A CRÓNICA: BANCO DE OURO

O Vitória SC venceu o FC Vizela por 4-0. André André, Óscar Estupiñán, Marcus Edwards e Sacko deram a goleada para os conquistadores.

Na primeira parte, só a aproximação do intervalo é que deu vida ao encontro. A primeira oportunidade surgiu aos 43 minutos com um livre de pé esquerdo cobrado por Rafa Soares para uma grande defesa de Charles. Rochinha também voltou a tentar a sorte instantes depois, mas o marcador teimou em ficar a zeros até ao tempo de descanso.

Na segunda parte, vimos um jogo completamente diferente da primeira parte. O Vitória SC entrou fortíssimo e as verdadeiras ocasiões de perigo começaram a surgir. Apesar do susto com um golo do FC Vizela que acabou por ser anulado, a equipa da casa acabou por partir para uma goleada que não se esperava. Aos 66 minutos, é conquistada uma grande penalidade convertida por André André e depois foi a vez de Óscar Estupiñán, Marcus Edwards e Sacko darem outro brio ao resultado.

Com este desfecho de 4-0, o Vitória SC soma a 1.ª vitória neste campeonato e o FC Vizela aproxima-se da linha de água numa fase ainda embrionária da época.

Anúncio Publicitário

 

A FIGURA

Vitória SC na 2.ª parte – É caso para dizer: Como os 15 minutos de descanso e o banco de suplentes ganham jogos! Os segundos 45 minutos acabaram por dar a vitória à equipa da casa. Parecia um Vitória SC totalmente diferente, e, se juntarmos isto às substituições operadas por Pepa, chegamos ao ingrediente da goleada desta noite no Estádio D. Afonso Henriques.

O FORA DE JOGO

Falta de reação vizelense às substituições de Pepa – Aqueles breves minutos entre as primeiras substituições de Pepa e a grande penalidade conquistada pelo Vitória SC aos 66 minutos foram a maior amostra de erro do FC Vizela neste encontro. A equipa mostrou uma grande estabilidade ao longo da primeira parte, mas foi notória uma quebra de coesão que se intensificou com a entrada de novos jogadores e dinâmicas do adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória SC apresentou-se num 4-1-4-1 como esquema inicial, mas que na prática se desdobrava num 4-3-3 com Rochinha e Quaresma no apoio a Estupiñán e André André a ser o motor na zona intermediária (primeiro homem a pressionar na zona ofensiva e baixar entre os centrais para a primeira fase de construção).

Os dois laterais por vezes eram chamados a procurar zonas muito interiores. Na primeira parte foi notório que os dois extremos estavam com pouca criatividade: Rochinha não conseguia entrar no jogo e Quaresma não fazia o que melhor sabia.

Na segunda parte, as substituições e a entrada de Marcus Edwards revelou-se fundamental. Os golos acabaram por surgir como o ketchup e a partir daí tudo se tornou mais simples para os Vitorianos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trmal (5)

Rafa Soares (6)

Borevkovic (6)

Abdul Mumin (6)

Sacko (7)

André André (7)

André Almeida (6)

Händel (5)

Rochinha (5)

Estupiñán (7)

Quaresma (6)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Silva (6)

Marcus Edwards (8)

Bruno Duarte (-)

Nicolas Janvier (-)

Rúben Lameiras (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O FC Vizela apresentou-se num 4-2-3-1 com o ponta de lança quase sempre sozinho e desapoiado na frente de ataque (só em alguns momentos recebia o apoio). Mesmo com a alteração de Cassiano por Schettine, a ideia de jogo e o esquema tático não tiveram alterações.

A única forma que o FC Vizela encontrou para criar perigo foi claramente as transições, mas o início da 2.ª parte acabou por se revelar fatal. A falta de reação à entrada do adversário e às primeiras substituições puseram em cheque uma equipa que esteve taticamente muito bem na 1.ª parte e que acabou por se desmoronar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles (6)

Koffi Kouao (6)

Bruno Wilson (5)

Kiki (6)

Richard Ofori (5)

Samu (5)

Nuno Moreira (6)

Marcos Paulo (5)

Raphael Guzzo (5)

Cassiano (-)

Kiko (5)

Claudemir (5)

SUBS UTILIZADOS

Guilherme Schettine (4)

Ivanildo Fernandes (5)

Alex Méndez (-)

Kevin Zohi (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Acredita que a altura do intervalo e das primeiras substituições permitiram ao Vitória SC ganhar hoje?

Pepa: Ter volume ofensivo desgasta. Antes de individualizar, Tenho de realçar que até ao primeiro golo tivemos grande avalanche ofensiva. Podíamos ter sofrido o golo [que foi anulado] e que era uma tremenda injustiça.

FC Vizela

BnR: Considera que o momento chave do jogo foi quando o Vitória SC fez as substituições e o FC Vizela não conseguiu reagir às novas dinâmicas e á pressão imposta?

Álvaro Pacheco: Sim, como tinha dito à pouco, o Vitória apareceu muito rápido, não estávamos a conseguir ter a bola, a levar para o meio-campo ofensivo, mas também damos mérito para o Vitória. Faltou-nos um bocadinho de sorte, mas faz parte do crescimento.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome