Cabeçalho Futebol NacionalCom a certeza de que o sexto lugar garantia o acesso às pré-eliminatórias da Liga Europa, CS Marítimo e GD Chaves defrontavam-se com a última vaga para as competições continentais em mente, no jogo que fechava a 28.ª jornada. Os adeptos compareceram, com mais de oito mil a deslocarem-se aos Barreiros, com a perspetiva de assistir a um bom espetáculo.

De um lado, um Marítimo em alta, ainda mais moralizado após a recuperação, que valeu o empate a três bolas no terreno do Braga, na jornada anterior do campeonato. Do outro lado, um Chaves surpreendente que se encontrava confortavelmente a meio da tabela, num oitavo lugar que ainda alimentava esperanças europeias – Chaves esse que vinha em segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, onde bateu o Vitória de Guimarães por 3-1, apesar de não ter conseguido carimbar o acesso ao Jamor.

Sem poder contar com Patrick Vieira, castigado, Daniel Ramos confiou o lado direito da defesa ao polivalente Zainadine, com Fransérgio a regressar também ao onze, assim como Edgar Costa, jogando de início no lugar que tinha sido de Xavier na jornada anterior. Assim, o Marítimo alinhava com Charles na baliza; defesa constituída por Zainadine, Maurício, Raúl Silva e Luís Martins; setor intermédio com Erdem Şen, Alex Soares e Fransérgio; na frente jogavam Edgar Costa, Brito e Keita.

Quanto ao Chaves, registava-se desde logo uma novidade, com o adjunto Carlos Pires a ocupar o lugar de Ricardo Soares, em virtude da expulsão do treinador principal no jogo anterior dos transmontanos. Ricardo Nunes era o titular das redes, com Rodrigo Soares, Nuno André Coelho, Carlos Ponck e Nélson Lenho na defesa; no meio-campo estavam Tiba, Bressan e Braga, com Perdigão descaído na direita e Fábio Martins no lado esquerdo; Willian Oliveira era o homem mais avançado.

O jogo começou animado, com algumas oportunidades para ambas as equipas. Charles foi o primeiro a sofrer calafrios, ao não conseguir segurar a bola, permitindo a insistência, que acabou por não dar em golo. Pouco depois foi o Marítimo a ameaçar as redes de Ricardo, mas sem sucesso, valendo a defensiva visitante.

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As duas formações apresentavam-se muito fortes defensivamente, não facilitando nas transições. Ofensivamente, o Chaves era a equipa mais perigosa, atacando com quatro homens, enquanto nos insulares Alex Soares se posicionava mais atrás no terreno, juntamente com Erdem Şen. No entanto, foi mesmo a equipa madeirense a chegar primeiro à vantagem, com Keita a marcar aos 37 minutos o seu terceiro golo no campeonato.

Os flavienses tinham posse de bola e domínio territorial; contudo, os verde-rubros valiam-se da eficácia, tanto a atacar como a defender. Assim, o árbitro Rui Oliveira, da Associação de Futebol do Porto, apitou para o intervalo, sem dar tempo extra e com o Marítimo a vencer.

Na segunda parte via-se mais do mesmo, com o Chaves a forçar o ataque, chegando mesmo ao empate aos 56 minutos, com Perdigão a aproveitar a incapacidade de Charles de segurar o esférico. Quatro minutos depois quase havia reviravolta, quando Willian atira de cabeça à trave maritimista.

O Chaves aproveitava o élan, somando mais ocasiões de perigo, mas sem conseguir concretizar. A equipa da casa estava a vacilar defensivamente e Daniel Ramos decidiu retirar Alex Soares, colocando em campo Éber Bessa, procurando recuperar o meio-campo e a consistência defensiva logo no minuto seguinte; contudo, o treinador verde-rubro viu-se obrigado a recorrer de novo ao banco, com Maurício a sair lesionado. Entrou para o seu lugar o lateral Pedro Coronas, com Zainadine a deslocar-se para o centro da defesa.

Aos 78’ acontece a primeira substituição dos transmontanos, entrando Davidson para a vaga do veterano Braga. Dois minutos depois Daniel Ramos mexe pela última vez no escalonamento dos maritimistas, fazendo entrar Xavier para o lugar de Brito.

A entrada do português teve resultados imediatos, quando recupera uma bola perdida no centro do terreno, iniciando o contra-ataque, que resulta no segundo golo dos madeirenses ao minuto 83. Aos 85 minutos Perdigão deu lugar a Rafael Lopes e aos 88’ Patrão rendeu Bressan, na tentativa de reação dos homens de Chaves.

Depois de cinco minutos de compensação frenéticos, porém, o Marítimo segurou a vantagem, solidificando o sexto lugar na Liga, num jogo em que teve de sofrer bastante, sobretudo na primeira parte e no início da segunda.