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A CRÓNICA: QUATRO MINUTOS INICIAIS RESOLVEM 90 MINUTOS EM PINA MANIQUE

Provindo de uma sequência ativa de cinco jogos sem perder, o Casa Pia AC recebeu, hoje, o GD Chaves para a nona jornada da Segunda Liga.

Não tardou muito até o Casa Pia AC marcar o primeiro. Quatro minutos, para ser exato. Depois de uma bela arrancada de João Vieira pela faixa direita, o avançado Jota desmarcou-se, recebeu a bola e rematou forte para o 1-0. Poste e entra, sem deixar quaisquer hipóteses.

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Até ao fim da primeira parte, o Casa Pia AC foi claramente a equipa dominante, dificultando muitíssimo a saída de bola dos transmontanos. Desta forma, foram raras as vezes que o Chaves chegou ao último terço.

Mudança de parte, mudança de jogo. Ao que parece, o GD Chaves conseguiu-se libertar das garras do adversário, subir as linhas e acreditar cada vez mais no empate, enquanto o Casa Pia AC entrou algo adormecido.

Contudo, o jogo acalmou e manteve-se num ritmo equilibrado até aos minutos finais, salvo um ou outro momento ofensivo de ambas as partes. Apesar de tudo, o Chaves falhou na tarefa de pontuar e os “gansos” seguraram mais três pontos. Ao que parece, os transmontanos esqueceram-se da “chave” certa em “casa” e saem derrotados do Estádio Pina Manique.

 

A FIGURA
Fonte: Zito Delgado / Bola na Rede

Jota – Num jogo onde não abundaram as oportunidades de perigo, o destaque vai para o homem que marcou o golo ao minuto quatro e que acabou por ser o mais inconformado da equipa caseira. As principais jogadas de perigo do Casa Pia AC foram quase todas por intermédio de Jota e por isso, o jogador de 22 anos merece o destaque positivo nesta partida.

O FORA DE JOGO
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

João Teixeira – Honestamente, esperava-se mais do número 10 do GD Chaves. Um jogador com um passado no SL Benfica e com características interessantes na criação e distribuição de jogo. Podia ter estado bem melhor e ser, porventura, a derradeira “chave” para um desfecho de jogo distinto.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

O Casa Pia AC apresentou-se num 3-5-2, num sistema com três defesas algo diferente do que normalmente atua. Zach Muscat, Vasco Fernandes e Zolotic formaram a linha de centrais, com Derick Poloni e Leonardo Lelo a percorrerem toda a linha lateral, o primeiro pela esquerda e o segundo pela direita. No meio campo, jogou Taira como médio mais defensivo, enquanto que Neto e Vitó foram os dois criativos com maior liberdade de movimentos. Na frente, os dois homens responsáveis por fazer golos: João Vieira mais descaído sobre o lado direito e Jota sobre o lado esquerdo, numa constante permuta entre a posição de avançado e a de ala-esquerdo.

No momento defensivo, a equipa organizou-se num 5-4-1, que por vezes se tornava num 5-3-2, consoante a posição onde Jota se encontrava, mais uma vez entre o meio e a esquerda.

A atacar é de notar a variedade de sucies que a equipa apresentou. Muitas das vezes era Vitó a juntar-se ao lado direito do ataque, fazendo uma espécie de 3-4-3 onde os laterais tinham grande preponderância com as subidas no terreno, criando várias dificuldades à defesa contrária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Zolotic (6)

Vasco Fernandes (7)

Zach (6)

Leonardo Lelo (6)

Neto (7)

Taira (6)

Vitó (6)

Derick Poloni (6)

João Vieira (7)

Jota (8)

SUBS UTILIZADOS

Sanca (5)

Camilo (6)

Nuno Borges (5)

Galo (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

A equipa do GD Chaves apresentou-se no típico 4-3-3, com a linha mais recuada a ser composta por João Correia na direita, Bruno Langa na esquerda e Alexsandro e Nuno Coelho no eixo. Mais à frente, na segunda linha apareceu Kevin Pina como médio mais defensivo, que contou com a companhia de Guima e João Teixeira, com o número dez a assumir uma grande preponderância na ligação entre meio campo e o ataque. Na frente outra linha de três, com Adriano pela extrema direita, Batxi pela extrema esquerda e Platiny como ponta de lança.

A equipa flaviense fugia a este esquema tático na hora de defender, quando João Teixeira se juntava mais a Platiny e Guima e Kevin se aproximavam no meio campo, formando um 4-4-1-1.

Para a segunda parte a equipa do Minho, promoveu uma alteração que lhe permitiu subir a zona de pressão e por isso ter mais bola. Saiu Kevin, o número seis, e entrou João Mendes, fazendo descer João Teixeira no terreno.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (5)

Bruno Langa (5)

Nuno Coelho (5)

Alexsandro (5)

João Correia (5)

João Teixeira (4)

Guima (6)

Kevin Pina (4)

Batxi (6)

Platiny (5)

Adriano (5)

SUBS UTILIZADOS

João Mendes (6)

Paulinho (4)

Wellington (5)

Patrick (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: O resultado acabou por se fazer nos primeiros cinco minutos depois de uma entrada muito afirmativa do Casa Pia AC. Jota era dado como segundo avançado e tanto apareceu nessa posição mais perto de João Vieira como muitas vezes se juntou à lateral esquerda à minha dos médios, tendo o golo surgido de uma desmarcação que acabou mais perto do lado direito.  Acredita que o sucesso da equipa essencialmente na primeira parte tem a ver com a dificuldade da equipa do GD Chaves em decifrar a posição que o Jota ocupou ?

Filipe Martins: Acabou por se traduzir no momento-chave. Foi uma situação estratégica, também por falta de opções para aquela posição, mas quisemos ter dois extremos assimétricos. Tendo ali o Vitó que ainda para mais, tem pé contrário e que por isso, poderia tirar partido dos movimentos de rotura do Jota de fora para dentro nas costas do João Vieira. Acaba por ser o João a fazer o passe para o golo, mas estava identificado aquele momento. Sabemos que principalmente do lado direito, o GD Chaves projetava muito e haveria algum espaço entre o Nuno Coelho e o João Correia e acabámos por ser felizes nesse momento.

GD Chaves

BnR: Na primeira parte, o Chaves não se conseguiu afirmar, mas no início do segundo tempo houve uma clara melhoria e inclusive foi superior em vários momentos com uma maior posse de bola. Pergunto-lhe se a entrada de João Mendes ao intervalo foi para a equipa conseguir pressionar mais alto, ter mais bola e subir as linhas, conseguindo mais oportunidades de golo e chegar ao empate?

Vitor Campelos: Fiz agora o treino 105 com o Chaves e só em dois deles é que tive os jogadores todos. O João lesionou-se contra o FC Felgueiras 1932 e ainda não tinha jogado nenhum minuto, e foi por isso que o colocamos apenas na segunda parte. Ainda assim nunca nos escudamos no facto de termos jogadores indisponíveis, e por isso os 11 jogadores que eu meto são os melhores do mundo no momento.

 

Rescaldo da opinião de Guilherme Rodrigues e Diogo Reis.

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