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No penúltimo jogo da jornada nove do campeonato português, o Braga venceu o Belenenses por duas bolas a uma no estádio municipal de Braga. Bom jogo de futebol entre duas boas equipas que até podiam, face aos seus plantéis, ter feito mais alguns golos. Mudanças do lado arsenalista foram bastantes, tendo em conta o lote de lesionados que ainda prevalece. Finalmente a oportunidade de Stoilkovic chegou, mas este, não pareceu aproveitar da melhor forma.  Do lado do Belenenses, não houve grandes alterações optando Quim Machado por lançar os habituais.

Já com a noite bem cerrada, o jogo começou vivo e mexido como seria de esperar e o Braga aproveitou da melhor forma os minutos iniciais, que costumam ser de alguma confusão no que a marcações diz respeito. Num excelente momento de forma e com um fantástico passe, Pedro Santos  espreita pelo canudo e descobre Ricardo, que pela horta bem regada correu livre como um passarinho até à baliza do adversário. Isolado frente a Joel, fez o primeiro na pedreira. Recepção de bola a causar inveja a tudo e a todos e uma finalização exemplar, ali, pelo buraquinho da agulha. Aos cinco minutos de jogo vencendo o Braga. Com este início fulgurante, os adeptos da casa esperavam ver mais alguns golos, sendo que o futebol que se praticava já possuía um perfume bem diferente do que aquele que tem sido visto até então. Boas jogadas e de execução bem rápida. Só faltou mesmo o último passe, que parece ser o maior inimigo dos arsenalistas esta época. Encontrando-se a perder muito cedo, Os Belenenses não desistiram e foram procurando também o caminho do golo.

Até que numa jogada de ataque para a equipa de Belém, Stojilkovic, num acto com demasiada raça, perde o pedigree e comete falta sobre um jogador do Belenenses. Penalti evidente e Marafona na baliza. Acho que está tudo dito, mas Abel Camará, a conselho do colega de profissão que se encontrava do outro lado, rematou assim para ali para aquele cantinho. Azar. Só deu para ver Marafona. Boa defesa e por ele o Braga tinha ganho sem levar com nenhum golo. Mais algumas oportunidades foram acabando por acontecer para ambos os lados até ao descanso. A meu ver, o Braga foi relativamente superior até lá. Tempo de intervalo, um a zero ganham os bracarenses.

Esta foi a fase do jogo em que o Belenenses demonstrou ser claramente superior, o coffee break. Um «pastél de Belém» e uma «bica» para cada jogador e elemento do staff do Belém foram o tónico especial encontrado para que os jogadores tentassem dar a volta ao resultado. E não é que tanta caloria quase dava frutos… Entrou forte a equipa forasteira chegando a criar várias oportunidades para fazer o golo. Por duas vezes Sturgeon foi negado. Á terceira só mesmo Pedro a Jesus, portanto, o resultado mantinha-se inalterado. Mas a grande diferença está aqui. Os bracarenses, tal como eu, tomam «cafés» e comem «Arroz de pica no chão». E não «Arroz de cabidela». Para quem não sabe o que é, dá muito mais pica que qualquer «arrozinho de frango». E foi mesmo de barriga quase cheia que Ricardo voltou à horta para ver se apanhava mais um frango. E a verdade é que apanhou. Hasssan recebeu a bola em zona proibida e Joel fez uma enorme defesa a remate deste. Posto isto, Ricardo só teve tempo de bisar. Vai buscá-la agora! Grande exibição e com dois golos, fazem dele o melhor em campo. Até final o Belenenses continuou a carregar e chegou mesmo ao golo. Tiago Caeiro reduziu numa jogada tão simples, que aparenta ser difícil a defesa complicar.

Dois a um foi o resultado final, onde o Braga ainda procura a melhor forma mas já encontrou o jogador que precisava no meio-campo. A continuar assim vai agarrar o lugar. Xeca é um nome que se vai encontrando em Braga, a par de Artur Jorge, que também tem sido exemplar. Ganhando confiança, a coisa vai começando a ir ao sítio. Para já vamos em terceiro e não é momento para alarmes. O que também é facto, e volto a dizer, falta um «bocadinho» assim. De Atitude sei lá. Façam-no pelos adeptos.

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