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Moreirense FC 1-1 CS Marítimo: Empate com sabor a derrota mantém cônegos no fundo da tabela

Joana Quintas · 6 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Moreirense FC e CS Marítimo empataram esta tarde a uma bola, em jogo a contar para a 13ª jornada da primeira liga. Frente a frente duas equipas a precisarem de pontuar, embora para lutar por objectivos diferentes. De um lado um Moreirense FC aflito na zona de despromoção, a precisar de pontos para tentar subir na tabela e, do outro, os insulares na perseguição dos lugares europeus, querendo manter a pressão sobre o quarto classificado, SC Braga.

O Moreirense FC entrou no jogo com vontade de chegar ao golo e desde cedo se foi mantendo por cima no encontro. Do lado do CS Marítimo, e até à meia hora, apenas de realçar os cerca de 50 adeptos insulares, que nos primeiros minutos fizeram questão de se fazerem ouvir. A equipa da casa, classificada na zona de despromoção com apenas sete pontos em 12 jornadas disputadas, deu desde início sinais de querer agarrar a conquista dos três pontos e foi quem mais oportunidades criou.

Logo aos 8 minutos, na sequência de uma jogada iniciada por Tozé, Ângelo Neto cabeceou e obrigou Charles a aplicar-se e a evitar o desbloquear do marcador. Apenas quatro minutos depois, um lance de insistência dos cônegos quase deu o golo à equipa da casa. Primeiro Ângelo Neto, de cabeça, encontrou o guarda redes atento, depois Haberhoun rematou para nova defesa de Charles e, por fim, Peña atirou à trave. Adeptos e equipa técnica ainda reclamaram golo, mas a bola não terá mesmo ultrapassado a linha de baliza.

O Moreirense FC não desarmava na frente e, aos 20 minutos, conquistou um livre perigoso à entrada da área, por falta cometida sobre Penã. O pontapé foi cobrado por Tozé, que voltou a enviar o esférico à barra. O golo acabou por chegar cinco minutos depois, na sequência de uma grande penalidade, novamente com Peña a sofrer a falta e Tozé a ser chamado a assumir a marcação do castigo máximo. Desta vez a barra não esteve no caminho do golo e a equipa da casa chegou, com justiça, ao um a zero.

A segunda parte trouxe algum equilíbrio à partida, com o Moreirense a continuar a ser a formação que mais procurou o golo Fonte: Bola na Rede
A segunda parte trouxe algum equilíbrio à partida, com o Moreirense a continuar a ser a formação que mais procurou o golo
Fonte: Bola na Rede

Ainda antes da meia hora os insulares conseguiram entrar no meio campo cônego e chegar com perigo à baliza de Jhonatan. E, no seguimento desse processo ofensivo, adeptos e equipa do CS Marítimo reclamaram novo penalti, por mão na bola, mas o árbitro Tiago Silva nada assinalou. Mas se não foi de penalti, foi na sequência desse lance. Após cobrança do canto de que beneficiou, a equipa madeirense chegou ao empate com um pontapé de bicicleta de Drausio. Estava reposta a igualdade em Moreira de Cônegos naquele que foi o primeiro remate insular na partida. O apito para intervalo não chegou sem que a equipa da casa se voltasse a lançar no ataque e sem uma nova bola na barra. Novamente Ângelo Neto, aos 33 minutos, a cabecear ao ferro da baliza defendida por Charles.

A precisar de pontuar para manter a pressão sobre o SC Braga, depois de a semana passada ter empatado em casa e ter visto os arsenalistas isolarem-se na quarta posição, o CS Marítimo viu o Moreirense FC entrar novamente por cima para a segunda parte. Logo aos 48 minutos Alan Schons rematou forte, mas por cima. Embora sem criarem oportunidades de perigo iminente, os cônegos foram mantendo o domínio e evitando que os madeirenses importunassem Jhonatan. A exibição superior da equipa da casa apenas ficou em perigo à passagem dos 70 minutos, com Belkeroui a ver o segundo amarelo e ser expulso, deixando o Moreirense FC reduzido a dez unidades em campo. O SC Marítimo tentou aproveitar a superioridade no terreno e conseguiu mesmo crescer no jogo, mas não foi o suficiente para levar perigo à baliza defendida por Jhonatan. Aliás, foram mesmo os da casa que terminaram a partida por cima.

Classificado nos últimos lugares da tabela, o Moreirense FC garantiu a conquista de um ponto na recepção aos insulares, um resultado que acabou por saber a pouco para um equipa que foi superior durante os 90 minutos. O CS Marítimo cedeu assim o segundo empate consecutivo na liga, num jogo em que não foi capaz de criar lances ofensivos de perigo, e pode ver já amanhã o SC Braga isolar-se ainda mais no quarto lugar.

A FIGURA

Fonte: Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

Tozé – O médio português foi uma das figuras de destaque do Moreirense FC na partida desta tarde em Moreira de Cônegos. Chamado a converter todos os lances de bola parada da equipa, Tozé foi capaz de o fazer com qualidade, atirando à barra na conversão de um livre e fazendo, pouco tempo depois, o golo na sequência de uma grande penalidade. 

O FORA DE JOGO

Fonte: Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

Belkeroui – Num conjunto que se apresentou coeso e capaz de dominar um CS Marítimo que está na luta pelos lugares europeus, Belkeroui acabou por colocar a equipa em risco ao ver o segundo amarelo à passagem dos 70 minutos. O Moreirense FC ficou reduzido a dez a 20 minutos do fim, ficando mais exposto ao crescimento dos insulares.

Conferência BnR 

Moreirense FC

BnR: A barra esteve hoje várias vezes no caminho do golo do Moreirense. Acha que faltou sorte à equipa?

Sérgio Vieira: Sim. O factor sorte é algo que nós temos que trabalhar muito para conquistar. Esta é a quinta semana em que estou à frente da equipa e sinto um orgulho muito grande naquilo que foi a atitude dos jogadores, naquilo que foi o trabalho durante a semana e fico até com tristeza relativamente ao sentimento que eles têm, porque eles mereciam muito mais. A forma como eles se têm superado, treino após treino, para que hoje fizessem um jogo em que mereciam claramente ganhar, leva a ter esse sentimento de tristeza. Mas não considero só a questão do azar e da barra, a gente tem que continuar a melhorar, nem tudo foi perfeito hoje, temos muito aspectos para melhorar e aperfeiçoar e só a questão do tempo é que leva a isso. Espero que a cada semana que passe a gente consiga ser melhor, consiga corrigir os pequenos detalhes que às vezes nos afastam da vitória, mas esta atitude tem que ser para manter em todos os jogos.

CS Marítimo:

BnR: Referiu na antevisão a este jogo que faltava à equipa engrenar os processos ofensivos. Acha que foi isso que faltou ao Marítimo hoje para conseguir criar mais oportunidades junto da baliza do Moreirense?

Daniel Ramos: Também, também isso. Nós andamos à procura de evoluir, quem anda no futebol sabe que entre o processo ofensivo e o defensivo, o processo ofensivo é mais difícil de implementar, principalmente em equipas como o Marítimo, que perdeu muitos jogadores e perdeu a sua espinha dorsal. Acaba por ser bem complicado nós termos que gerir a entrada de jogadores que têm que se adaptar a uma realidade diferente e tem que ser logo colocados em competição e nós temos que os fazer crescer. E no meio disto tudo, temos que fazer pontos. Quem não faz pontos está fora. Eu, como treinador, tenho que olhar para todos estes pormenores e, primeiro do que tudo, fazer pontos. Depois, olhar para o processo de crescimento. O defensivo acho que está bem consolidado, estamos num bom patamar, já o fizemos o ano passado e este ano estamos a conseguir novamente. O ofensivo requer tempo, requer qualidade e requer opções, que nós estamos a tentar ganhar dentro do plantel, com algumas dificuldades, porque temos tidos algumas lesões e jogadores com dificuldade em se impor e se adaptarem. Mas acredito que com o tempo e persistência essa melhorias vão ser bem mais significativas.

Joana Quintas

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