A CRÓNICA: …VITÓRIA ABENÇOADA

O Estádio de S. Miguel abriu portas, neste domingo chuvoso, para a quarta jornada da Primeira Liga entre CD Santa Clara e o Gil Vicente FC. Para as duas formações este jogo é, sem dúvida, importante na conquista dos três pontos, uma vez que ambos vêm de uma derrota, para alavancar a sua posição na tabela classificativa. Espera-se, então, um jogo com ambição e garra de ambas as partes.

O apito inicial soava e o Gil Vicente ligou o radar de objetivo: pressionar o Santa Clara e chegar o mais rapidamente possível à baliza. Apesar da equipa Açoriana parecer algo desconcentrada, a pressão da equipa gilista não resultou. Aos 12 minutos, viria a prova disso, através de Alano que passava para a Rui Costa e este só teve de encostar e, assim, inaugurar o marcador.

Depois do primeiro quarto de hora, a partida equilibrou-se. Sem grandes momentos de perigo por parte do Gil Vicente, o Santa Clara acabaria por conseguir mais linhas de passe e, assim, chegar à baliza de Krutciuk e causar algum perigo. Essa superioridade manteve-se até ao intervalo e sem grande surpresa.

A Segunda parte começava e os Bravos Açorianos mantinham a sua superioridade. Por sua vez o Gil, mostraria vontade de ter maior capacidade de resposta em comparação à primeira parte mas sem grande perigo para o guardião Marco Pereira.

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Os ânimos aquecem e devido a um desentendimento entre Alano e Rúben Fernandes, o árbitro viria a ser obrigado a separar os jogadores e a distribuir cartões vermelho, deixando, assim, ambas equipas reduzidas a dez.

Após as expulsões, a força de vontade continuaria a mesma. Jogo mais forte e mais rápido pela equipa da casa. O Gil ainda tentava ir atrás e mudar o marcador, mas a defesa dos açorianos não permitia isso.

Até ao apito final, a agressividade açoriana continuou a ser superior apesar do Gil Vicente ter estado mais presente em jogo, nesta segunda parte. Fica na memória a determinação dos açorianos de correr atrás do resultado e a tentativa Gilista de tentar fazer melhor.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rui Costa – O avançado do Santa Clara teve uma presença fundamental e coerente em todo o jogo. Ajudando a criar situações de perigo para a sua equipa. Isso acabou por ser claro por ser o autor do único golo da partida.

O FORA DE JOGO

Fran Navarro – Displicente. Esperava-se mais depois da auspiciosa entrada no campeonato por parte do avançado espanhol, que passou ao lado da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A turma de Daniel Ramos alinhou-se em 4-2-1-3. A linha de quatro clássica com Rafa Ramos deu uma maior profundidade pela direita e Mansur a baixar mais um pouco no terreno. No miolo, Morita ajudou Anderson Carvalho a preencher o meio campo. Lincoln serviu os três homens na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (4)

Rafael Ramos (4)

Mikel Villanueva (5)

Boateng (4)

Mansur (4)

Alano (3)

Anderson Carvalho (3)

Lincoln (3)

Cryzan (3)

Hide (4)

Rui Costa (6)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Henrique (3)

Jean Patric (4)

Ricardinho (3)

Néné (-)

João Afonso (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

O Gil Vicente alinhou-se em 4-3-3 clássico. Uma linha tradicional de quatro, dois homens mais baixos no terreno, Fujimoto mais solto e a deambular no terreno. Lino, Navarro e Bilel no ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (3)

Lucas (3)

Hackman (2)

Bilel (4)

Pedrinho (3)

Fran Navarro (4)

Fujimoto (4)

Vitor Carvalho (3)

Rúben Fernandes (3)

Samuel Lino (3)

Talocha (4)

SUBS UTILIZADOS

Murilo (2)

Bueno (3)

Zé Carlos (4)

Ribeiro (3)

Giorgi Aburjania (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD SANTA CLARA

BnR: Qual foi a motivação para este jogo?

Daniel Ramos: Pedi à equipa para se mentalizar que ia sofrer. Mas pedi para se esforçarem, trabalharem e deixarem o peso emocional de lado. Há desgaste, muita tensão e precisávamos de dar uma resposta a nós próprios e foi isso mesmo que fizemos. Fomos organizados. Merecíamos a vitória perante um Gil que nos dificultou. Tínhamos de estar focados no jogo de hoje. Aquilo que podemos controlar é a nossa prestação no jogo, não perder energia ao falar em outros assuntos.

GIL VICENTE FC

BnR: Qual a análise que faz da partida?

Ricardo Soares: Sabíamos que ia ser um jogo difícil e muito competitivo. Com as condições climatéricas e o estado do relvado prevíamos este tipo de jogo. No entanto, foi um jogo equilibrado e uma desatenção nossa pagou-nos claro. Ainda na primeira parte tivemos oportunidade de empatar e não o fizemos. Na segunda, a posse e circulação de bola foi melhor mas não suficiente.  Para mim o resultado mais justo era o empate.

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