O ‘meu querido mês de agosto’ sorriu com um final de tarde de calor e uma partida de futebol no Jamor. Com cheiro ou sabor – como preferir – a final da Taça, o Estádio Nacional do Jamor pintou-se de azul para o palco do encontro da 2ª jornada da Liga NOS entre a Belenenses SAD e o FC Porto. A equipa de Belém provou que é um adversário que impõe muita agressividade em campo contra qualquer oponente e consegue jogar olhos nos olhos com equipas de maior ou menor dimensão. Tal capacidade tem maior visibilidade quando recebe algum dos grandes no seu reduto, mas o jogo terminou 2-3 a favor dos campeões nacionais.

A equipa da casa debitou bastante agressividade em campo ao longo da partida. No primeiro tempo, a equipa de Belém beneficiou de vários erros de construção do FC Porto na zona média, recuperava a bola e tentava fazer com que o adversário fosse atrás dela. Com isso e já mais adiantado no terreno, perto dos 10 minutos, o Belenenses avisou com Fredy a encontrar Keita do lado esquerdo da área dos ‘dragões’, mas rematou demasiado alto.

Mais perto da meia hora de jogo é que viriam os lances mais capitais da primeira parte. Aos 20 minutos, na sequência de um atraso muito arriscado de Felipe a Casillas, o guardião espanhol aliviou a bola, mas foi contra Keita, que estava por perto, levando-a ao poste. O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, mostrou-se muito irritado com Diogo Leite nesta fase da partida por provavelmente não dar o apoio devido aos colegas na defesa, perante a pressão alta do Belenenses. Ao poste também foi a bola três minutos depois, mas da outra baliza com um cabeceamento de André Pereira servido da direita por Maxi Pereira.

Diogo Leite deverá ter caído nas boas graças da equipa técnica do FC Porto neste jogo cerca de cinco minutos depois. Diogo Viana faz falta sobre Alex Telles perto da bandeirola esquerda de canto. O lateral brasileiro bateu o livre para a cabeça do jovem central português dos ‘azuis e brancos’ (0-1). Muriel ainda dá uma palmada, mas o cabeceamento foi bem tenso para abrir o marcador no Estádio Nacional do Jamor.

Festa azul e branca acabaria por acontecer, mas foi para o lado do FC Porto, num estádio onde já muitas Taças de Portugal
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte prometia não começar cinzenta como os equipamentos usados neste final de tarde domingo no Jamor por parte do FC Porto. Dálcio tenta atrasar a bola para o guarda-redes da sua equipa, mas Otávio estava mais perto. Já dentro de área, o número ‘25’ dos ‘dragões’ contorna Muriel e encosta a bola para o fundo das redes (0-2).

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No entanto, quando se pensava que um jogo mais partido viria beneficiar os ‘dragões’ e algumas das individualidades que enriquecem o seu plantel, o oposto aconteceu e o Belenenses chegou ao empate com um cabeceamento de Keita após cruzamento de Fredy pela direita (2-2). Ambiente em suspenso no Jamor e o Porto procurava desesperadamente voltar a liderar o marcador.

Já no período de descontos, após um canto na área do Belenenses, Herrera fez um remate ‘enroscado’ que obrigou à defesa apertada de Muriel. No entanto, a mão de Henrique toca na bola antes de chegar à baliza. O árbitro teve dificuldades a decidir e recorreu ao suporte em vídeo que decidiu a marcação de uma grande penalidade convertida com sucesso por Alex Telles (2-3). Muitos adeptos já estavam a abandonar o estádio, mas sempre de olho no que ia acontecendo no jogo. Quem por ainda estava no Jamor festejou efusivamente o tento que coloca ainda o FC Porto invicto no arranque do campeonato.

Onzes iniciais:

Os treinadores Silas e Sérgio Conceição repetiram o onze inicial utilizado contra CD Tondela e GD Chaves, respetivamente, no jogo inaugural do campeonato.

Belenenses SAD: Muriel; Sasso, Gonçalo Silva, Zacarya e Diogo Viana (Sagna 69’); Nuno Coelho, Matija Ljulic (Dálcio 38’) e Lucca; Licá (Henrique 65’), Freddy e Keita.

FC Porto: Casillas; Maxi Pereira, Diogo Leite, Felipe e Alex Telles; Herrera, Sérgio Oliveira e Otávio (Óliver Torres 72’); André Pereira (Corona 63’), Brahimi (Hernâni 80’) e Aboubakar

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Desde os galácticos do Real Madrid, do grandioso Barcelona de Rijkaard e Guardiola, e ainda a conquista da Liga dos Campeões do Porto de Mourinho em 2004, o Francisco tem o talento de meter bola em tudo o que é conversa, apesar de saber que há muitas mais coisas que importam. As ligas inglesa e alemã são as suas predilectas, mas a sua paixão pelo futebol português ainda é desmedida a par com a rádio. Tem também um Mestrado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.