FC Famalicão 2-1 CD Tondela: Bom momento famalicense bate crise beirã

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A CRÓNICA: INCAPACIDADE BEIRÃ DURANTE TODO O JOGO ACABOU EM NOVA DERROTA

Em duelo entre equipas na luta pela manutenção, o FC Famalicão recebeu o CD Tondela, naquele que foi o segundo jogo desta 24.ª jornada do campeonato português. A equipa da casa, que entrou para este jogo com mais três pontos que os beirões (em zona de playoff de manutenção) e mostrou desde cedo que queria continuar a senda positiva de vitórias por que está a passar.

Com mais bola e instalado no meio-campo adversário, o Famalicão mostrou-se mais perigoso nos primeiros momentos do jogo, mas sem criar qualquer oportunidade digna desse nome. Através de cruzamentos, o perigo ia rondando a baliza defendida por Trigueira, mas, sempre que lhes era permitido um espaço, o Tondela ia saindo em contra-ataque, causando por vezes calafrios à defensiva do Vila Nova.

Ao minuto 35´, Helder Malheiro ainda apontou para a marca dos onze metros, concedendo um penálti à equipa do Tondela após uma suposta bola na mão, que sucedeu de um canto. O VAR entreviu e, depois de uma ida ao monitor, o árbitro da partida decidiu reverter a decisão inicial.

Chegou o intervalo, que ambas as equipas precisavam, para ver se conseguiam trazer o “remédio santo das oportunidades”, que deixaram nos balneários.

A segunda parte chegou e as oportunidades apenas demoraram dez minutos a chegar também. Após um mau passe de Trigueira, João Carlos Teixeira serve Banza, este devolve ao médio português, que com a baliza escancarada, esperou e atirou com muita força à barra da baliza do Tondela.

Aos 67´, lá se desatou o nó no marcador. Recuperação de bola alta da equipa da casa, João Teixeira joga em Marín que desde o lado esquerdo faz um cruzamento ao primeiro poste. Banza antecipou-se ao guarda-redes e abriu o marcador no Municipal 22 de junho.

O golo galvanizou as bancadas e a equipa famalicense. Apenas quatro minutos depois do primeiro golo, surge o segundo. Mais uma vez Marín, desta vez com um cruzamento mais largo, ao qual João Teixeira responde com um remate potentíssimo, fazendo abanar as redes da baliza de Trigueira.

Já dentro do período de compensação, o Tondela iria reduzir. Cruzamento longo de Salvador Agra para a área, Sagnan a cabecear para dentro, assistindo Daniel dos Anjos para o 2-1 no marcador, ainda dando uma réstia de esperança à equipa auriverde.

Resultado final, 2-1 para o Famalicão, que respira agora melhor na luta da manutenção.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Adrián Marin – Duas assistências e um grande jogo. Já na primeira parte tinha tido algum espaço, mas no momento da decisão pecou um pouco. Na segunda parte, voltou revigorado e com dois cruzamentos milimétricos colocou o Famalicão a vencer por dois golos.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Boselli – Uma nulidade. Jogou pelo corredor direito, algo que não potencia ao máximo as suas caraterísticas. Esteve quase sempre à margem do jogo e, quando recebeu a bola, foi quase sempre em zonas fora da zona de baliza, onde costuma ser fortíssimo. A culpa não foi inteiramente sua, mas não teve um jogo feliz.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

O Famalicão organizou-se no 3-4-3 habitual e fazendo apenas uma alteração em relação ao onze que venceu o Marítimo, na Madeira, na última jornada. Entrou Alex Nascimento para o lugar de Batubinsika, no lado esquerdo da defesa famalicense.

Num 3-4-3, que em processo defensivo se transforma num 5-2-3 ou até mesmo 5-4-1, o Famalicão alinhou com João Teixeira e Bruno no apoio à referência ofensiva, Simon Banza. Com os alas bem abertos e projetados, João Carlos Teixeira (principalmente) e Bruno jogaram mais por dentro, tentando receber entrelinhas. Banza quase sempre em apoio num primeiro momento, para depois se dirigir a zonas de finalização.

A estratégia do Famalicão passou muito por atrair a equipa do Tondela a um corredor, para depois variar o flanco, onde quase sempre aparecia o ala da equipa da casa solto de marcação. Faltaram boas decisões nesses momentos em que a equipa do Famalicão conseguiu criar desequilíbrios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Junior (7)

Penetra (7)

Riccieli (6)

Alex Nascimento (6)

Marin (9)

Ivo (-)

Pickel (6)

Pepê (7)

João Teixeira (8)

Bruno Rodrigues (7)

Banza (8)

SUBS UTILIZADOS

De la Fuente (6)

Gustavo Assunção (10)

Cádiz (-)

Dolcek (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O Tondela apareceu em Famalicão em 4-3-3, desmontando a linha de 5 defesas que apresentou frente ao Braga. Pedro Augusto e Boselli renderam Rafael Barbosa e Eduardo Quaresma.

A equipa beirã tentou impor o seu jogo desde início, com futebol mais apoiado e construindo desde o guarda redes, mas desde cedo se percebeu que esse caminho não seria fácil de trilhar, muito pela falta de qualidade na construção de Trigueira e Sagnan.

Undabarrena foi o médio mais recuado, mas nunca construiu a 3 com os centrais, recebendo a bola numa linha mais adiantada. Agra e Boselli tiveram pouca bola e quando tiveram foi em zonas de pouca preponderância (muito encostados aos corredores).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trigueira (5)

Hernando (6)

Sagnan (5)

Neto Borges (6)

Tiago Almeida (5)

Pedro Augusto (5)

Undabarrena (6)

João Pedro (6)

Salvador (6)

Dadashov (5)

Boselli (4)

SUBS UTILIZADOS

Barbosa (0)

Daniel dos Anjos (6)

Avilés (5)

Dantas (-)

Quaresma (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC FAMALICÃO

BnR: Já na primeira parte, quando o Famalicão variava o jogo para o corredor esquerdo, houve ali o espaço, mas a definição não foi a melhor. Na segunda parte, as oportunidades apareceram também por aquele lado esquerdo e surgiram por ali os golos. Pode-se dizer que a estratégia funcionou desde o início, mas a definição não foi a melhor?

Rui Pedro Silva: A única coisa que pedi ao intervalo foi calma e serenidade no momento da decisão. Acho que melhoramos nesse aspeto e conseguimos chegar aos dois golos. Depois faltou-nos um pouco de controle do jogo, mas as grandes equipas também são aquelas que sabem sofrer.

 

CD TONDELA

BnR: Quarta derrota seguida do Tondela, num jogo em que acaba por criar a primeira oportunidade clara de golo já depois do minuto 90, quando faz o golo. Como é que se explica esta falta de criatividade no meio-campo ofensivo?

Pako Ayestarán: É algo que nos tem acontecido ultimamente. Falhamos muito na circulação, em cruzamentos e depois as coisas complicam-se. Este luto tem de durar o menos possível, temos um jogo muito importante já quinta-feira para a taça e estamos focados nisso.

Artigo revisto por Joana Mendes

Francisco Moreira e Silva
Francisco Moreira e Silvahttp://mariooliveira
O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

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