À sexta jornada da primeira liga portuguesa, Braga e Vitoria de Setúbal mediram forças no estádio municipal. A vitória sorriu ao Braga, que bem soube colher os frutos mais bonitos e sumarentos, de um plantel que carece, devido às diversas lesões, de várias unidades.

Gerir para reagir, foi o ingrediente especial apresentado pelos minhotos. E acredite quando lhe digo, «no Minho, o estrugido pode ser curto mas o prato é saboroso.»

Após um grande arrepio sofrido ainda na primeira parte após um corte defeituoso de Baiano, o Braga acreditou e deu a volta no segundo tempo. Quanto aos sadinos, averbam a primeira derrota fora de casa, mantendo-se assim em oitavo lugar com oito pontos na tabela classificativa. O Braga, persegue no pelotão da frente em quarto lugar com os mesmos treze pontos do FC Porto.

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Jogo agradável para tudo e para todos, que iniciou em bom ritmo e com oportunidades para ambos os lados. Dividida, a partida justificou a presença dos adeptos dos dois emblemas, onde a chuva atrapalhou no que a lugares diz respeito. Várias oportunidades para os dois lados, nas quais os visitantes acabaram por ser relativamente superiores, jogando sem receio de pontuar no campo do adversário. Matheus foi chamado a intervir e correspondeu. Mas no que toca ao golo, nada podia fazer. André, Claro, foi eficaz e matador em cima da baliza e do intervalo. Um zero para o Setúbal que justificou o golo ao fim de quarenta e cinco minutos. No segundo tempo a história foi diferente.

Peseiro arriscou quase nada com a entrada de Pedro Santos para o lugar de Ricardo Horta, que se foi apagando ao longo da primeira parte. Mas o que é facto, é que o jogo desatou para os arsenalistas, que guiados pelo profeta Alan atravessaram o rio Sado dividindo o caudal em dois para o poder atravessar. Experiente, o capitão soube empunhar o cajado e mandar avançar as tropas. Assim foi, começando o Braga a dominar totalmente o jogo no início dos segundos quarenta e cinco minutos. E como José Couceiro disse e muito bem na flash interview do jogo, «é inadmissível uma câmara naquele local. Não é bom para a prática do futebol.» Também concordo. Mas eu que também assisti ao jogo, e não tinha nenhuma câmara a atrapalhar a minha visão de ave de rapina com óculos, vi que foi penálti. Alan assumiu e teve a melhor prenda de aniversário que um futebolista pode ter. Partilhou com os adeptos e estes agradeceram em forma de apoio à equipa. Com o ambiente saudável instalado, os da casa deram a volta ao resultado. Novamente o profeta, de costas para o golo assiste Wilson, que fuzila a baliza e tudo mais que houvesse à sua frente. Era o segundo do Braga, provocando a seca no Sado. Bem tentaram os bracarense marcar o terceiro para fechar o encontro, mas o Setúbal não estava para grandes brincadeiras e aproveitou para criar estragos em contra-ataque nunca desistindo dos pontos e do resultado. Não conseguiram o empate, mas mostraram que estão cá para a luta. Dois para um foi o resultado final, ganhou o Braga. Alan, que por estes dias festejou 37 primaveras, tanto implorou pelo bom tempo que acabou por criar condições para poder atravessar o rio.