CONFERÊNCIA BnR:

GD Estoril-Praia

BnR: O Estoril melhorou bastante no segundo tempo e talvez até tenha estado melhor do que o Rio Ave nos segundos 45 minutos, mas já não foi a tempo de conseguir pelo menos o empate. Sente que a sua equipa teve uma reação demasiado tardia no jogo?

Ivo Vieira: Nós sabíamos, como eu já disse, que o Rio Ave é uma equipa de posse. Equilibrámos, em termos de posse, aquilo que o Rio Ave normalmente leva de vantagem sobre as equipas que aqui jogam, e na segunda parte provavelmente estivemos ao mesmo nível ou ligeiramente superiores. Mas, às vezes de forma consentida, aqueles que estão em vantagem e confortáveis no jogo dão-nos essa benesse. A verdade é que ter posse e não fazer golos não é suficiente, se nós tivéssemos a mesma posse e conseguíssemos concretizar podíamos ter entrado no jogo, mas não conseguimos.

 

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Rio Ave FC

BnR: Depois de ter dominado o encontro no primeiro tempo, na segunda parte o Rio Ave começou a conceder algumas transições perigosas ao Estoril e nessa altura acabou por fazer entrar Pedro Moreira. Esse ajuste no meio-campo foi fundamental para travar uma possível ascensão do Estoril no jogo?

Miguel Cardoso: Completamente, considero essa análise acertadíssima. Aquilo que fizemos na primeira parte, que nos colocou em vantagem, fez com que no segundo tempo acusássemos alguma fadiga. Além disso, também tínhamos o Pelé, que fez dois jogos pela seleção, e era fundamental de alguma forma geri-lo, até porque nessa altura ele já tinha amarelo e também não o queríamos expor, e, portanto, tínhamos de reforçar o eixo do meio campo contra uma equipa como o Estoril, que joga com três médios muito posicionais. Obviamente, com a fadiga, os nossos alas também deixaram de ser competentes a fechar o espaço interior em alguns momentos e por isso quisemos regular um pouco a dinâmica do Estoril e compete-me a mim, do lado de fora, ajudar a equipa.

 

Foto de Capa: Liga Portugal