A CRÓNICA: AZAR BATE À PORTA, MAS O FAMALICÃO PREFERE NÃO TER PORTA

FC Famalicão e Boavista FC defrontaram-se este domingo para mais um jogo a contar para a quinta jornada do campeonato. Antevia-se um encontro disputado pelo facto de ambas as equipas apresentarem projetos interessantes e com contratações impactantes.

Na jornada passada, os famalicenses suaram para sair de Faro com um empate a três bolas, já os boavisteiros perderam no Bessa contra o Vitória SC.  Nos primeiros 45 minutos da partida a única ocasião de perigo digna do nome foi protagonizada por Gil Dias que com uma iniciativa individual pelo flanco esquerdo conseguiu rematar à malha lateral da baliza de Leo Jardim.

De resto, assistiu-se a um Famalicão sempre mais no controlo da partida e a um Boavista ainda muito dependente de jogadas individuais e de falhas defensivas dos opositores para causar perigo. João Pedro Sousa e os seus pupilos estiveram mesmo prestes a festejar o primeiro golo da partida, mas Léo Jardim conseguiu defender o remate de Rúben Lameiras na conversão de uma grande penalidade. Hamache na reposta a este desperdício fez um remate rasteiro e potente que só parou no fundo das redes da baliza de Zlobin e inaugurou o marcador.

O Boavista apresentou melhoras face à primeira parte e conseguiu ampliar a vantagem de bola parada. Quem bateu foi Hamache para Javi Garcia aproveitar uma saída em falso de Zlobin e a cabecear para o segundo golo dos boavisteiros. O FC Famalicão teve ainda direito a outra grande penalidade por falta de Javi Garcia sobre o recém-entrado Campaña. Rúben Lameiras repetiu a marcação do castigo máximo, mas desta feita não falhou e reduziu para um golo a vantagem do Boavista FC. Robert, jogador lançado por João Pedro Sousa para o lugar de Velenzuela, marcou um golaço. Num livre a partir da esquerda do ataque Robert assumiu a marcação e bateu em arco ao ângulo superior esquerdo da baliza de Léo Jardim que bem se esticou, mas que nada pode fazer para deter este remate. O resultado final foi, assim, fixado num empate a duas bolas entre os conjuntos, depois do Boavista desperdiçar uma vantagem de dois golos construída já na segunda parte do encontro.

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A FIGURA

Fonte: Bola na Rede

Meio campo boavisteiroNa primeira parte com linhas mais recuadas, conseguiu anular as iniciativas do Famalicão, mas com a subida das linhas na segunda parte, conseguiu controlar o jogo e chegar a uma vantagem confortável, não fosse a expulsão de Javi Garcia que desequilibrou por completo a partida.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Defesa famalicense – Na primeira parte estiveram no controlo do jogo, mas foi quando o Boavista FC optou por tomar controlo do jogo que se notou a passividade, principalmente dos centrais. Zlobin também esteve mal nos dois lances que deram os golos ao Boavista.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

O FC Famalicão apostou num 4-4-3 para este encontro com Dyego Sousa na frente e com Velenzuela e Rúben Lameiras nas alas. A ideia de jogo da primeira parte pareceu ter controlo da bola, sair sempre a jogar com a bola pelo chão e tentar causar perigo pela rápida circulação da bola do meio para uma das alas onde apareciam ou os alas ou os laterais mais isolados. Na segunda metade do encontro, os famalicenses demoraram a acordar para o jogo. Apresentaram passividade e falta de atenção em vários momentos de transição defensivos e foi nesses lances que sofreram os golos. As substituições vieram a ser decisivas, mas contaram também com alguma sorte para contribuírem para o desfecho final do encontro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Zlobin (6)

Bruno Jordão (5)

Riccieli (6)

Patrick William (6)

Babic (6)

Gil Dias (6)

Velenzuela (6)

Pereyra (6)

Assunção (5)

Lameiras (5)

Dyego Sousa (5)

SUBS UTILIZADOS

Macello Trotta (4)

Ivan Jaime (5)

Campaña (5)

Morer (-)

Robert (6)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O conjunto de Vasco Seabra abordou este jogo de uma forma mais cautelosa. Com uma linha de quatro defesas e com Javi Garcia a servir de trinco e a ficar muito perto da linha mais recuada, os boavisteiros apostavam na rapidez de Elis e de Paulinho para conseguir um passe longo eficaz e, desta forma, apanhar a defesa famalicense desprevenida. O Boavista não mudou ninguém à entrada para a segunda parte, mas subiu as linhas e aumentou a pressão. Estes fatores provaram ser decisivos e chegaram a uma vantagem de dois golos que depois foi anulada com a expulsão de Javi Garcia que vinha a equilibrar o meio-campo boavisteiro até ao momento. Em suma, foi um jogo bem conseguido por parte do conjunto do Bessa, mas que precisava de um bocado mais de foco e coesão para conseguir segurar os três pontos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leo Jardim(6)

Cannon (6)

Castro (5)

Chidozie (5)

Hamache (7)

Gustavo Affonso (7)

Reisinho (6)

Javi Garcia (6)

Paulinho (7)

Elis (6)

Nuno Santos (5)

SUBS UTILIZADOS

Show (5)

Njie (-)

Mangas (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: “O Famalicão na primeira parte conseguiu controlar o jogo, mas encontrou um Boavista diferente na segunda metade do jogo. Porque é que a subida das linhas do Boavista causou tantas dificuldades nos momentos de transição defensiva ao Famalicão? O que estava a falhar, na sua opinião?”

João Pedro Sousa: “Sim, tivemos algumas dificuldades em ligar. Algumas perdas de bola a meio-campo, o que permitiu ao Boavista fizesse algumas transições. No entanto, sabemos o que acontece que isso acontece com todas as equipas. A nossa forma de jogar, se não for com qualidade e cometermos erros, sujeitamo-nos a situações de contra-ataque. O primeiro golo do Boavista nem surge numa situação de transição defensiva. Estávamos bem posicionados, mas é um remate forte, de longe e bem colocado. Mas, de facto, tivemos mais dificuldades na segunda parte. Também começámos a acusar algum desgaste, o terreno estava um pouco pesado e na altura em que íamos mexer acabámos por sofre o golo. A nossa reação depois foi excelente.”

Boavista FC

BnR: “Boavista voltou da primeira parte com as linhas mais subidas e conseguiu causar mais perigo que na primeira parte do encontro. Porque é que não se viu esta alteração tática no decorrer da primeira parte?”

Vasco Seabra: “Ela (a alteração) foi acontecendo a espaços. Fomos tentando que o bloco fosse um bocado mais para cima na primeira parte, mas não foi tão consistente quanto na segunda. Isso também teve a ver com o crescimento que a equipa acabou por ter e ao intervalo foi só reforçarmos aquilo que já estávamos a fazer. Por isso, não teve a ver com uma alteração tática, teve a ver só com o nível de crescimento da equipa em termos de confiança e em termos de enquadramento do jogo para conseguir ser mais forte a pressionar.”

 

 

 

 

 

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