Vitória SC 1-1 CD Santa Clara: Empate complica contas europeias dos vimaranenses

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A CRÓNICA: TRÊS PONTOS POR ENTREGAR NA “CIDADE BERÇO”

Em duelo da 32ª jornada da Primeira Liga, Vitória SC e CD Santa Clara defrontaram-se esta tarde em Guimarães, no Estádio D. Afonso Henriques. A equipa da “Cidade Berço” procurava continuar na perseguição aos lugares da Europa, enquanto os forasteiros, já com a manutenção assegurada, entraram no jogo sem qualquer tipo de responsabilidades acrescidas.

A predominância do modelo de jogo açoriano era o destaque inicial, a desenhar os progressos ofensivos com mais facilidade. O Santa Clara conseguiu muitas vezes chegar à baliza vimaranense. As ameaças açorianas começaram a chegar até ao primeiro golo que viria a ser anulado, depois de análise do VAR. Morita e Lincoln foram peças fundamentais no controlo do meio-campo e permitiram a superioridade dos visitantes. Do outro lado, o Vitória não viu a sua vida fácil nas construções ofensivas, com a equipa de Mário Silva a cerrar os espaços aos conquistadores. Mas Pepa fez alterações com vista a arranjar forma de sair da boa pressão açoriana, que deram resultado e ao primeiro lance de perigo chegaram à vantagem depois de um cruzamento de Rafa Soares que acabou em aparição aniquiladora de Estupiñan. Feitas as alterações, o crescimento em campo vitoriano foi visível e os caseiros chegaram mesmo ao intervalo a vencer, mas o Santa Clara mostrou que não viajou para Guimarães para sair derrotado.

O rumo do jogo mudou com uma grande penalidade de Allano que deu em golo e deixou novamente tudo em aberto. Ambas as equipas procuraram progredir em campo, com algum perigo mas sem sucesso. Pepa esgotou as alterações cedo com vista a dar outro rumo aos conquistadores que estavam já melhores do que inicialmente. Do outro lado, Mário Silva optou por uma defesa com cinco defesas em busca de pelo menos um ponto numa altura do jogo em que o Vitória surgiu muitas vezes perto da baliza açoriana.

Com cada vez menos oportunidades para os dois lados, o jogo terminou mesmo com um ponto para cada lado, resultado que complica a vida europeia dos conquistadores e que fez os adeptos caseiros contestassem a atitude dos jogadores.

 

A FIGURA

FC Porto CD Santa Clara
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Lincoln – Num jogo em que a batalha a meio-campo foi muito pouca delicada, o brasileiro procurou dar um perfume diferente ao jogo, onde foi claramente o mais esclarecido. Jogou sempre entre linhas, descaído para a esquerda, e tanto entregou curto a Morita como assistiu longo, como no golo anulado de Tagawa.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Abdul Mumin – Num jogo onde a defesa vitoriana teve grandes dificuldades, foi o ganês que se destacou pelas piores razões. Não foi capaz de sair a jogar e cometeu um penálti que acabou por condicionar o resultado da equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Pepa voltou a repetir o onze inicial que empatou frente ao Tondela, mantendo também a disposição tática de 4-3-3, com Tiago Silva a ser o jogador do tridente do meio-campo que mais se aproximou dos três da frente.

Alfa Semedo começou por tentar construir a partir de trás, mas as suas debilidades técnicas em conjunto com a pressão do Santa Clara, levaram a que Pepa alterasse a sua saída de bola com a descida de Tiago Silva que recuou para formar um duplo pivô e facilitar a saída de bola. Assim, o Vitória deixou de recorrer exclusivamente a bolas longas e conseguiu ter um jogo mais apoiado.

A defender, Alfa Semedo desceu para formar uma linha de 5, fazendo com que Mumin se juntasse a Ricardinho por dentro, e Rafa Soares a Sagna na largura. Do lado direito, o extremo do Vitória procurou sempre condicionar Lincoln por dentro, visto que o lateral esquerdo Santa Claro pouco ou nada se aventurou no ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (5)

Miguel Maga (4)

Borevkovic (5)

Abdul Mumin (4)

Rafa Soares (5)

Alfa Semedo (5)

André Almeida (5)

Rúben Lameiras (5)

Tiago Silva (6)

Rochinha (4)

Estupiñan (6)

SUBS UTILIZADOS

Nélson da Luz (5)

Bruno Duarte (4)

Nicolas Janvier (4)

João Ferreira (4)

Geny (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Mário Silva promoveu 3 alterações ao onze inicial em relação ao último jogo da equipa com o Marítimo, com as entradas de Ricardo Fernandes, Paulo Henrique e Morita. O Santa Clara entrou em campo num 4-3-3, com Lincoln a fazer a ligação entre o meio-campo e o avançado Tagawa.

Em organização ofensiva, atrás, Morita assumiu o papel de construtor e desceu para pegar no jogo, enquanto, na frente do lado direito, Ricardinho procurou espaços interiores para o lateral Sagna oferecer largura, e no lado contrário, Paulo Henrique manteve a posição e Allano deu largura e procurou combinar com Lincoln que descaiu para a esquerda.

Em organização defensiva, o Santa Clara pressionou em 4-4-2, com Lincoln e Tagawa a pressionar os centrais e o trinco do Vitória.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (5)

Pierre Sagna (4)

Boateng (6)

Mikel Villanueva (6)

Paulo Henrique (4)

Morita (8)

Anderson Carvalho (7)

Allano (7)

Lincoln (8)

Ricardinho (6)

Tagawa (6)

SUBS UTILIZADOS

Rui Costa (5)

Tassano (5)

Óscar Barreto (-)

Nené (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: No início da primeira parte o Vitória teve dificuldades em sair a jogar devido ao Santa Clara pressionar em 4-4-2 com o Lincoln e o Tagawa. O objetivo de passar a um duplo pivô com o Tiago Silva a recuar mais na construção foi de conseguir assumir mais o jogo?

Pepa: Desde o início do jogo nunca tivemos o controlo do jogo. Temos que nos mostrar muito mais ao jogo, procurar muito mais a bola, e a verdade é que isso não pode ser, acho que é uma imagem muito pálida da nossa parte. E independentemente de tudo, nós alimentamos isto, recuperamos muitos pontos e é frustrante e mau demais por termos as coisas à nossa mercê, nem que seja aquela sensação de que demos tudo. Agora empatar um jogo,  sair com aquela sensação de que tivemos longe daquilo que podemos fazer. O próximo jogo é já sexta e temos que dar uma imagem diferente da que demos hoje.

 

CD Santa Clara

BnR: Na primeira parte o Santa Clara conseguiu assumir o jogo e sair a partir de trás, mas na segunda foram poucas as vezes que o fez. Isto aconteceu devido ao golo marcado ou acha que o Vitória adaptou a pressão para a segunda parte?

Mário Silva: Estivemos contra um adversário que também gosta de jogar, mas também senti que depois do golo, os nossos jogadores sentiram que o mesmo não chegou numa altura onde estávamos por cima, e talvez tenham perdido um pouco de confiança, o que levou a que o Vitória crescesse no jogo.

 

Rescaldo da opinião de Diogo Monteiro e Leonardo Pereira.

Leonardo Pereira
Leonardo Pereirahttp://www.bolanarede.pt
O Leonardo é um jovem vimaranense que estuda Comunicação e Jornalismo, e que ambiciona ser jornalista, preferencialmente de desporto. Ele não consegue negar, gosta disto e é isto que quer fazer.

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