Casa Pia AC 1-1 Portimonense SC: “Gansos” deixam fugir a vitória nos últimos suspiros do encontro!

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Final de tarde perfeito no Jamor, onde nos esperava o jogo de abertura da jornada 31 da Liga Portugal, entre gansos e algarvios. O Casa Pia AC procurava fugir ao FC Vizela na tabela classificativa, já o Portimonense lutava para se distanciar do Gil Vicente FC.

O início de jogo mostrou duas equipas cautelosas, a explorar a posse bola e os ataques “pela certa”, sem arriscar muito perder o esférico. Com o Casa Pia AC a jogar em casa, a equipa de Filipe Martins procurava fugir à série negra de resultados que vive na Liga Portugal, e até fez por isso, com uma atitude sempre positiva e a querer procurar outro resultado.

No entanto, até mais ou menos aos 30 minutos de jogo, houve muitas paragens, que prejudicaram seriamente o jogo jogado, e até ambas as equipas, mas mais para o lado dos gansos.

O Portimonense procurou muito o jogo direto, com a bola a cair muitas vezes na zona de Welinton Júnior que, sem grande apoio, ainda conseguiu importunar a defesa casapiana em algumas ocasiões, mas foi prejudicado pela apatia dos seus colegas.

A partir dos 30 minutos, a primeira parte deste encontro foi do Casa Pia que, com duas ou três oportunidades, assustou a baliza algarvia, e esteve mesmo à beira do golo, com uma assistência perfeita de Godwin, que viu Rafael Martins acertar em cheio na trave da baliza de Nakamura.

Os comandados de Filipe Martins desceram ao balneário claramente por cima do jogo e, na minha opinião, até mereciam algo mais desta primeira parte.

Na segunda parte a equipa de Paulo Sérgio entrou de cara lavada, com vontade de mudar o rumo dos acontecimentos.

 Nos primeiros minutos do segundo tempo até esteve melhor, sempre explorando as debilidades defensivas dos gansos no setor central do terreno, e até podia ter marcado e ter trazido algo mais deste jogo.

No entanto, a equipa da casa não se foi abaixo e corrigiu as suas fraquezas no miolo, trazendo Taira ao jogo, que fez o passe que dá origem ao golo dos gansos, e que ajudou a fechar a zona central do terreno, cobrindo o espaço “vazio” que era muitas vezes deixado pelos pivots.

O Casa Pia AC perde dois pontos no jogo, enquanto o Portimonense conquista um importante ponto, num jogo que podia ter caído para a turma da casa.

                                                                          A FIGURA

Welinton Júnior – Na primeira parte lutou praticamente contra o mundo, marcado sempre de perto pela muralha de três centrais do Casa Pia AC, tentou sempre procurar a sorte para a sua equipa.

Na tentativa de jogo direto, apareceu muitas vezes em apoios, a receber de costas para a baliza para depois combinar com os seus extremos que, infelizmente, não estiveram ao seu nível. Fez um jogo irrepreensível, o melhor dos algarvios de longe.

Na parte final do jogo saiu com algumas queixas, o que acaba por ser uma pena tendo em conta a sua exibição, mas que demonstra o que foi o seu jogo e o seu esforço.

                                                                      O FORA DE JOGO

Yony GonzalezO colombiano mal apareceu em jogo, ao contrário do seu colega de ataque Welinton.

Ao longo dos 90 minutos a sua prestação foi muito pobre, e não esteve nos seus melhores dias. A sua equipa necessitava da sua imprevisibilidade e velocidade, mas o extremo ex-SL Benfica não conseguiu exponenciar todo o futebol que tem.


BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CASA PIA AC

BnR: Penso que a sua equipa não entrou muito bem, mas os últimos 15 minutos da primeira parte foram claramente do Casa Pia, e a equipa até podia ter marcado naquele lance com o Rafael. No entanto, vou tocar num ponto que toquei há umas semanas, que é a fragilidade na zona central do terreno de jogo, com o duplo pivot a preocupar-se muito com as coberturas laterais, o que originou espaço para o Portimonense explorar. A entrada do Taira em campo vem nesse sentido, de estancar a zona central e também de dar mais capacidade de passe à equipa?

Filipe Martins: Sim ele entrou bem, e o “Beni” que já estava amarelado e cansado, não pode nem tem o mesmo conhecimento sobre o nosso modela e a mesma sintonia que tem o Taira, que joga neste sistema há praticamente dois anos, e com o Neto. No fundo, isto é o que é uma equipa, estas relações criam-se, e nós quando lançamos jogadores novos sabemos perfeitamente que eles precisam de ser integrados, precisam de crescer dentro da equipa, que é o que tem acontecido com o Beni, com a ajuda do Neto e do Taira, pouco a pouco vai percebendo o jogo, e às vezes ainda se posiciona de forma errada, abrindo esses tais espaços centrais que muitas das vezes são explorados, mas acredito que nós temos cinco médios que nos dão muitas garantias, mas falando no caso específico do Beni, acho que é um miúdo que tem muito para crescer e que nos traz muitas coisas que provavelmente não tínhamos, mas tudo isto é normal e faz parte do crescimento.

 PORTIMONENSE SC

BnR: As equipas, nos primeiros 30 minutos, estiveram muito encaixadas uma na outra, mas no último quarto de hora da primeira parte, foi o Casa Pia AC a estar por cima do jogo. No entanto, a sua equipa entrou na segunda parte de cara lavada e até marcou o golo tardio que deu o empate. O que disse aos jogadores e onde é que sentiu necessidade de mudar?

Paulo Sérgio: Concordo, nos primeiros 30 minutos as equipas não procuraram tirar muito do jogo e realmente o Casa Pia foi superior no último quarto de hora.

A pressão que exercemos foi sempre grande, e senti que os meus médios, nesses tais 15 minutos, foram muito “à queima” como se diz na gíria, e eu sublinhei isso ao intervalo, e muitas das vezes o miúdo do Casa Pia, o Beni, conseguia tirar os meus médios da jogada apenas a girar o seu corpo e a ficar consequentemente de frente para o jogo. Depois percebi que estávamos a baixar muito a linha e não havia necessidade disso, e houve ali duas ou três coisas que falámos ao intervalo e que quisemos mudar. Nesses tais 15 minutos ficou claro que quando os atletas querem muito recuperar a bola e ter a bola no seu poder, o desgaste pode ser mais elevado. E eu fiquei preocupado com a fadiga dos meus jogadores nesses 15 minutos e abordei isso ao intervalo, entrámos na segunda parte a respirar melhor e a defender bem, para além de termos a bola mais tempo na nossa posse. Mas concordo consigo, na primeira meia hora não entrámos bem, e depois esse quarto de hora final realmente não me agradou.

Bernardo Santos
Bernardo Santoshttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é Licenciado em Relações Públicas e quase mestre em Jornalismo. É um comunicador nato, que transporta para o futebol a mesma simpatia e alegria que tem em viver.

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