CD Nacional 1-2 Vitória SC: Final quente para um jogo morno

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Associando-se às comemorações do Dia Nacional do Estudante, o CD Nacional abriu as portas do Estádio da Madeira para o jogo com o Vitória SC, oferecendo a entrada gratuita àqueles que apresentassem o cartão de estudante na bilheteira, facto que contribuiu para uma casa bem composta.

A aflita equipa da casa procurava a primeira vitória desde dezembro, desta feita com um novo treinador no banco: João de Deus, o terceiro da temporada a orientar os alvinegros. Os insulares ocupavam o último lugar da classificação, em igualdade pontual com o Tondela, com 17 pontos. Quanto aos escolhidos, nem a convocatória nem o onze de João de Deus apresentavam surpresas, optando o treinador por uma equipa bem rodada, num 4-3-3 com Adriano, Nuno Campos, César, Nuno Correia e Sequeira; Filipe Gonçalves no meio campo, acompanhado por Tiago Rodrigues e Wilyan, mais ofensivos; Na frente, Salvador Agra, Aristeguieta e Zequinha.

Do lado dos vitorianos registavam-se três novidades na convocatória: Dénis Duarte e Sacko, provenientes da equipa B e Rafael Miranda, que regressava de castigo. Pedro Martins não contava com Josué, Moreno nem Tozé, castigados, além da ausência de Konan, por opção. Hurtado, que atuou na quarta-feira pela seleção do Perú também não entrava nas opções do técnico dos minhotos. Em relação ao onze, alguma rotatividade, mas a grande novidade foi mesmo a inclusão do lateral direito Sacko, que se juntou a Pedro Henrique, Prince e Rúben Ferreira na defesa; Zungu e Miranda no meio, com Raphinha a ser o elemento mais avançado do setor intermédio; João Aurélio, Sturgeon e Teixeira compunham a frente de ataque; Douglas era o titular da baliza.

A equipa do Nacional começou bem, tentando subir no terreno, mas sem conseguir criar muito perigo à baliza de Douglas. Nos primeiros 15 minutos já se notava uma melhor clarividência entre os nacionalistas, conseguindo criar linhas de passe e sabendo trabalhar a posse de bola, que já há muito tempo não se via na Choupana.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

O Vitória, contudo, foi mais competente e conseguiu colocar-se em vantagem ao minuto 25, por intermédio de Rafael Miranda. Após o golo sofrido o efeito da famosa chicotada quase desapareceu, com os jogadores do Nacional visivelmente abalados e cabisbaixos. Tentava, ainda assim, sair a equipa e aos 35’ o central César falhou por pouco de cabeça. Aos 41’ Adriano defendeu de forma vistosa depois de mais um ataque vitoriano.

Para a segunda parte entrou Marega para o lugar de Sturgeon, que se lesionou um minuto antes do intervalo. À passagem do primeiro quarto de hora da segunda parte, Gustavo Rodrigues, delegado do Nacional foi expulso do banco pelo arbitro Rui Costa, depois de protestar pela não atribuição de um pontapé de canto.

João de Deus procurava dar novo fulgor ao ataque madeirense e aos 65 minutos  fez entrar dois avançados, Cádiz e Hamzaoui, para os lugares de Wilyan e Aristeguieta. Sem jogadas dignas de destaque o treinador insular esgotou as substituições ao fazer entrar aos 74’ o médio ofensivo egípcio Zizo, para a saída de Zequinha. No minuto seguinte Pedro Martins respondeu, preferindo gerir o esforço da sua equipa e colocando em campo Celis, em detrimento de João Aurélio. Cinco minutos depois, aos 80’ Raphinha deu lugar a Hernâni.

Sem grandes jogadas de perigo, de parte a parte os ataques resumiam-se a remates desajustados, até que Hernâni surgiu isolado na frente de Adriano e, após uma atrapalhação a bola sobrou para Teixeira, que aos 85 minutos e à entrada da área colocou a bola rasteira e colocada ao poste esquerdo da baliza do Nacional. Filipe Gonçalves era o espelho da desilusão e o elemento mais esclarecido dos alvinegros, que prometeram nos primeiros minutos, mas foram abalados pelo primeiro golo dos minhotos.

A segunda parte aqueceu já nos 90’ após um excelente passe de Filipe Gonçalves a desmarcar Zizo, o egípcio reduziu a diferença. O Nacional não ficaria por aí e no final do tempo extra os madeirenses voltam a introduzir a bola na baliza de Douglas, para explosão dos adeptos que resistiram à debanda. O golo contudo, não seria validado, com o árbitro a entender haver uma falta sobre Sacko. Na sequência dos protestos, cartão vermelho para o capitão Rui Correia e amarelo para Zizo, terminando o encontro pouco depois, brindado com enorme assobiadela para o árbitro.

Foto de Capa: Bola na Rede

 

Marco António Milho
Marco António Milhohttp://www.bolanarede.pt
Nascido no Funchal, licenciou-se em Ciências da Comunicação, antes de passar pela redação do Diário de Notícias da Madeira. Dividido entre a rádio e a escrita, é amante incorrigível do jornalismo, do cinema, da história e do desporto em geral, onde o futebol e o basquetebol ocupam o lugar de destaque.                                                                                                                                                 O Marco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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