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Depois de lermos um livro ou vermos um filme, é normal tirarmos lições para a nossa vida. Podem-nos colocar os pés no chão com chapadas de humildade ou motivar-nos a arriscar, a viver, a não termos medo de sermos felizes.

Essas lições também se podem extrair de finais de épocas desportivas ou de uma competição em particular. A Premier League deste ano é um bom exemplo, mas há outros, como o Euro 2004 ou a edição de 2000/2001 da 1.ª Liga Portuguesa, que consagrou o Boavista como campeão nacional.

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A edição deste ano do campeonato português não conheceu um final dramático nem coroou um vencedor diferente do habitual, mas foi, na mesma, histórica e inspiradora. Não só por confirmar o regresso do Sporting à luta pelo título, não só pelo facto de o Benfica ter batido o recorde de pontos numa edição do campeonato, mas também pela qualificação europeia do Arouca e pela manutenção do Tondela.

É impossível ficar indiferente à história de uma equipa que há dez anos estava nos distritais de Aveiro e que foi, paulatinamente, conseguindo a sua afirmação no panorama médio-baixo português até conseguir a subida, em 2012/2013, ao escalão máximo principal. Depois de atingida a elite nacional, estabilizou-se nela e, apenas três anos mais tarde, consegue uma qualificação europeia que ninguém contesta. Não tanto pela espectacularidade do futebol praticado, mas pela eficiência dos processos incutidos por Lito Vidigal aos seus jogadores. O Arouca, agora, está entre a elite europeia, e isso só pode ser inspirador.