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Primeira parte: Tomás Gomes

Tarde de sol no Restelo para receber dois clubes de margens opostas do Tejo: Os Belenenses contra o Vitória de Setúbal. Um jogo marcado pelo regresso dos Fúria Azul, claque do Belenenses que teve várias divergências com a SAD, e pela confiança reafirmada em Tonel depois da polémica do penálti a favor do Sporting.

Esperava-se um Belenenses ferido e com vontade de dar a volta a uma série negativa de três jogos sem vencer (duas derrotas e um empate). Em vez disso assistimos a um Belenenses apático e nervoso na altura de concretizar. Do outro lado um Setúbal pragmático. Duas jogadas de perigo dos sadinos e dois golos. O primeiro da autoria de Suk, após um excelente cruzamento de André Claro. O sétimo golo do sul-coreano esta época. Na segunda jogada de perigo foi a vez de Suk retribuir. Num movimento de contra-ataque deixa André Horta isolado, que, na cara de Ventura, não perdoa.

Uma primeira parte marcada pelo nervosismo do Belenenses, que não se consegue enquadrar com a baliza de Ricardo. Do outro lado um Setúbal eficaz com Suk a ser determinante na ala direita – a fazer muitas vezes o movimento para o interior. William Alves e Rúben Semedo têm sido os patrões dos sadinos nos sectores mais recuados.

Este não parece é ser o regresso dos Fúria Azul; a claque lisboeta ainda não se fez ouvir no Restelo esta tarde. Por outro lado os sadinos tomaram de assalto o estádio de Belém e têm feito a festa e o barulho num jogo que tem tido muito para eles festejarem. Suk chega mesmo a ter direito ao seu próprio cântico.

A primeira parte termina assim com um Belenenses triste e com um Vitória a cumprir o seu histórico de bons resultados fora de casa esta época.

Após a derrota em Alvalade, esperava-se um Belenenses mais afoito neste jogo Fonte: Sporting CP
Após a derrota em Alvalade, esperava-se um Belenenses mais afoito neste jogo
Fonte: Sporting CP

Segunda parte: Duarte Pereira da Silva

Apesar da chegada da noite, o Belenenses pouco ou nada melhorou. A segunda parte foi mais do mesmo: um Vitória de Setúbal pragmático, com transições rápidas e eficazes. Sá Pinto ainda lançou Tiago Caeiro, mas nem se notou pela entrada do avançado português.

Foi, assim, e quase de forma natural, que, e quando o relógio marcava uma hora de jogo, em mais uma transição rapidíssima, Suk, após excelente cruzamento de André Horta, sentenciou a partida; a defensiva azul, que até tinha estado bastante bem em Alvalade, demonstrou bastantes dificuldades.

Os pupilos de Quim Machado, que a jogar fora de portas são a segunda melhor equipa da Liga NOS (apenas o Sporting supera os sadinos), dão assim continuidade à boa temporada que estão a realizar. Relativamente ao Belenenses, este terá agora que se concentrar para o desafio com a Fiorentina já na próxima quinta-feira.

Nota ainda para alguns lenços brancos para o treinador do Belenenses, Ricardo Sá Pinto, mostrados no final do encontro.

A Figura:

Rúben Semedo, na retaguarda, e Suk, na frente – Um defesa central e um ponta de lança podem não ter muito em comum, mas Rúben Semedo, no eixo defensivo, e Suk, na frente de ataque, fizeram aquilo que lhes se pedia e foram pragmáticos.

O Fora-de-Jogo:

Kuca – Internacional por Cabo Verde e figura de destaque deste Belenenses, Kuca nunca pareceu entrar no jogo. Por inúmeras vezes poderia ter feito a diferença e não foi capaz. Uma noite desastrada.

Foto de Capa: CF “Os Belenenses”

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