O CD Aves venceu o Boavista FC por 2-0, numa partida a contar para a 24.ª jornada da Primeira Liga. A turma avense foi mais forte no segundo tempo e conseguiu uma vitória importante para fugir da “linha de água”.

Face ao último jogo, um empate a uma bola no reduto do Portimonense, Augusto Inácio não efetuou qualquer mudança no onze da turma avense. Lito Vidigal, por sua vez, lançou Jubal e Fábio Espinho em detrimento de Jubal e Rafael Costa. Os forasteiros entravam nesta partida numa das melhores fases do campeonato, somando oito pontos nos últimos quatro jogos.

Mais bola para o Boavista nos instantes iniciais, procurando espaços entre as linhas dos avenses. A turma da casa optava por uma solução distinta, procurando o jogo aéreo e bolas nas costas dos centrais Jubal e Neris. O primeiro remate da partida surgiu apenas aos 13 minutos, numa tentativa mal sucedida de Fariña. Apesar das poucas oportunidades, havia sinal mais para os axadrezados, perante um Desportivo das Aves apático e sem ideias.

Aos 18 minutos, Alberto Bueno esteve perto de inaugurar o marcador com um “canto olímpico”, valeu a atenção de Beunardeau entre os postes. Com o desenrolar da partida, o Aves tentava pegar nas rédeas do jogo, começando os seus ataques a partir da linha de três centrais.

Contudo, o xadrez da turma boavisteira estava mais organizado. Os homens de Lito Vidigal pressionavam alto e eram mais concisos na sua organização ofensiva. Só faltava o xeque-mate. Vítor Gomes fechou as cortinas da primeira parte com um remate forte que terminou nas mãos seguras de Bracali. Sem golos numa primeira parte muito pobre.

O Aves entrou melhor no segundo tempo, criando uma grande oportunidade de perigo logo aos 47 minutos. Fariña aproveitou um erro de Edu Machado, desfez-se de dois adversários, mas não evitou o corte de Jubal à boca da baliza.

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O Boavista respondeu à passagem do minuto 56, por intermédio de Falcone. O argentino à entrada da área, cabeceou com perigo para a baliza de Beurnardeau, que afastou para canto. Dois sinais positivos após uma primeira parte pouco interventiva, com as duas equipas a estarem perto do golo inaugural.

A turma de Augusto Inácio tomava uma atitude diferente, procurando ganhar terreno com a bola controlada, sempre à procura dos pés de Fariña e de Luquinhas. E quando a magia dos dois jogadores não resultava, havia a força de Mama Baldé, que pôs Bracali à prova aos 65 minutos de jogo.

O brasileiro voltou a estar em destaque seis minutos depois mas pelas piores razões. Na conversão de um livre direto, Vítor Costa rematou com força e Bracali fica muito mal na fotografia, deixando o esférico rolar suavemente para a baliza axadrezada. Prémio merecido para a equipa do concelho de Santo Tirso, que trouxe uma nova atitude para a etapa complementar.

Dois minutos depois, Luquinhas teve nos pés uma oportunidade de ouro para dilatar a vantagem avense. O brasileiro estava no sítio certo para fazer o segundo, após uma defesa incompleta de Bracali, mas protagonizou o “falhanço do jogo”.

Jorge Fellipe apontou o segundo golo da equipa da casa
Fonte: Liga Portugal

O irreverente extremo tentou redimir-se mas sem sucesso. Quando o Aves mais procurava o segundo golo, foi preciso um central “voar”. Jorge Felipe, aos 77 minutos, saltou mais alto que todos na área axadrezada e bateu o guardião adversário.

O Boavista estava irreconhecível e não conseguia impor o seu jogo. Lito Vidigal procurava soluções no banco, de modo a contrariar o ímpeto ofensivo do Aves. A turma da Vila das Aves conseguiu aguentar as investidas finais da turma portuense, por vezes com mais coração que razão. O Aves voou mais alto e resgatou uma vitória preciosa rumo à manutenção na Primeira Liga.

 ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Aves: Beunardeau, Rodrgio, Vítor Costa, Fariña (Rúben Oliveira, 90’), Ponck, Vítor Gomes, Derley (Miguel Tavares, 83’), Galo, Jorge Felipe, Mama Baldé e Luquinhas (Diallo, 86’).

Boavista FC: Bracali, Obiora, Talocha, Jubal, Mateus (Rafa, 80’), Fábio Espinho, Bueno (Yusupha, 73’), Edu, Neris, Falcone e Mateus Índio (Perdigão, 54’).

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O desporto sempre fez parte da vida do João, apesar de não ter um clube de futebol em Portugal. Jogou futsal desde os 12 anos e terminou a sua carreira no Desportivo das Aves, optando por focar-se na área da Comunicação na universidade. Fora da quadra, mantém-se atento a todas as modalidades, desde o futebol até ao wrestling, que acompanha desde os 10 anos. Acompanha regularmente o Futsal Nacional, Futebol Argentino e MLS.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.