A CRÓNICA: O ÚLTIMO A MEXER GANHOU

O Belenenses SAD venceu o CS Marítimo por dois a zero. Os golos do encontro foram apontados por Miguel Cardoso e Francisco Teixeira.

Numa primeira parte em que as duas equipas se encaixaram, foram os desequilíbrios individuais que fizeram a diferença. A primeira ameaça foi do CS Marítimo. Ali Alipour podia ter inaugurado o marcador aos dois minutos, mas Kritciuk conseguiu defender junto ao poste direito. Aos 34 minutos, Cassierra mostrou como neste tipo de jogos a qualidade individual faz a diferença. Lucas Áfrico cometeu grande penalidade e Miguel Cardoso inaugurou o marcador no Jamor.

O segundo tempo foi o tudo ao nada para o CS Marítimo. Foram várias as oportunidades flagrantes. Primeiro, Joel Tagueu esteve muito perto de marcar, mas Kritciuk defendeu o cabeceamento. De seguida, Ratif Guitane falhou uma oportunidade flagrante depois da defesa de Kritciuk ao cruzamento de Alipour. A entrada de Ramires equilibrou mais o jogo para os lados da equipa da casa e Francisco Teixeira acabou por fazer o xeque-mate final já no cair do pano.

Com este resultado, a equipa do Belenenses SAD dá um importante passo na fuga pela linha de água. Já o CS Marítimo fica numa posição muito desconfortável na tabela classificativa da Primeira Liga.

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A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Entrada de Bruno Ramires – O jogo estava claramente descontrolado para o Belenenses SAD e só a entrada de um médio defensivo para uma zona muito ofensiva do terreno deu estabilidade para travar a primeira fase de construção do CS Marítimo.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Incapacidade de resposta do CS Marítimo – Face à substituição de Bruno Ramires, a equipa do CS Marítimo ficou sem argumentos para criar o mesmo perigo que tinha criado no início da segunda parte. Talvez uma tentativa de um 4-4-2 com Joel e Rodrigo Pinho na frente pudesse surpreender de novo.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no habitual 3-4-3, com o principal destaque a dupla Afonso Sousa e Afonso Taira no meio campo e o trio ofensivo constituído por Varela, Cassierra e Miguel Cardoso. A verdade é que a equipa ressentiu-se da pressão e garra do CS Marítimo para tentar marcar o primeiro. O golo da equipa mostrou como neste tipo de jogos, a qualidade e criatividade individual fazem toda a diferença. Na segunda parte, a surpresa no esquema tático de Júlio Velázquez obrigou Petit a surpreender também Só com a entrada de Bruno Ramires mais na zona ofensiva do terreno (o jogador é médio-defensivo de origem) é que a equipa da casa conseguiu segurar o resultado final e pôr fim ao ímpeto da equipa maritimista no inicio da segunda parte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (8)

Tiago Esgaio (6)

Tomás Ribeiro (6)

Henrique Buss (7)

Gonçalo Silva (6)

Rúben Lima (6)

Afonso Taira(6)

Miguel Cardoso (7)

Cassierra(7)

Afonso Sousa (5)

Silvestre Varela (6)

SUBS UTILIZADOS

Cafú Phete (6)

Bruno Ramires (7)

Francisco Teixeira (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

A equipa insular apresentou-se num 3-5-2 com a dupla ofensiva a ser constituída por Joel Tagueu e Alipour. As bolas aéreas, o jogo muito direto e os pontapés de meia-distância foram as armas do CS Marítimo para ferir a equipa da casa. Na segunda parte, a mudança tática de Júlio Velázquez quase saiu na perfeição com Rodrigo Pinho, Joel e Alipour a formarem um trio num 4-3-3. Contudo, a equipa estagnou com a entrada de Bruno Ramires pelo Belenenses SAD.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir (5)

Cláudio Winck (5)

Lucas Áfrico (4)

Renê Santos (5)

Andreas Karo (5)

Marcelo Hermes (5)

Jean Irmer (5)

Pedro Pelágio (5)

Edgar Costa (5)

Ali Alipour (6)

Joel Tagueu (7)

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo Pinho (6)

Ratik Guitane(6)

Jorge Correa (-)

Rúben Macedo (-)

Fumu Tamuzu (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: O esquema tático apresentado pelo Marítimo no início da 2.ª parte acabou por trazer algumas dificuldades à sua equipa. Sente que foi muito pela entrada de Bruno Ramires que conseguiu estabilizar a equipa e ficar mais perto da vitória final?

Petit: Sim, também fruto de estar a ganhar 1-0, é normal que houvesse uma reação do CS Marítimo mudando o seu sistema, passando para dois avançados numa linha de quatro. Soubemos sofrer, mas com a entrada do Bruno depois acertámos e depois tivemos uma ou outra situação em que pudemos fazer golo.

CS Marítimo

BnR: O Marítimo entrou muito bem na 2.ª parte até pela surpresa na formação tática apresentada, mas a equipa do Belenenses SAD colocou Bruno Ramires e estabilizou mais o jogo. Faltou mais um fator surpresa da sua equipa para conseguir lutar por outro resultado?

Júlio Velázquez: Podíamos ter surpreendido com Pellé entrelinhas mas Pellé não estava. Que maior surpresa do que as modificações que fizemos ao intervalo… Tentámos acumular jogadores dentro para explorar os corredores de fora. Criámos ocasiões de bola parada, tivemos jogo dinâmico.

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