Lopetegui apresentam números impressionantes e soluções, dentro de um plantel não muito extenso, admiráveis e com muita qualidade.

Quando fazemos uma análise curta e conclusiva, por exemplo, ao que são os planteis dos três grandes e aos seus recursos qualitativos, chegamos à conclusão de que Benfica e Sporting têm nesta fase prematura do campeonato as suas ideias de jogo e estratégias ainda por definir.

Benfica – 4-4-2 : Júlio César, Nélson Semedo (Sílvio), Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, André Almeida (Talisca), Gaitán, Guedes, Jonas, Mitroglou (Jiménez). Banco sempre com caras novas.

Sporting – 4-4-2 : Patrício, João Pereira (Esgaio), Paulo Oliveira, Naldo (Ewerton), Jefferson, William, Adrien (Aquilani), João Mário, Ruiz, Teo (Montero), Slimani. Lesionados e castigados obrigam a mudanças.

Agora quando passamos o olhar pelo Futebol Clube do Porto, conseguimos analisar que quando os jogos são disputados no Dragão joga-se sempre com a estratégia bem delineada, consistente na variação de fluxos de jogo constantes, com os extremos em jogo interior funcionando como flechas direcionadas às balizas adversárias. Quando os jogos são fora de portas, Lopetegui gosta de alinhar num 4-4-2 mais apoiado, abdicando muitas vezes de Corona, encostando André a um flanco, para promover os contra golpes conduzidos por homens rápidos como Tello, Brahimi e Aboubakar.

Aboubakar e Brahimi são duas das figuras do FC Porto Fonte: FC Porto
Aboubakar e Brahimi são duas das figuras do FC Porto
Fonte: FC Porto

Com estes modelos de jogo podemos tirar a receita exclusiva para o sucesso interno e externo. Soluções e mais soluções. O FC Porto dá-se ao luxo, por vezes, de ter jogadores como Imbula, Corona, Martins Indi ou Tello no banco, ou seja, uma equipa pensada ao pormenor para todos os instantes de jogo. Arrisco dizer que o FC Porto pode passar o próximo mês descansado em termos de reforços, diria apenas Sérgio Oliveira deveria ser emprestado, pois não merece estar na posição em que está.

No Norte ativou-se o modo de estabilidade nas últimas semanas, com um jogo por disputar, e dependendo apenas de si próprio para as aspirações de ser campeão nacional. os dragões continuam a mostrar o porquê de serem a melhor equipa em melhor forma em Portugal: pelo bom futebol que tem praticado (que obra de arte golo de Layún!), pelo primeiro lugar na Champions League, pelos imensos internacionais que leva às seleções de cada país, e, acima de tudo, pela indiferença que mostra àqueles que pensam que mandam no futebol em Portugal mas que, no fundo, não passam de uns cretinos de posta de pescada que nem com o segundo “colinho” lá vão.

Não há que duvidar deste Grande Porto; há apenas que apoiar incondicionalmente, aprender todos os dias com os erros e continuar o bom trabalho. Os grandes homens não nasceram na grandeza, engrandeceram.

Tudo nosso, nada deles.

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