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Vitória FC 2-0 CD Aves: Nova esperança no Bonfim

Joana Libertador · 4 min

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O Vitória FC começou a temporada no Bonfim frente ao Desportivo das Aves, num jogo debaixo de um sol quente. A estreia de Lito Vidigal na primeira liga ao comando dos sadinos não podia ter começado melhor.

A equipa da casa entrou em campo com uma atitude há muito perdida na terra do Sado e tal se refletiu no golo madrugador de Costinha, que, logo aos três minutos, não falhou depois de uma grande assistência de Mendy. A vantagem não fez o Vitória recuar. Sempre superior ao Aves, com mais posse de bola e maiores ocasiões de algum perigo, foram diversas as vezes que Beunardeau tremeu. Mendy foi uma surpresa positiva e rapidamente cairá na graça dos vitorianos. Com raça e vontade, foi um dos jogadores mais influentes na primeira parte a par do já conhecido Costinha.

Com os sadinos a não permitirem que os homens de José Mota criassem oportunidades claras de golo, o jogo começou a aquecer. Muitas faltas, mas poucos cartões levaram as duas equipas, traçadas ao perfil dos seus treinadores, exaltarem os ânimos. Com quatro minutos de compensação dados, o calor do jogo culminou na expulsão, através de vermelho direto, de Falcão aos 45+6′, depois do juiz da partida recorrer ao VAR e considerar tentativa de agressão sobre Costinha.

O Vitória foi sempre a equipa mais perto do golo
Fonte: Bola na Rede

As equipas regressaram ao relvado na segunda metade com o Vitória de novo por cima e, desta vez, em superioridade numérica. Tudo corria bem para a equipa sadina que, debaixo de 33º centígrados, voltou a madrugar. Jhonder, numa altura em que o estádio recuperava do intervalo, atirou a bola para o fundo das redes fazendo, no entanto, o VAR voltou a intervir e os sadinos viram aquele que seria o seu segundo golo anulado. Jhonder encontrava-se ligeiramente adiantado.

Se com onze a tarefa do Aves já não era fácil, a jogar com menos um os homens de Vila das Aves sentiram ainda mais dificuldades em construir jogo e criar oportunidades. Já o Vitória continuou a somar pontos, a crescer e, acabou mesmo por chegar ao golo. Aos 62 minutos Zequinha não perdoou e assistiu Cádiz, que atirou para o fundo das redes.

A desconcentração era muita e o jogo duro continuou, o que acabou por resultar em mais uma expulsão para o Desportivo das Aves. Aos 66 minutos, Felipe, amarelado desde o final da primeira parte, faz uma falta pouco inteligente sobre Zequinha à entrada da área. Reduzido a nove jogadores, restava ao Aves tentar não sofrer mais golos. Beunardeau foi o melhor jogador avense tendo negado por diversas vezes o terceiro aos homens de Lito Vidigal.

Depois da segunda expulsão o jogo arrefeceu, as oportunidades foram diminuindo bem como a intensidade. Avançou-se até aos 90′ a passo de caracol, com apenas mais um lance de grande perigo a favor do Vitória aos 87 minutos, aquando de um grande remate de Allef que por sorte (ou azar) não entrou na baliza.

Estava então consumada a primeira vitória da época no Bonfim, com nota muito positiva para o Vitória. Resta saber se os sadinos irão conseguir manter a vontade e raça que mostraram hoje durante o resto da temporada.

Onzes iniciais:

Vitória FC: Cristiano, Mano, Vasco Fernandes (C), Nuno Reis, Nuno Pinto (SC), Costinha, R. Micael, Semedo (Pedrosa, 65′), Zequinha, Jhonder (Allef, 80′), Frederic Mendy (Alex, 70′).

CD Aves:  Beunardeau, Rodrigo, J. Felipe, Diego Galo, N. Lenho, V. Gomes, Braga (Fariña, 62′), Falcão, Nildo P. (Oliveira, 54′), Derley (Ponck, 70′), Amilton.

Foto de Capa: Bola na Rede

A FIGURA

Fonte: vfc.pt

Costinha – Depois da saída de João Amaral, Costinha tomou a posição de jogador mais influente na equipa e hoje foi a prova disso. Não só marcou o primeiro golo, como esteve sempre muito presente em toda a partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: CD Chaves

Falcão – Num lance em que poderia ter beneficiado de uma falta de Costinha, acabou por ser expulso depois de uma tentativa de agressão ao seu oponente vista por Hélder Malheiro depois de recorrer ao vídeo árbitro.

BnR na Conferência de Imprensa

Vitória FC

Bola na Rede – O Vitória entrou com o pé direito na Liga, com uma boa vitória frente ao Aves. Podemos afirmar que a equipa já está à sua “imagem” ou ainda há muito trabalho pela frente?

Lito Vidigal – Eu acho que entramos com os dois pés, hoje entramos bem. A equipa vai-se construindo no dia a dia e por muito bem que possamos estar, há sempre aspetos a melhorar. É muito bom termos começado com uma vitória. Temos trabalhado bem, a equipa está a trabalhar muito bem, mas há sempre a coisas que podemos trabalhar. Foi um jogo bem disputado, em muitas ocasiões com qualidade. E, muito importante, foi a presença dos adeptos aqui esta tarde. Primeiro jogo em casa, estádio cheio… isso dá-nos conforto. Queremos que os adeptos continuem a vir e a apoiar.

CD Aves

BnR – As coisas não correram bem ao Aves esta tarde, em parte por causa das expulsões. Ainda assim, quais são as maiores falhas a colmatar na equipa?

José Mota – Não foram só as expulsões, é verdade. O Vitória venceu justamente. Parabéns ao Vitória que foi a melhor equipa. Mas também é verdade que terminar um jogo com 9 jogadores e com o Fariña lesionado condiciona muito. Agora, temos de falar daquilo que andamos a apelar. Queremos que que haja competitividade, espetáculo, que os adeptos venham aos estádios… E depois acontece isto logo na primeira jornada. Duas expulsões logo no primeiro jogo. Isto não é bom para o espetáculo, não percebo o que aconteceu aqui esta tarde. As expulsões foram um factor, o calor não ajudou e o Vitória jogou bem e entrou bem no jogo. Mas volto a dizer: o espetáculo poderia e deveria ter sido outro. Jogar 48 minutos com 10 e depois com 9 é muito muito difícil. Não nos deixaram reagir, não nos deixaram ser uma equipa competitiva, mas claro, o Vitória não tem culpa.

Joana Libertador

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