A CRÓNICA: SE FOSSE UM CROSSBAR CHALLENGE, O JOGO TERIA MAIS HISTÓRIA

Em noite de fecho da 15ª jornada da Primeira Liga, o Estádio Municipal de Braga teve direito a ser palco do derby minhoto entre o SC Braga e o Gil Vicente FC. Uma noite de inspiração de Iuri Medeiros. Os guerreiros chegaram a este encontro depois do desaire na Taça da Liga e os gilistas queriam mostrar serviço para apresentar a sua candidatura como uma das melhores equipas do Minho.

A primeira parte do encontro correu de forma algo tranquila para quem o viu, mas bastante inquieta para quem estava em campo. Os primeiros 45 minutos demonstraram apenas duas ocasiões de golo para cada uma das equipas, porque o restante que se viu foi apenas um jogo bastante repartido no meio-campo.

Aos 32 minutos, Paulinho teve nos pés a grande oportunidade de inaugurar o marcador a favor do Braga. Depois do arbitro Manuel Oliveira apontar para a marca dos onze metros, o avançado português dos guerreiros rematou com pontaria… para o poste esquerdo da baliza de Denis. Na recarga, Galeno, também com bastante pontaria, acertou na trave. Se o objetivo do futebol fosse acertar na barra, o Braga estava a vencer o “crossbar challenge” por 2-0. No entanto, e como o futebol não é lá bem assim, o marcador continuou a ditar um empate a zero.

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Quem também teve na cabeça a oportunidade de alterar o resultado foi o avançado do Gil Vicente que, aos 42 minutos, cabeceou de forma a que a bola beijasse a trave da baliza de Tiago Sá. Afinal, o “crossbar challenge” já estava 2-1. O marcador? Esse, claramente e depois de uma primeira metade destas, chegou ao intervalo da mesma forma que iniciou.

O início da segunda parte mostrou um SC Braga muito mais pressiona do que a equipa visitante. Em 20 minutos, o Gil Vicente chegou perto de Tiago Sá apenas uma vez, e sem demonstração de grande perigo.

Essa pressão atacante do Braga culminou em golo aos 73 minutos. Após a movimentação de Paulinho, que arrastou os defesas do Gil Vicente, foi Iuri Medeiros que entrou no “buraco da agulha” e rematou para o fundo da baliza de Denis.

Tiago Sá acabou por aparecer no jogo só aos 80 minutos, após Samuel Lino aparecer isolado à sua frente e rematar para defesa do guardião dos guerreiros. Apesar da ocasião de golo a favor dos gilistas e a defesa, o lance acabou invalidado por fora de jogo.

O Gil Vicente acabou por pressionar mais, a nível ofensivo, nos minutos finais do encontro. O Braga começou a limitar-se apenas a defender do ataque gilista e, igualmente, a vantagem no marcador. E foi o suficiente para que tudo terminasse com a vitória do Braga, por 1-0, em mais um derby do Minho. O Braga foi salvo pelo golo de Iuri Medeiros e, assim, os três pontos ficaram em casa.

 A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Iuri Medeiros ­– Dentro do pouco sumo que existia dentro do pacote, Iuri Medeiros foi o que se espremeu melhor. Num jogo onde ninguém se destacou pela positiva, foi Iuri a levar o ponto extra pelo golo marcado. É um grande jogador que o SC Braga tem nas suas fileiras e que, sendo bem aproveitado, pode dar frutos.

 

O FORA DE JOGO


Primeira parte do jogoAmbas as equipas entraram em campo algo desnorteadas. Os primeiros 45 minutos, apesar da grande penalidade e da ocasião de Abbas já nos minutos finais, não tiveram qualquer impacto no encontro. Foi uma primeira parte totalmente perdida, tanto para o SC Braga como para o Gil Vicente.

 ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Depois do desaire na final da Taça da Liga, Carlos Carvalhal enfrentou o jogo frente ao Gil Vicente com um 4-4-2, onde a linha da defesa foi composta com três centrais e Ricardo Esgaio na lateral direita. Isto pressupôs que Raul Silva, Rolando e Bruno Viana seguravam as transições defensivas, mas Esgaio permanecia como elo para com o meio-campo, porque esteve muito mais subido na sua posição.

Esse mesmo meio-campo foi composto por João Novais, André Castro, Iuri Medeiros e Lucas Piazon (que se estreou como titular). Na frente voltou Paulinho, a fazer parceira com Galeno, que, nas construções ofensivas, alinhava-se com o setor do meio-campo e os jogadores que compunham o mesmo.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Tiago Sá (6)

Raul Silva (5)

Bruno Viana (5)

Rolando (6)

Ricardo Esgaio (6)

João Novais (6)

Lucas Piazon (5)

André Castro (6)

Iuri Medeiros (7)

Galeno (6)

Paulinho (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Tormena (6)

Ricardo Horta (6)

Sequeira (5)

Fransérgio (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares voltou a utilizar um 4-4-2 tradicional para o jogo frente ao Braga. Denis voltou a segurar as redes e os defesas de serviço voltaram a ser Ruben Fernandes e Nogueira, com apoio dos laterais Joel e Rodrigo. O meio-campo foi ocupado por Claude Gonçalves e Leandrinho.

Os extremos de serviço foram Talocha (que esteve mais subido no terreno que o normal) e Baraye, que serviram Bouba e o Abbas, que é um avançado muito mais móvel que Samuel Lino, que é um jogador muito mais posicional.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 Denis (5)

Joel (6)

Ygor Nogueira (6)

Rodrigo (6)

Ruben Fernandes (6)

Baraye (6)

Claude Gonçalves (5)

Leandrinho (5)

Talocha (6)

Bouba (5)

Abbas (5)

 SUBS UTILIZADOS

João Afonso (6)

Lourency (6)

Samuel Lino (6)

Lucas Mineiro (6)

Fujimoto (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Gil Vicente FC

BnR: Pergunto-lhe o porquê de optar por Abbas na frente de ataque no onze inicial, em detrimento de Samuel Lino, que depois acabou mesmo por ser substituído?

Ricardo Soares: Eu escolhi os melhores que tinha à disposição para o jogo. A partir daqui, temos de fazer uma gestão meticulosa do plantel. Temos a Taça daqui a poucos dias e temos de gerir os jogadores. Para uma equipa, como muitas outras da Liga, que tem o objetivo de garantir a manutenção, temos um plantel algo curto, mas bem preparado. Fiz quatro ou cinco alterações para este jogo, não foi apenas o Abbas. O Abbas veio na necessidade dar apoio frontal e ser flexível a atacar, com mais critério. Fê-lo com qualidade, mas não quero entrar em individualidades.

 

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