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Sérgio Conceição estreou-se ao leme de uma equipa relativamente à qual não poupou nas críticas e nas provocações durante a época passada enquanto treinador do Sporting de Braga. Precisamente por essa razão, as hostes vimaranenses não foram unânimes na hora de acolher o novo técnico, apenas resignadas com a possibilidade de tal escolha – do mal, o menos – poder representar uma melhoria face à pálida imagem demonstrada pela equipa com Armando Evangelista no comando.

Quis o destino que a estreia de Conceição ocorresse contra a sua ex-equipa, cuja saída se revestiu de contornos pouco pacíficos. E, pelo futebol jogado, será justo afirmar que lhe faltou sorte na estreia. Lançado Dalbert na esquerda da defesa (terceira opção no sector, depois das utilizações de Luís Rocha e de Breno) e recuperando a dupla Cafu – Bouba Saré, a formação local abordou o jogo com uma tranquilidade que parecia arredada dos ares do D. Afonso Henriques desde os tempos de Rui Vitória.

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O Vitória SC entrou com uma notória intenção de marcar cedo e logrou obter um ligeiro ascendente territorial na primeira fase no encontro, embora a primeira ocasião de golo iminente tenha ocorrido junto da baliza de Douglas; apenas uma defesa com a face evitou que os visitantes se adiantassem no marcador a remate de Alan. Pouco tempo depois, na outra baliza, foi Kritciuk quem negou um golo quase certo a Montoya. As lesões de André Pinto e de Baiano (a condicionar desde logo as mexidas de Paulo Fonseca) e as interrupções pelo comportamento dos adeptos de ambos os lados acabaram por prejudicar o normal desenrolar do encontro, transportando-se para a segunda metade um empate justificado.

O reatamento trouxe um Vitória em crescendo, mais confiante e convicto de que poderia arrecadar mais do que um ponto. Sempre com Dalbert e Gaspar muito activos na envolvência ofensiva, com Montoya a exibir os pergaminhos que o trouxeram ao futebol português e com Tomané incansável a toda a largura do ataque, as oportunidades foram-se sucedendo a bom ritmo na baliza do guardião russo. Aos 57’, apenas o poste impediu a festa de Montoya e, escassos minutos depois, foi a vez de Ricardo Valente se mostrar perdulário à entrada da pequena área.

Sérgio Conceição estreou-se ao serviço do V. Guimarães Fonte: Vitória Sport Clube
Sérgio Conceição estreou-se ao serviço do V. Guimarães
Fonte: Vitória Sport Clube

Sussurava-se nas bancadas que “a bola não queria entrar”. No entanto, o golo haveria mesmo de surgir… Na outra baliza! Algo contra a corrente de jogo, Rafa, um dos mais inconformados da formação bracarense, aproveitaria brilhantemente a melhor oportunidade de que a sua equipa dispôs para, isolado na cara de Douglas, atirar calmamente para o único golo do encontro. O Sp. Braga soube tirar o máximo partido da vantagem então averbada, ao pass0 que o V. Guimarães perdeu o sentido de baliza e até a concentração. As entradas de Licá, Dourado e Ricardo Gomes, já nos últimos minutos, não surtiram qualquer efeito prático.

Conseguindo manter o rigor defensivo apesar das alterações forçadas no seu sector recuado e ferindo de morte o seu adversário numa das poucas oportunidade de que dispôs, o Braga foi à casa do arqui-rival arrancar três importantes pontos na colagem ao pelotão da frente. O Vitória provavelmente não merecia ter saído derrotado daquele que foi, no plano exibicional e por larga margem, o seu melhor jogo da época, escorregando para o último terço da tabela.

A Figura:

Rafa – Num jogo pouco deslumbrante da equipa do Braga, soube ter a eficácia necessária para desequilibrar a contenda. Parece estar a regressar à sua melhor forma. Dalbert, promovido por Sérgio Conceição à equipa principal e à titularidade, mostrou uma segurança e um atrevimento ofensivo próprios de um jogador com mais rodagem nestas andanças. A observar.

O Fora-de-Jogo:

As lesões de Baiano e de André Pinto, que não só obrigaram Paulo Fonseca a mexer por duas vezes na primeira parte, como entorpeceram o encontro.

Fonte: Sporting Clube de Braga