A CRÓNICA: METADES DISTINTAS

Clássico decisivo para as contas do campeonato no Dragão. FC Porto e SL Benfica entravam em campo debaixo de todos os holofotes e com a pressão a cair mais para o lado portista. Os dragões entraram fortes e, depois de Pepe falhar uma clara oportunidade de golo logo ao sexto minuto, Sérgio Oliveira deu vantagem aos portistas aos 10′. Otávio ganhou o duelo a Grimaldo na direita e cruzou para a finalização do médio português. O SL Benfica não baixou os braços e não tardou a responder. Rafa, aos 17′, cabeceou para uma defesa incompleta de Marchesín e Vinícius aproveitou para encostar e igualar a partida.

A vitória era crucial para o FC Porto se manter na disputa da Primeira Liga, e, por isso, os portistas pressionaram intensivamente a saída de bola benfiquista e chegaram a nova vantagem aos 37′, de grande penalidade. Alex Telles converteu, mas os portistas recusaram tirar o pé do acelerador. Ainda antes do intervalo, Marega cruzou a partir da direita e Rúben Dias, na tentativa de salvar a bola que ia para Soares, introduziu-a na própria baliza. 3-1 era o resultado ao intervalo, numa primeira parte muito intensa e de grande qualidade.

As equipas voltaram dos balneários e os encarnados vieram decididos a não deixar fugir o resultado. Começaram melhor e chegaram ao golo ao quarto minuto do segundo tempo, através de Vinícius. A restante partida foi de um equilíbrio e tensão impressionantes, com oportunidades para as duas formações, mas sem mais golos. O FC Porto vence o clássico, numa partida em que os dragões se superaram em todos os aspetos que tinham vindo a ser apontados como mais débeis nos dragões.

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A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sérgio Oliveira – O médio portista fez, talvez, a sua melhor exibição da temporada. Competente em todos os momentos do jogo, foi uma peça nuclear para Sérgio Conceição no clássico.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Adel Taarabt – O médio benfiquista esteve perdido em campo, tendo sido figura apenas nos momentos de polémica. Bruno Lage foi obrigado a tirar o marroquino sob o risco de ser expulso.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica foi obrigado a remeter-se à tarefa defensiva na maior parte do primeiro tempo, devido à pressão portista, mas demonstrou grandes debilidades no centro do terreno, com Weigl e Taarabt a não conseguirem dar conta do recado e com Ferro e Rúben Dias a serem demasiado permissivos perante o ataque portista. No ataque, Rafa juntou-se a Vinícius e foi essencial no jogo entre linhas dos encarnados.

Na segunda parte, com uma maior propensão ofensiva, o Benfica procurou triangulações em progressão entre os alas e os médios, de forma a apanhar a defesa dos azuis e brancos em desiquilíbrio.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (5)
Grimaldo (5)
Rúben Dias (5)
Ferro (5)
André Almeida (6)
Weigl (5)
Taarabt (4)
Rafa (7)
Pizzi (6)
Chiquinho (6)
Vinícius (7)

SUBS UTILIZADOS

Seferovic (6)
Samaris (6)
Dyego Sousa (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto foi dominante na primeira parte. Com a equipa inclinada para a baliza adversária, Sérgio Oliveira e Uribe foram peças-chave na transição e manutenção da posse de bola no meio-campo adversário. Marega, na sua diagonal habitual, explorou o lado mais frágil da defesa benfiquista, entre Ferro e Grimaldo, sendo numa dessas movimentações que surgiu o terceiro golo dos azuis e brancos.

No segundo tempo, a equipa portista recolheu mais numa fase inicial, com a maior falha dos dragões a ser precisamente na pressão, aspeto que cumpriram exemplarmente no primeiro tempo. A partir do momento em que Soares ou Marega não pressionavam a defesa contrária, o SL Benfica conseguia sair em posse, causando perigo à defesa do FC Porto.

No ataque, as transições rápidos foram regra na segunda parte, aproveitando o balanceamento ofensivo dos benfiquistas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (5)
Corona (6)
Pepe (5)
Marcano (6)
Alex Telles (6)
Sérgio Oliveira (8)
Matheus Uribe (7)
Otávio (6)
Luis Díaz (6)
Marega (6)
Soares (6)

SUBS UTILIZADOS

Mbemba (6)
Manafá (6)
Vitinha (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Bola na Rede: Sérgio, sente que o FC Porto soube explorar o lado teoricamente mais frágil da defesa do Benfica, entre o Ferro e o Grimaldo?

Sérgio Conceição: Foi importante a análise ao adversário, aquilo que foi a preparação para o jogo. Mas o posicionamento dos laterais, a estratégia dos médios fora do habitual, tudo isso além da base de trabalho da nossa equipa, quando temos bola e quando não a temos.

SL BENFICA

Bola na Rede: Sente que faltou algo ao meio-campo do Benfica para segurar, principalmente na primeira parte, o ataque do FC Porto?

Bruno Lage: Nas situações de um contra um, eles são fortes com bola, defendemos de forma personalizada, tal como fazemos sempre. Quanto ao Gabriel, está tudo bem com ele, mas passou o dia no hospital. Fazerem-se determinados comentários sobre o que aconteceu, sobre Gabriel e o treinador, as pessoas têm de pôr a mão na consciência. Quando acham que o treinador do SL Benfica castigou Gabriel, um jogador com uma atitude tremenda, que dá tudo em campo,não está certo, é o momento certo para fazermos uma reflexão sobre o que nós queremos, o nosso dia a dia é de muito profissionalismo.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

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