Belenenses 2–0 Moreirense: marcar cedo para depois gerir

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Calor abrasador no Restelo para receber duas equipas que ainda procuravam a primeira vitória na presente edição do campeonato. Ao trazer um motivador empate da Polónia na estreia na fase de grupos da Liga Europa, o Belenenses podia, pois, encarar o encontro de hoje com optimismo. Procurando um golo cedo para desatar o jogo, foi o Belenenses que partiu para cima do Moreirense logo nos primeiros minutos. Mesmo com a equipa de Miguel Leal a apresentar bons argumentos ofensivos – a ausência de Rafael Martins é uma grande baixa neste Moreirense – para contrariar o teórico favoritismo da equipa do Restelo, foi a equipa de Sá Pinto a inaugurar o marcador. Nem dez minutos se tinham passado quando um bom cruzamento rente à relva de Carlos Martins encontrou Luís Leal solto na área, que não teve dificuldades em encostar para as redes de Stefanovic.

O golo do cabo-verdiano mexeu com o Moreirense e a equipa visitante tomou as rédeas do jogo até ao intervalo. Ora por Iuri Medeiros – o extremo emprestado pelo Sporting oferece boa mobilidade ao ataque -, ora por Ramón Cardozo, o conjunto de Miguel Leal assustou Ventura por diversas vezes. Ainda assim, era o Moreirense a jogar e o Belenenses a marcar: a meio da primeira parte, um excelente envolvimento ofensivo dos azuis do Restelo culminou no segundo golo, apontado por Miguel Rosa. Mais uma assistência para Carlos Martins e o Belenenses colocava-se confortável no jogo. O resultado ao intervalo poderia ter sido ainda mais pesado para a equipa de Moreira de Cónegos, pois o penálti falhado por Carlos Martins (falta de Danielson sobre Luís Leal) praticamente sentenciaria de imediato a partida. Ao intervalo era mais feliz a equipa mais eficaz e não aquela que explanava o melhor futebol no relvado do Restelo.

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Pouca gente no Restelo para assistir à primeira vitória do Belenenses no campeonato

Com uma confortável almofada no marcador, ao Belenenses apenas cabia gerir a vantagem alcançada nos primeiros 45 minutos. Soube fazê-lo de forma tranquila, já que o Moreirense não foi capaz de manter a toada ofensiva que demonstrara na primeira parte e várias vezes se deixou cair na armadilha do fora-de-jogo. Ventura foi quase um mero espectador durante toda a recta final do encontro. A quebra da energia eléctrica, que interrompeu o encontro durante cerca de 20 minutos, fez esmorecer ainda mais a pouca dinâmica que ambas as equipas trouxeram dos balneários. Vitória justa do Belenenses, que deu uma resposta positiva à goleada sofrida na última jornada no Estádio da Luz, já depois do bom resultado europeu na Polónia. Ainda assim, melhor o resultado propriamente dito do que a exibição, visto que a madrugadora vantagem permitiu à equipa da casa instalar-se a seu bel prazer no encontro. Os reforços Luís Leal e Kuca dão bastante mobilidade e criatividade no sector ofensivo do conjunto de Sá Pinto e fazem deste Belenenses um candidato aos lugares europeus nesta época.

A Figura:

Carlos Martins – Apesar de ter saído aos 60 minutos, dando lugar a Sturgeon, o médio português fez as duas assistências para os golos da vitória. Mesmo om o desperdício um castigo máximo, a dinâmica ofensiva que imprimiu resultou em várias boas combinações com o trio da frente: Kuca, Miguel Rosa e Luís Leal.

O Fora de jogo:

Moreirense – Apesar da boa imagem deixada na primeira parte, a classificação nao mente: 0 vitórias em 5 jornadas são o espelho de uma equipa que ainda se está a encontrar e se viu hoje privada daquele que é o seu melhor jogador: Rafael Martins. Ao Bola na Rede, Miguel Leal disse que a equipa está algo intranquila por jogar bem mas não obter bons resultados, mas refere que a falta de conhecimento entre os jogadores é um dos motivos para a ausência de triunfos. Ainda assim, o técnico deixou uma mensagem de confiança, afirmando que, assim que estiver mais entrosada, esta equipa conseguirá aliar as boas exibições aos bons resultados.

Artigo de André Conde e Francisco Vaz de Miranda

Redação BnR
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