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Foi um CS Marítimo renovado aquele que se apresentou este domingo nos Barreiros para receber e vencer o Boavista FC, com cinco jogadores a estrearem a titularidade. De facto, em relação ao encontro anterior, com o FC Dínamo de Kiev, foram seis as alterações, apenas mantendo-se intocáveis o guarda-redes e quarteto defensivo.

Face às alterações efetuadas por Daniel Ramos, apostando em jogadores menos rodados, Miguel Leal procurou aproveitar-se da previsível falta de ritmo e entrosamento dos insulares. Os primeiros dez minutos foram marcados pelo domínio boavisteiro e por uma entrada tímida do Marítimo. A boa organização defensiva, contudo, voltou a revelar-se fundamental para os verde-rubros, conseguindo frustrar as investidas dos axadrezados e incentivando as transições rápidas.

Depois do início sofrido, a equipa da casa conseguia equilibrar a partida e acabava mesmo a primeira parte a dominar os visitantes. O jogo ganhava interesse, mas as melhorias do jogo ofensivo dos madeirenses não eram alheias à entrada de Gildo, em estreia absoluta pela equipa principal do Marítimo, que aos 22 minutos substituiu o lesionado Edgar Costa. O extremo moçambicano revelou-se uma verdadeira dor de cabeça para o Boavista, sobretudo quando cortava para o interior do terreno.

Bebeto foi o autor inesperado do tento solitário que selou a vitória do Marítimo  Fonte: CS Marítimo
Bebeto foi o autor inesperado do tento solitário que selou a vitória do Marítimo
Fonte: CS Marítimo

Porém, à semelhança dos encontros anteriores, era na finalização que os insulares mais pecavam, assim como os axadrezados, que construíam bem, mas não conseguiam aproveitar as oportunidades criadas. Duas equipas muito semelhantes quanto à estratégia e à boa organização ofensiva, mas igualmente perdulárias e incapazes de finalizar, empatavam, assim, aos 45 minutos.

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No segundo tempo, a qualidade de jogo desceu imenso, com a bola sempre longe das balizas, presa na batalha de meio-campo. O encontro parecia retroceder ao pouco interessante espetáculo inicial, mas desta vez foi o Marítimo o primeiro a redescobrir a formula para as boas construções atacantes. Aos poucos lá foram subindo os donos da casa e aos 58’ foi o lateral direito Bebeto quem fez juz ao nome de craque e abriu as contas, finalizando em esforço depois de um cruzamento de Lundberg.

Depois de alcançada a vantagem, os madeirenses baixaram as linhas e geriram o resultado. O Boavista corria atrás do prejuízo mas continuava sem conseguir definir no último terço, apesar de ter gozado até de boas oportunidades para empatar, fruto de algum relaxamento e desatenção pouco habituais na equipa de Daniel Ramos. Valiam Charles e a falta de pontaria dos boavisteiros.

No final, o Marítimo segurava uma vez mais os três pontos no seu ‘Caldeirão’, a vitória alicerçada na habitual coesão defensiva privilegiada pelo treinador maritimista. Ofensivamente, o Marítimo tem ainda muito a melhorar, mas torna-se indiscutível que esta defesa vale mesmo pontos.

Foto de Capa: CS Marítimo