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José Mota regressava ao escalão mais alto do futebol português com a difícil missão de levar um Aves em perigo de despromoção a pontuar na casa do Braga, feito que, para o Campeonato, apenas FC Porto e SL Benfica conseguiram. Abel Ferreira, avisado de que a mudança de treinador podia trazer mexidas na forma de jogar do Aves, aproveitou para também ele surpreender um pouco, apostando numa equipa muito móvel, com apenas dois médios no centro, apoiados por dois extremos e colocando Wilson no apoio a Paulinho na frente de ataque. Também talvez deixando uma mensagem para fora, André Horta e Teixeira, que têm sido pouco utilizados e de quem se falou que poderiam retornar aos seus clubes-mãe, foram ambos titulares.

Contra um Aves que acabou por mudar pouco, destacando-se o relegar de Paulo Machado para o banco, os da casa entraram com força e logo aos dois minutos Paulinho respondeu para fora a um cruzamento da esquerda. Mantendo a pressão, na jogada seguinte os de vermelho atiraram uma bola ao ferro e ainda permitiram uma boa defesa a Adriano na sobra. O jogo bem podia ter mudado de figura quando Matheus teve um erro clamoroso que só não deu em golo porque Bruno Viana conseguiu ainda tocar com a cabeça no esférico, apenas o suficiente para a fazer subir um pouco e embater na barra.

Um início de jogo tão animado só ficaria completo com o golo de Raul Silva, aos 7 minutos, a cabecear após canto batido por André Horta. Como habitual, após chegar ao golo o Braga acalmou o jogo e foi gerindo ao ritmo que melhor se lhe adequava, e dispôs das únicas jogadas causadoras de real perigo para as redes adversárias, destacando-se novo cabeceamento de Raul aos 27 minutos que desta vez encontrou as mãos de Adriano.

Entretanto, o árbitro também não ajudava e o seu excesso de zelo e de faltas marcadas impedia o jogo de ganhar intensidade. Claramente num mau dia, isso foi demonstrado na escolha do tempo extra. Mesmo antes dos 45 minutos de jogo, Matheus queixou-se com dores e esteve um minuto a ser assistido, o que, juntando os vários lances de bola parada deveria dar entre dois a três minutos de compensação, mas a equipa de arbitragem deu um claramente insuficiente minuto solitário.

Como não melhor maneira de voltar dos balneários que com um golo, foi exatamente isso que os da casa fizeram. Esgaio viu-se isolado frente ao guardião, mas deixou que lhe fossem tirar a bola. Ora, quando o Aves tentava encetar o contra-ataque, rapidamente Goiano recuperou a bola e a colocou de novo em Esgaio que, desta vez, teve que tirar um jogador da frente para atirar com a redondinha para o canto superior esquerdo e poder celebrar um belo golo.

Bracarenses voltaram a festejar em casa Fonte: SC Braga
Bracarenses voltaram a festejar em casa
Fonte: SC Braga

Pouco depois, um dos mais bonitos momentos da noite. José Mota tentava incutir novo alento aos de Santo Tirso e colocou em campo Tissone e Guedes e o estádio respondeu com uma ronda de aplausos para o substituído Agra, que já passou pela equipa da casa no tempo de Sérgio Conceição e fez parte do grupo que foi à final da Taça de Portugal perder no Jamor para o Sporting de Marco Silva.

Entretanto, o jogo voltara a acalmar e até deu para o Aves chegar próximo da baliza à guarda de Matheus, mas após vários cabeceamentos completamente desenquadrados, só à passagem do minuto 85 é que Matheus teve de intervir e com relativa facilidade. Até final, Paulinho ainda assustou mais uma vez Adriano, mas o resultado ficou mesmo em 2-0, que só peca por escasso perante o domínio do Braga. Os arsenalistas aproximam-se do Benfica e ainda têm hipóteses de lutar pelo podium, enquanto o CD Aves deixa-se ultrapassar pelo Estoril e cai para a zona de despromoção. Nota final para os festejos dos adeptos bracarenses que, enquanto a equipa dava a volta ao estádio a agradecer o apoio, gritavam por “Abel!”, mostrando-se rendidos ao seu técnico.

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