Cabeçalho Futebol Nacional

Os jogos em que há uma equipa que tem impreterivelmente de ganhar trazem, em teoria, um aliciante: se a qualidade em campo pode não ser a melhor, a garra e a vontade de vencer fazem, por vezes, com que se assista a bons espectáculos. No jogo do António Coimbra da Mota, porém, só na segunda parte houve alguma emoção, procura do golo e incerteza no resultado, uma vez que a primeira quase não teve motivos de interesse.

O Estoril de Pedro Emanuel apresentou-se num 4-2-3-1 com Mattheus e Eduardo no meio, Allano e Matheus Índio nas alas e Carlinhos nas costas de Kléber, ao passo que o Nacional de João de Deus alinhou num 4-4-2 com Tiago Rodrigues e F. Gonçalves no miolo e com Zizo e Salvador Agra a servirem os avançados Willyan e Cádiz.

O primeiro tempo foi, no entanto, muito morno, com o Estoril a saber que, por muito que a época não esteja a correr de feição, sempre é melhor um ponto na mão do que três a voar; o Nacional, por seu turno, também parecia primeiro querer segurar o empate e evitar que a desvantagem face ao adversário de hoje superasse a dezena de pontos, barreira porventura já alta demais para ser superada.

Nos primeiros 45 minutos houve apenas nota para uma oportunidade para os da casa (Eduardo trabalhou bem e rematou com perigo, por cima) e duas para os forasteiros (para outras tantas boas intervenções de Moreira, primeiro aos pés de Willyan e depois de Cádiz).

Anúncio Publicitário
O golo do CD Nacional foi marcado por Zizo Fonte: Facebook do CD Nacional
O golo do CD Nacional foi marcado por Zizo
Fonte: Facebook do CD Nacional

Depois do intervalo o jogo melhorou, e a letargia do primeiro tempo – mal menor para os estorilistas e contratempo que os madeirenses não conseguiam fintar – alterou-se finalmente. Moreira continuava em evidência na baliza canarinha, negando o golo a Tiago Rodrigues, na sequência de um livre, e a Cádiz, após golpe de cabeça. Pior pontaria teve Tobias Figueiredo que, na sequência de um canto, saltou sem oposição mas cabeceou por cima.

O Estoril só por uma vez esteve perto de marcar, quando Adriano sacudiu um remate forte de Carlinhos, o melhor elemento dos da casa. Com o tempo a passar, o Nacional deixou de lado o comportamento expectante do primeiro tempo e foi recompensado quando, aos 78 minutos, Victor García galgou terreno pela direita e assistiu o extremo egípcio Zizo, inteligente a aparecer à entrada da área vindo da esquerda.

Até final o Estoril tentou reagir, mas fê-lo com pouco discernimento. A equipa de Pedro Emanuel acabou por pagar a factura de um jogo em que nunca pareceu verdadeiramente descontente com o empate.

O golo de Zizo premeia a segunda parte do Nacional, período em que a equipa de João de Deus foi a única a criar oportunidades.

Os estorilistas perderam, assim, a hipótese de juntarem mais 3 pontos aos actuais 25 e praticamente garantirem a manutenção, ao passo que os madeirenses somam agora 20 pontos, que lhes permitem descolar do Tondela e aproximarem-se do Moreirense.

Com a vitória de hoje frente a um adversário directo, o Nacional ressurge das cinzas e reforça a ideia de que a fuga à despromoção se jogará a quatro. Longe de ter feito uma exibição brilhante, a verdade é que, se tivesse jogado mais vezes assim ao longo da época, a equipa de João de Deus não estaria agora abaixo da linha de água.

Foto de Capa: Facebook do Estoril Praia- Futebol SAD

1
2
3
4
Artigo anteriorCD Santa Clara 1-1 Sporting CP “B”: O sonho da subida ficou (ainda) mais distante
Próximo artigoMomentos
O João Sousa anseia pelo dia em que os sportinguistas materializem o orgulho que têm no ecletismo do clube numa afluência massiva às modalidades. Porque, segundo ele, elas são uma parte importantíssima da identidade do clube. Deseja ardentemente a construção de um pavilhão e defende a aposta nos futebolistas da casa, enquadrados por 2 ou 3 jogadores de nível internacional que permitam lutar por títulos. Bate-se por um Sporting sério, organizado e vencedor.                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.