A CRÓNICA: ENTRADA FERVOROSA DO BOAVISTA FC SOBREPÔS-SE AO POUCO FC FAMALICÃO

Ainda nem tinha sido bem ouvido e assimilado o apito inicial da partida e o Boavista FC já tinha entrado com todo o lanço no encontro, com uma bola ao poste aos 30 segundos! Depois de uma jogada pelo interior, com a defesa do FC Famalicão bastante compacta em campo, Angel Gomes mostrou que a “pantera” estava com as garras bem afiadas.

O jogo acabou por dar tempo para dizer que este foi mais um encontro da 22ª jornada da Primeira Liga, onde o Estádio do Bessa foi o palco do duelo entre Boavista e Famalicão. Ambas as equipas estavam colocadas em posições algo fragilizadas na tabela, sendo que ocupavam os lugares onde nenhuma equipa quer estar: os últimos. Obviamente que se previa um jogo equilibrado dada a luta incessante na busca da manutenção na Primeira Liga, e a entrada das “panteras” em campo apenas o demonstrou.

E as garras da pantera estavam tão afiadas que Ricardo Mangas inaugurou o marcador aos 17 minutos. No seguimento de um canto no lado esquerdo do ataque boavisteiro, Mangas aproveitou o cabeceamento do colega de equipa para inserir a bola no fundo da baliza de Luiz Junior.

Mesmo com o Famalicão a conseguir aproximar-se da grande área de Léo Jardim, as grandes ocasiões de golo partiram do Boavista. Essa avalanche ofensiva boavisteira parecia não ter fim. Aos 27 minutos, a formação de Jesualdo Ferreira pediu a marcação de uma grande penalidade, mas o árbitro André Narciso mandou seguir o jogo.

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Em jeito de resposta à capacidade atacante que o Boavista estava a demonstrar, os famalicenses tentaram mostrar que estavam vivos no jogo. Rúben Vinagre deu o grande exemplo disso, ao enviar a bola diretamente para a trave da baliza de Léo Jardim. Tínhamos jogo no Bessa.

A defesa do Famalicão esmorecia à medida que os minutos passavam. É de acreditar que aquele lance aos 30 segundos tenha assustado, como apanhou todos desprevenidos, mas não melhorava. O posicionamento dos defesas ficava muito aquém do solicitado sempre que o Boavista atacava e isso podia custar cada vez mais caro à turma de Silas. A “pantera” podia ter aumentado a vantagem aos 42 minutos devido a essa falta de concentração, mas Ellis acabou por falhar a bola e, consequentemente, o alvo.

Na segunda parte, foi o Famalicão a entrar melhor em jogo e Alexandre Guedes quase fazia o gosto ao pé, mas a bola voltou a beijar a trave. Se sito fosse o crossbar challenge, os famalicenses estavam na frente do marcador por duas bolas de vantagem. Mas é futebol, onde elas contam lá dentro.

Apesar dessa entrada fervorosa do Famalicão, a falta de critério no último terço estava a ser uma constante. Quem aproveitou? O Boavista, porque quem não marca sofre. Aos 65 minutos, Paulinho aumentou a vantagem para os axadrezados.

Para além da vantagem no marcador, tudo parecia correr de feição ao Boavista. Depois de uma falta sobre Nuno Santos, jogador dos axadrezados, Manuel Ugarte foi advertido com cartão vermelho direto, com o árbitro André Narciso a consultar o vídeo-árbitro, passando o Famalicão a jogar apenas com dez elementos a 15 minutos do final da partida.

Jesualdo Ferreira efetuou duas substituições ao minuto 90 que melhor resultado também não poderiam ter. Sebastian Perez, no primeiro contacto que teve com a bola, cabeceou para o terceiro golo dos axadrezados, que melhor jogo não poderiam ter tido. Um verdadeiro xeque-mate naquilo que foi a partida, porque foi desta forma que terminou.

 

A FIGURA

Entrada do Boavista FC no encontro – Ainda não se tinha assimilado bem o início do encontro e o Boavista FC já estava a tentar fazer mossa no marcador. Essa entrada previu tudo aquilo que se sucedeu. Com uma oportunidade flagrante aos 30 segundos, o restante jogo estava por conta dos axadrezados.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Setor defensivo do FC Famalicão – Desde o mau posicionamento nos momentos decisivos à falta de entrosamento, o setor defensivo do FC Famalicão praticamente não existiu dentro daquilo que devia frente ao Boavista FC.

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Jesualdo Ferreira manteve o 4-4-2 como esquema da equipa no relvado do Bessa. Com uma linha de quatro defesas, e Léo Jardim na baliza, Devenish e Chidozie Awaziem ocuparam a zona central da defesa, com Cannon e Ricardo Mangas nas laterais.

No setor do meio-campo, alinharam o capitão Javi Garcia e Nuno Santos no miolo. Gustavo Sauer e Paulinho atuaram como extremos, na ligação do meio-campo ao ataque, protagonizado por Elis e o jovem Angel Gomes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Ricardo Mangas (7)

Devenish (6)

Chidozie Awaziem (6)

Cannon (6)

Gustavo Sauer (6)

Nuno Santos (6)

Javi Garcia (5)

Paulinho (6)

Angel Gomes (6)

Ellis (6)

SUBS UTILIZADOS

Show (6)

Hamache (6)

Benguché (6)

Sebastian Perez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Silas escalou um onze inicial na base de um 4-4-2, com Riccieli a atuar como lateral, Diogo Queirós e Riccieli na zona central da defesa. A restante linha defensiva ficou completa após a inserção de Rúben Vinagre e Luiz Júnior na baliza, como habitual.

No setor do meio-campo, Gustavo Assunção e Pepê ocuparam a zona central, com o apoio de Manuel Ugarte e Gil Dias, que se encarregaram das laterais e de fazer a ligação entre setores para os homens mais avançados Alexandre Guedes e Heriberto Tavares.

Na construção de jogo, o Famalicão aproveitava toda a largura do terreno para poder prosseguir com o ataque, preferindo sempre a construção pelo exterior. Os alas atuavam totalmente encostados à linha, e o jogo passava sempre pelos pés de Rúben Vinagre, no lado esquerdo do ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Junior (5)

Riccieli (5)

Diogo Queirós (4)

Babic (4)

Rúben Vinagre (5)

Pedro Rodrigues (5)

Lukovic (5)

Gil Dias (5)

Manuel Ugarte (3)

Alexandre Guedes (5)

Heriberto Tavares (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Figueiras (5)

Kraev (6)

Anderson Silva (6)

Calvin (5)

Fernando Valenzuela (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Boa noite, mister. Pergunto se este resultado e esta exibição poderão ser a espécie de um ponto de partida para o Boavista conseguir arrecadar a manutenção?

Jesualdo Ferreira: Sabem que sou um treinador otimista. De facto, estes jogadores precisavam de ser ajudados, chegou um momento em que a qualidade só não resolvia os jogos e precisavam de ser alterados outros comportamentos de natureza emocional e tática, acima de tudo. Era preciso melhorar. Tem vindo a acontecer. Nós andamos à procura e notou-se no jogo que andámos à procura de uma maneira de jogar mais adequada e eficiente. Vai servir de ponto de partida para se jogar melhor, porque jogar melhor é estar um passo mais próximo do sucesso.

FC Famalicão

Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Famalicão, Jorge Silas.

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