Casa Pia AC 2-0 FC Penafiel: Triunfo rumo à liderança

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A CRÓNICA: VITÓRIA DOMINANTE DO CASA PIA, COM EXIBIÇÃO QUE JUSTIFICA O 1.º LUGAR

Duelo entre duas equipas na primeira metade da tabela da Segunda Liga, o favoritismo do Casa Pia AC confirmou-se durante a primeira parte, com uma entrada muito forte e complicada para o FC Penafiel.

Os gansos dominaram a bola e ao fim de 13 minutos, impulsionados pelo bom ambiente vivido nas bancadas, marcaram, através de um remate cruzado e colocado de Saviour Godwin.

Sem fazer cruzamentos, os perigos que o Casa Pia criava originavam nas alas, sempre através dos extremos Godwin e Sanca, e dos alas Lelo e Lucas Soares. No centro do terreno, Neto e Cuca mantinham a estabilidade e o controlo da posse de bola.

Do lado dos rubro-negros, a dupla avançada de Roberto e Ronaldo estava muito desapoiada e a equipa só criou perigo num livre direto, batido por Ronaldo, que Ricardo defendeu.

Iniciada a segunda parte, o Penafiel voltou com mais intensidade, mas de pouca duração; os gansos voltaram rapidamente ao comando da partida e Antoine quase marcou, mas Caio Secco impediu o golo com a melhor defesa do jogo.

Notava-se a urgência dos nortenhos em chegar ao golo, mas estes eram pouco clarividentes, enquanto que o Casa Pia ia somando ocasiões de perigo através de Godwin e de Sanca (ambas desperdiçadas).

Até ao final da partida, o jogo ficou mais equilibrado, mas a ineficácia do Penafiel ficou bem patente. E quando o árbitro já se preparava para acabar com o jogo, Caio Secco cometeu um erro enorme e permitiu que Antoine marcasse um golo fácil.

O Casa Pia junta-se assim ao SL Benfica B na liderança da Segunda Liga, sendo que as duas equipas enfrentar-se-ão na próxima jornada. Já o Penafiel fica na 9.ª posição.

 

A FIGURA

Fonte: Cláudia Figueiredo/Bola na Rede

Saviour Godwin – Influência de nome ou de técnica, foi um dos salvadores de Pina Manique com um golo. Trouxe velocidade, magia e alegria aos adeptos caseiros, garantindo os três pontos e o voo dos gansos à primeira posição da Segunda Liga. Por outras palavras, foi a “chave” da “casa” e da vitória.

O FORA DE JOGO

Fonte: Cláudia Figueiredo/Bola na Rede

Ataque inofensivo do FC Penafiel – Passaram a maior parte do jogo a defender, sem se conseguirem libertar da superioridade do Casa Pia. Neste sentido, dispuseram de muita pouca bola e de oportunidades de perigo (apenas um remate enquadrado), verificando-se uma equipa totalmente inofensiva no último terço. Assim, dificilmente sairiam com um resultado positivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

Num jogo a contar para a 20ª jornada da Segunda Liga, Filipe Martins manteve algumas rotinas: o habitual 3-4-3 e a alternação constante dos extremos Godwin e Sanca no sentido de confundir o adversário. No entanto, houve surpresas no elenco inicial: Derick Polini, João Vieira e sobretudo Jota (o mágico da equipa) não entram no 11. Cuca, Sanca e Antoine voltam a agarrar a titularidade.

No eixo da defesa, partem com uma linha de três, seguindo de Neto e Cuca no corredor central. Os laterais Lelo e Lucas Soares projetam-se nas alas, o que permite por vezes aos extremos Godwin e (sobretudo) Sanca cobrirem terrenos interiores dando um apoio na ligação entre setores. Entretanto, o reforço de inverno Antoine é o homem da frente dos Gansos. Além disso, sem bola, perfilam-se em 5-2-3, no qual contaram com uma ótima reação à perda, pressão alta e transição defensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Leonardo Lelo (6)

Zach (6)

Vasco Fernandes (6)

Hebert (5)

Lucas Soares (7)

Neto (7)

Cuca (7)

Sanca (7)

Antoine (7)

Saviour Godwin (8)

SUBS UTILIZADOS

Jota (7)

Nuno Borges (5)

Kelechi (5)

Banjaqui (-)

Vitó (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

No 9º lugar da Segunda Liga, o FC Penafiel de Filipe Rocha visitou o Pina Manique no sentido de roubar pontos aos gansos. Deste modo, iniciou o assalto num sistema de 3-4-3 que, sem bola, passaria a 5-3-2, no qual se organizou grande parte do jogo. Isto porque, tendo em conta a pressão alta caseira, os rubro viram-se “negros” para manter o esférico, sair a jogar tranquilamente e disputar o resultado. Ofensivamente, foram inofensivos, com escassas situações de perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caio Secco (4)

Lucas (5)

Gonçalo Loureiro (5)

Leandro (5)

Ruca (4)

Capela (5)

Vasco Braga (5)

Edson Farias (6)

Ronaldo (4)

Roberto (5)

Feliz (4)

SUBS UTILIZADOS

Zé Valente (6)

Rui Pedro (6)

Robinho (5)

Vitinha (5)

David Caiado (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Pelo segundo jogo consecutivo, Jota Silva e João Vieira começaram no banco de suplentes e apesar de o Casa Pia ter vencido esses dois jogos, queria perguntar-lhe o que está por trás desta opção técnica, já que ambos os jogadores já foram titulares em muitos jogos nesta época?

Filipe Martins: Tem a ver com pequenas lesões que eles tiveram, e ao fim e ao cabo foi o Godwin que veio aproveitar a baixa do Jota, e o barco continua a navegar. É uma coisa já usual desta equipa, que tem mais ênfase quando estamos a falar do melhor marcador da nossa equipa, mas aqui não há melhores marcadores, todos são muito importantes para uma dinâmica de equipa. Isto muitas vezes são situações passageiras, são situações que, provavelmente, à primeira deixa, o jogador vai adaptar-se e voltar à equipa.

E o próprio João também é exatamente a mesma coisa, também teve uma lesão e o Carnejy, que até precisava de ter algum período de adaptação, acabou por ser forçado a jogar de início mais rapidamente do que estávamos à espera, até pela saída do Camilo, e optámos por lança-lo lá para dentro e até agora tem corrido bem.

FC Penafiel

Bola na Rede: Numa partida em que o Penafiel esteve a perder desde cedo e sofreu várias dificuldades, qual foi o objetivo da tripla substituição perto dos 64 minutos, com as entradas de Zé Valente, Rui Pedro e de Robinho?

Filipe Rocha: Nós temos alguns atletas que costumam enfrentar lesões, como o caso do Bruno César. Teve muito tempo afastado por lesão. Há alguns jogadores que não estão disponíveis, outros tiveram Covid e não tiveram disponíveis para trabalhar com a equipa. Temos tido algumas lesões que já vinham de trás, uma série de atletas que poderiam dar outro contributo e ajudar a equipa a ser mais perigosa. Não estou a dizer que os que temos não dão garantias, mas tínhamos mais competitividade no plantel e o próprio treino ganharia mais qualidade, o que faria que todos também evoluíssem.

Temos tido estas contrariedades e há jogadores que por muito que queira colocar, não tem capacidade física para jogar os 90 minutos. Temos que utilizar uma estratégia de jogo que foi isso que fizemos. Tentar controlar o adversário e enervá-lo, só que o adversário marcou muito cedo. E não conseguimos fazer isso.

E depois ter soluções no banco que nós temos soluções mais criativas. Colocámos alguns deles, aproveitando um pouco a fadiga do adversário que depois quebrou e cedeu um pouco a posse, porque também não conseguem jogar o jogo todo a dominar. Colocámos estes jogadores mais criativos contra um adversário mais desgastado. Conseguimos ter um pouco mais de bola, mas mesmo assim acho que deveríamos ter criado mais lances de perigo e com um pouco de felicidade, poderíamos ter conseguido o empate.

 

Rescaldo de opinião de Afonso Santos e Diogo Reis

Redação BnR
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