Anterior1 de 4Próximo

Está a ser uma temporada de sonho para os Guerreiros do Minho, que vão batendo recordes atrás de recordes e, a somente quatro jogos do final da Liga, têm o pódio ali tão perto e, matematicamente, podem até ainda sonhar com o título. A consequência disso – além de chamar mais adeptos ao estádio, hoje com 12564 nas bancadas – é o fosso que abre abaixo de si na tabela.

Aí entra o Marítimo, que está apenas dois lugares abaixo na classificação, mas entra para esta partida com mais de 20 pontos de atraso para os arsenalistas. Ainda assim, não se pode estranhar muito esta discrepância, já que, se o Braga tem nomes já com algum pedigree no futebol nacional, como os irmãos Horta ou Wilson Eduardo, os insulares têm uma equipa de remendos, curiosamente incluindo dois dispensados do Braga, Gamboa e Rodrigo Pinho, e só o excelente trabalho de Daniel Ramos lhes permite ambicionar voos tão altos na tabela.

O Braga tomou controlo do jogo desde o início e foi, ao seu ritmo, aproximando-se da baliza dos madeirenses. Aos 10 minutos, deu-se o primeiro lance de perigo quando, após falta amarelada de Fabrício, Amir saiu de forma atabalhoada e quase permitia aos da casa inaugurar o marcador. Tanto dentro como fora da área, o Braga tentava chegar à vantagem, mas o Marítimo ia-se aguentando.

A melhor oportunidade de primeiro tempo surgiu pouco depois da meia hora de jogo, com um canto mal aliviado a permitir aos bracarenses colocar rapidamente a bola na área adversária, mas o nº 1 visitante esteve à altura e, não havendo nada mais de nota, as equipas seguiriam para intervalo com o nulo no resultado.

Anúncio Publicitário

Enquanto as equipas descansavam no balneário, foi tempo de subirem ao relvado os atletas das modalidades do SC Braga, que tiveram direito a um sóbrio e merecido momento de reconhecimento junto de um público mais amplo que o habitual.

O Braga reentrou com a mesma vontade de conquistar mais um triunfo e, logo aos 52 minutos, Vukcevic, no coração da área, abriu a contagem com um remate colocado após recuperação de bola a meio campo num erro dos visitantes.

Vukcevic e Paulinho resolveram para os da casa
Fonte: SC Braga

E como a melhor forma de defender o resultado é atacando, os da casa não desarmaram e foram sempre os mais perigosos. Ainda assim, Matheus, num dia menos sólido que o que nos tem habituado, ainda teve uma má saída que causou calafrios, mas resolveu à segunda. Por outro lado, os Guerreiros quase chegavam ao segundo. A bola até entrou, mas o lance foi bem anulado por fora-de-jogo, numa recarga após cabeceamento à barra.

Aos 86 minutos, Paulinho surgiu frente a frente com o guardião adversário e fuzilou para estabelecer o resultado final. No entanto, ainda houve lugar a um grande sobressalto para os arsenalistas. Matheus errou o passe e entregou o golo a um adversário, mas teve a presença de espírito de mergulhar num carrinho perfeito para salvar a situação.

E assim se contou a história de mais uma vitória caseira do SC Braga que, com a concorrência mais próxima a 27 pontos, continua a morder os calcanhares aos três grandes e, para já, vai mantendo o sonho da frente do campeonato vivo por mais uns tempos. 

SC Braga: Matheus; Goiano, Raúl Silva, Bruno Viana, Jefferson; Esgaio, Vukcevic, André Horta (Danilo 85’), Ricardo Horta (Fábio Martins 89’); Wilson Eduardo (Dyego Sousa 75’), Paulinho.

CS Marítimo: Amir; Bebeto, Zainadine, Pablo, Rúben Ferreira; Correa (Valente 85’), Gamboa (Ghazaryan 70’), Fabrício, Jean Cleber; Tagueu, Rodrigo Pinho (Everton 83’).

Anterior1 de 4Próximo

Comentários