A CRÓNICA: A EQUIPA DA CASA ACABOU COM NOVE HOMENS, MAS CONSEGUIU MANTER O EMPATE A ZEROS

Em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga Portuguesa, o Vitória SC recebeu o Belenenses SAD que, à entrada para este jogo, era o último classificado do campeonato. O Vitória, que em quatro jogos levava apenas cinco ponto, perseguia uma vitória que seria crucial para uma subida da equipa na tabela classificativa.

O jogo iniciou-se e, ainda sem grande movimento, deu-se a primeira contrariedade para a equipa da casa. Contra-ataque do Belenenses, conduzido por Rafael Camacho, que colocou a bola nas costas da defesa vitoriana e Alfa Semedo carregou em falta Safira. Hélder Malheiro considerou que a falta foi merecedora de expulsão e o Vitória ficou reduzido a dez unidades.

A primeira oportunidade de golo chegou, à passagem do minuto 17, para a equipa vitoriana. Edwards com um cruzamento-remate, Luiz Felipe defende para a frente e Estupiñan cabeceia a bola contra a barra, ainda desviada por Tomás Ribeiro.

Tivemos de esperar até ao último minuto da primeira parte para assistirmos a uma oportunidade de golo digna desse mesmo nome. Camacho, na jogada individual, puxou para o seu pé esquerdo e ainda de fora da área atirou à baliza defendida por Trmal que, atento, defendeu para canto.

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Uma segunda parte que fica marcada por mais uma expulsão na formação orientada por Pepa e duas defesas extraordinárias de Trmal, que não hesitava na baliza da equipa vitoriana. Ainda de forma mais notável, é uma segunda parte que deixa o Dom Afonso Henriques em completo silêncio hesitante, após a queda inanimada do médio português, Rochinha, no terreno após um choque de cabeças na área da equipa do médio.

Ambas as equipas tentaram de forma persistente alcançar o golo e estrear o marcador em Guimarães, no entanto, com apenas duas grandes bolas de Ndour e Abel Camará por parte da equipa orientada por Petit. De forma completamente escandalosa, Sacko desperdiçou uma bola na cara do guarda-redes e rematou à direita da baliza.

Uma partida que terminou com zero golos, apesar das inúmeras tentativas de alterar tal cenário e marca uma grande perda de oportunidade de ambas as equipas se posicionarem em lugares mais ambiciosos neste início de época na Primeira Liga Portuguesa.

 

A FIGURA
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Matouš Trmal – Seguro e sempre atento. Foi a figura da equipa do Vitória, não só pelo que defendeu mas muito pelo que permitiu aos colegas jogar, pela segurança que deu a jogar, tanto dentro como fora dos postes. Muito bem no jogo de pés.

O FORA DE JOGO

Alfa Semedo – Condenou mais uma vez o grupo com decisões inoportunas, após a expulsão por acumulação de cartões amarelos no jogo frente ao Estoril. O regresso do médio ao onze inicial durou um total de dez minutos no relvado. O vermelho direto apresentado por Hélder Malheiro deixou a equipa do Vitória reticente em campo, podendo ser esperada uma exibição melhor com os onze jogadores em campo.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa orientada por Pepa aposta num 4-3-3, tal como é habitual do técnico português. No entanto, com a ausência de André Almeida, Tomas Handel e Rochinha no onze inicial utilizado no jogo frente ao rival direto, SC Braga. Tiago Silva estreia-se a titular, ao lado de Alfa Semedo e do capitão vitoriano, André André, que formam um trio na zona do meio campo dos conquistadores.

Na zona avançada da casa, Marcus Edwards regressa à titularidade com Quaresma no lado oposto e Estupinan na zona central. A defesa permanece inalterada face aos últimos jogos, tal como a titularidade de Trmal, face ao regresso de Bruno Varela ao banco de suplentes.

A formação da cidade de Guimarães viu-se forçada a subir Sacko no terreno, colocando Tiago Silva no eixo central e André André ao lado, sem recuar de forma explícita no terreno, após a expulsão de Alfa Semedo aos dez minutos de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trmal (8)

Mumin (7)

Borevkovic (3)

Rafa (5)

Sacko (5)

Alfa (0)

André André (6)

Tiago Silva (5)

Quaresma (5)

Estupinan (4)

Edwards (6)

SUBS UTILIZADOS

André Almeida (6)

Jorge Fernandes (5)

Rochinha (-)

Janvier (5)

Bruno Duarte (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses apresentou-se na sua estrutura habitual de três centrais, num 3-4-3, variando para um 5-2-3 no processo defensivo. Chima e Carraça ficaram encarregues dos corredores, dando mais liberdade aos extremos Chico e Camacho para jogar por dentro. Safira quase nunca em apoio (procurou mais as costas da defesa).

Na primeira fase de construção tentaram sair a jogar curto, com Tomás Ribeiro a ser o preferido para ter bola e ligar, quando possível, com os médios, por norma César foi o que recuou mais para receber. Quando não conseguiam esse passe interior, a bola entrava nos alas, que depois tentavam ligar por dentro com os extremos que apareciam numa zona interior.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Felipe (5)

Danny (6)

Tomás Ribeiro (7)

Tavares (6)

Carraça (6)

Chima (5)

Afonso Sousa (5)

César Sousa (5)

Chico (5)

Camacho (6)

Safira (5)

SUBS UTILIZADOS

Ndour (5)

Pedro Nuno (5)

Yaya (4)

Camará (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BnR: O Vitória entrou bem no jogo, mas muito cedo ficou condicionado pela expulsão do Alfa e mais tarde a do Borevkovic. Apesar disso a equipa não abdicou da sua ideia de jogo e atacou sempre, até se expondo muitas das vezes no ataque e os jogadores que entraram também entraram bem no jogo.  Sei que as vitórias morais não existem, mas sai satisfeito com grupo pela entrega e união que demonstraram?

Pepa: Não existem vitórias morais que fiquem na história e isto fica na história. Fico muito orgulhoso do que acontece ali dentro, homens que se entregam. nós não abdicamos no jogo. em relação à sua pergunta, não abdicando das nossas jogadas, houve ali oportunidades por parte do Belenenses, não conseguimos colocar tanta pressão. Com muito apoio, uma entrega tremenda, com os olhos na bola e a dar a vida uns pelos outros.

Belenenses SAD

BnR: Ainda não foi desta que o Belenenses conseguiu vencer neste campeonato, num jogo que até jogou muito tempo com mais dois homens. O que faltou à sua equipa para levar os 3 pontos neste jogo?

Nuno Pereira: Faltou eficácia. Tivemos oportunidades, faltou a eficácia.

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