Na final de tarde de domingo, dia onze de setembro, reuniram-se para um churrasco seguido de uma peladinha, os plantéis de Sp. Braga e Boavista. O jogo terminou numa clara vitória da equipa minhota, 3-0,  que mostrou mais soluções, mais vontade e mais controlo no que a exageros diz respeito. Agora mais a sério, os três pontos ficaram em Braga e os visitantes voltaram a casa com a digestão mais que feita e até já com alguma fome de golos. A meu ver, hoje faltou inspiração dentro das quatro linhas. A tabela classificativa mostra então que o Braga vai em segundo com a mesma pontuação do Benfica, adversário que irá defrontar na próxima jornada do campeonato. O Boavista, perde pela primeira vez na liga este ano, ficando-se pelo décimo posto.

Depois de Artur Soares Dias apitar para o início deste jogo, ambas as equipas mostravam estar algo ansiosas com a parte do «ter a bola no pé». Parecia que dos vinte e dois jogadores em campo, somente Pedro Santos, Hassan e André Pinto estavam com vontade de levar o jogo para a frente. Algo peculiar num jogo de futebol, visto que sem bola é possível jogar, mas não marcar.

A primeira parte não mostrou grande jogo de futebol até aos trinta minutos. Vários erros de parte a parte, onde se incluem ambos os guarda-redes, que pareciam jogar em cima de cascas de banana. Enfim, um «pagode à minhota» sem direito a música… Mas tudo o que é engraçado tem o seu fim, e a atrapalhação na defesa do Boavista foi evidente. Sem que houvesse ninguém que tirasse a bola dali, já que parecia um elemento estratosférico sem qualquer relação com a prática do futebol, apareceu Hassan, que amarrou a pantera pelo cachaço e com um leve safanão colocou o esférico lá dentro. Remate rente a relva e bem juntinho ao poste. Assim foi o primeiro do jogo e da conta de Hassan.

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A partir do golo o jogo parecia ganhar um novo ímpeto, quando de repente, a vontade de jogar se resumiu a uma troca de bola intensa passível de cortes bonitos, chegando o intervalo no momento em que o Boavista parecia querer alguma coisa com a bola. É pena, porque começava a jogar-se futebol no municipal de Braga.

Na segunda parte a história foi diferente, mas não muito. Troca de bola rápida e pouco eficaz resumiu-se a um «bate lá na frente» sem rumo. E quando Pedro Santos tinha a bola no pé e entrou pela área, algum dos três boavisteiros mosqueteiros da defesa se esqueceu de «Pédrito»! Chegou tarde o corte e assim sendo é pénalti. «Pédrito» fez então o segundo trazendo ainda mais tranquilidade a um jogo demasiado tranquilo. Se o Paulo Bento viu o jogo entre Braga e Boavista, ficou intranquilo com tanta passividade. Mas vamos ao que interessa. Pouco depois, numa jogada, sim uma jogada, de contra ataque veja-se, Wilson desmarca-se nas costas do adversário e remata para o terceiro da partida. Três golos sem resposta foi o resultado final.

Por fim, resta-me dizer que esta churrasco foi tudo menos gourmet, bem servido sim, mas faltou um pouquinho de sal na carne.