Belenenses 1-0 União da Madeira: A chave para o sucesso estava no banco de suplentes

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Belenenses e União da Madeira, na altura 14º e 15º classificados da Liga NOS, respetivamente, defrontaram-se hoje no Estádio do Restelo. Num jogo em que ambas as equipas precisavam obrigatoriamente do pontuar, houve muita luta, mas pouco futebol. Acabou por ter a equipa da casa, no meio do dilúvio, um pingo de sorte caído do céu.

Primeira Parte – Duarte Pereira da Silva

A equipa de Belém, orientada por Sá Pinto, pareceu entrar determinada em dar continuidade ao excelente resultado obtido na Suíça (vitória por 2-1 frente ao Basileia); Kuka, por duas vezes, ameaçou inaugurar o marcador no Restelo. No entanto, o União não se deixou intimidar e rapidamente poderia ter-se colocado em vantagem: primeiro por Amilton, após jogada individual, e depois Paulo Monteiro, na sequência de um canto.

Numa primeira parte em que ambas as equipas poderiam ter marcado, o resultado ao intervalo aceitava-se, apesar de uma ligeira superioridade dos madeirenses.

Segunda Parte – Vítor Miguel Gonçalves

A segunda parte começou com o União da Madeira a assustar; Edder Farías nas alturas conseguiu cabecear sem oposição, mas a bola rasou o poste da baliza de Ventura. Estava assim dado o mote para um início de segunda parte com maior superioridade insular.

O Belenenses ainda conseguiu voltar a equilibrar a partida e travar o ímpeto da equipa visitante, mas o jogo não aumentou de intensidade – e também os níveis de interesse – um jogo muito frio, tal como a temperatura que se fazia sentir.

A entrada de Carlos Martins acabou por ser decisiva para a vitória do Belenenses Fonte: Lusogolo.pt
A entrada de Carlos Martins acabou por ser decisiva para a vitória do Belenenses
Fonte: Lusogolo.pt

Nem com a entrada de Carlos Martins o Belenenses conseguia tomar as rédeas do encontro e a pouco mais de vinte minutos dos noventa foi de novo o União da Madeira a criar perigo em duas circunstâncias. Primeiro num cruzamento de Paulinho que ninguém conseguiu aproveitar e depois por Amilton, o jogador mais em foco na equipa recém-promovida à Liga NOS. Na resposta, a equipa lisboeta conseguiu – finalmente – sacudir a pressão adversária e, nos últimos minutos, apareceu Carlos Martins a cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Sturgeon que, de forma incrível, não acertou na bola como se lhe pedia e falhou um golo fácil.

Foi preciso chegar aos descontos para surgir o primeiro e único golo da noite. Na sequência de um pontapé de canto marcado por Carlos Martins e de uma série de ressaltos dentro da pequena área insular, Tiago Caeiro – outro jogador lançado por Sá Pinto durante o decorrer do encontro – aproveita a confusão instalada para atirar para a baliza de André Moreira.Um golo que veio castigar, talvez em demasia, a equipa de Luís Norton de Matos que até criou mais perigo na segunda parte do que o Belenenses.

O jogo terminou momentos depois, com o União a tentar num último suspiro um ponto que seria tremendamente justo. Fica assim latente a frustração insular num encontro que fizeram por merecer mais do mesmo, resta o consolo de uma exibição consistente num jogo marcado pela chuva e por um medíocre nível exibicional.

A Figura

André Sousa – O médio centro da equipa da cruz de Cristo esteve em destaque tanto no aspecto ofensivo como no defensivo. Foi dos que mais alvejou a baliza de André Moreira mas também o jogador que mais bolas cortou nas imediações da área da formação da casa. Um verdadeiro box-to-box.

 

O Fora de Jogo

O público presente no Restelo – Ressalvando o preço exagerado dos bilhetes – 15 Euros é um valor impensável para um jogo a uma segunda-feira – e a chuva que se fez sentir, os poucos adeptos presentes pouco mais fizeram do que assistir a um jogo morno e sem grandes motivos de interesse. Esperava-se mais dos adeptos do Belenenses.

Redação BnR
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