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De olhos postos na Europa, o Belenenses recebia o Sporting de Braga, determinado a não perder de vista o terceiro lugar, já a 8 pontos. Numa bela tarde de sol, prometia ser uma partida agradável de futebol.

Ainda os adeptos do Sporting de Braga chegavam aos seus lugares, e muitos ainda nem estavam no estádio, e já a sua equipa celebrava o primeiro golo. Um desentendimento entre Cristiano e Florent fez com que o último marcasse na própria baliza logo no primeiro minuto. O golo deu ânimo ao Braga, que foi rei e senhor do jogo durante 20 minutos. Sempre mais objectivo, sempre mais preciso com a bola, bastavam poucos toques para a bola chegar à área contrária. Foi sem surpresas que os minhotos chegaram ao segundo golo. Uma jogada onde Djavan não desistiu do lance e que culminou num grande remate de Rui Fonte. O jogo estava com 18 minutos e o Braga vencia por 2-0, controlando a partida.

Mas tudo mudou passados 3 minutos. Um penalty assinalado a favor do Belenenses, que Maurides converteu, fez com que o Belenenses ganhasse nova vida. A partir daqui o rumo do encontro alterou-se por completo. O Braga acusou demasiado o golo e encolheu-se perante um Belenenses que começou a acreditar. Aproveitando o lado direito da defensiva bracarense, ocupado por Djavan, que pareceu dar muito espaço, os homens do Restelo criaram imensas oportunidades. E por muito azar os homens do Restelo não conseguiram o empate.

Fosse pelos jogadores do Braga a tirar o pão da boca, fosse por a bola ir ao lado, muitas foram oportunidades desperdiçadas de uma equipa que até ao final da primeira parte teve o controlo do encontro. Ao intervalo, o resultado dava a vitória ao Braga, que tinha tudo na mão até aos 20 minutos, mas que após o penalty deixaram de ser objectivos. Mérito para o Belenenses que se conseguiu reencontrar.

As equipas entraram para o segundo tempo sem mexidas. O Braga regressou do balneário mais adormecido e o Belenenses, com vontade de aproveitar a quebra de ritmo do adversário, procurou desde logo o empate. Mas o Braga reagiu à pressão dos azuis e brancos e Ricardo Horta só não colocou a bola na baliza de Cristiano com um remate de dentro da área por uma defesa certeira do guarda-redes.

A equipa da casa não desistiu e continuou a pressionar na zona de ataque. Não faltaram remates e cantos batidos pelo Belenenses, mas nenhum concretizado. Os lisboetas controlavam bem a segunda parte da partida, enquanto os minhotos andavam a passo e falharam, aos 76 minutos, uma oportunidade de golo claríssima, com Vukcevic isolado na cara do guardião do Braga.

A equipa treinada por Jorge Simão ia vencendo e tentava sofregamente aguentar a pressão, num momento em que o jogo se aproximava do apito final. Houve ainda tempo para uma expulsão: ao minuto 83, depois de uma falta sobre Ricardo Horta, o defesa Fábio Nunes, que tinha entrado para o lugar de Camara, viu o segundo amarelo e deixou o Belenenses reduzido a 10 homens em campo.

Em período de descontos, era o tudo ou nada. Os jogadores de Joaquim Machado não desistiram, continuaram a pressionar o meio-campo dos ‘Guerreiros’, e só por azar não conseguiram voltar a fazer tremer as redes da baliza de Marafona.

O árbitro Luís Godinho apitou aos 95 minutos e o Braga pôde finalmente suspirar de alívio. O Braga vence por 1-2, no reduto do Belenenses. Com muito esforço, os 3 pontos vão para o Minho, 90 dias após a última vitória dos ‘Guerreiros’ fora de casa (a última havia sido em Alvalade, contra o Sporting). Uma vitória bastante difícil, importante e injusta. Ainda há muita aresta por  limar por parte  de Jorge Simão, pois falta à equipa mais garra e inteligência na hora de sofrer. O Belenenses está a dois jogos consecutivos a perder depois de 6 jogos sem conhecer o sabor da derrota, mas deixou bons indícios para a recta final do campeonato, onde a Europa ainda é um objectivo.

Foto de capa: SC Braga

Artigo de opinião de André Conde e Nadine Gil

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