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FC Famalicão 2-2 SC Covilhã: Igualdade rasgadinha

Jorge Fernandes · 3 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Foi com polémica, intensidade, confusão e equilíbrio que se fez mais um jogo da Segunda Liga. Famalicão e Covilhã, com estilos de jogo diferentes, igualaram-se e tornaram o encontro num espectáculo entretido e competitivo. Tal como há duas semanas atrás, Nandinho mexeu na equipa em força. Porém, se frente aos estudantes a equipa ganhou qualidade de jogo, desta vez ganhou presença e poder atacante – mas a qualidade de jogo diminuiu. Para o Covilhã, fica a sensação de morrer na praia.

O jogo começou equilibrado e bem disputado, mas com sinal claro de perigo a favor dos famalicenses. Mendes criou diversos desequilíbrios pelo lado direito do ataque e apenas a falta de pontaria de Carlão e companhia iam adiando o golo. Eis que chega o momento mais insólito do encontro: pontapé para a frente, os centrais do Famalicão deixam bater a bola e Harramiz, lesto a aproveitar o espaço vazio, aproveitou para colocar o Covilhã em vantagem.

O Covilhã cresceu (e muito) com o golo. A equipa foi dona e senhora do encontro no resto da primeira parte e o rendimento do Famalicão foi caindo. Equipa intranquila, adeptos desesperados com a arbitragem – muitos cartões amarelos mostrados –, e o intervalo até vinha bem para a equipa da casa: o Covilhã esteve sempre mais perto do segundo golo.

A segunda parte foi diferente. Perdeu-se qualidade de jogo, ganhou-se emoção e competitividade. Nandinho colocou Gevaro e introduziu a dupla Tozé Marreco-Carlão na frente de ataque. Mais cruzamentos, mais bolas bombeadas e um golo, conseguido através de um lance de bola parada. O problema veio depois…

Logo a seguir ao empate, veio o golo do Covilhã. Transição rápida e golo de Erivelto. O Covilhã passou a ter a “desculpa” perfeita para agora jogar com 5 defesas – a equipa de Gouveia apresentou-se muito desgastada na segunda parte. O Famalicão foi tentando, sempre com mais coração do que cabeça. Ainda assim, não se pode apontar nada à atitude dos homens de Nandinho, que conseguiram o empate ao cair do pano, numa recarga de Mércio, a um penalty falhado por Jorge Miguel.

Equipas com atitude e qualidade de jogo são necessárias na Segunda Liga. Descontando o final – a confusão instalou-se no túnel de acesso aos balneários –, promoveu-se o bom futebol e o espectáculo. No final, ninguém se ficou a rir.

Foto de Capa: Futebol Clube de Famalicão

A FIGURA – Harramiz (SC Covilhã)

Fonte: Facebook de Harramiz
Fonte: Facebook de Harramiz

Além do golo e da assistência, foi o jogador mais influente do ataque do Covilhã. Sempre disponível fisicamente para fazer o corredor todo, foi ainda uma importante muleta para o seu lateral.

O FORA DE JOGO – Vilaça (Famalicão)

Fonte: Futebol Clube de Famalicão
Fonte: Futebol Clube de Famalicão

O símbolo da intranquilidade defensiva mostrada pelos famalicenses. Mais do que isso, cometeu um tremendo erro no lance do primeiro golo do Covilhã.

Sala de Imprensa

Filipe Gouveia (Sporting da Covilhã)

Pergunta BnR: A equipa caiu muito no segundo tempo. O que pesou mais? Dificuldades físicas ou pressão do Famalicão?

R: Somos a equipa com mais jogos em Portugal. A equipa está cansada e por vezes temos de tomar opções. Se tivesse o Chaby por 90 minutos, tínhamos dominado doutra forma.

Nandinho (Famalicão)

Pergunta BnR: Se tivesse entrado com a fórmula da segunda parte, o jogo tinha sido diferente na primeira?

R: Depois do jogo, e consoante o resultado, há sempre leituras. Se tivéssemos entrado com dois avançados, o meio-campo ficava desprotegido, e o Covilhã tem excelentes jogadores nessa zona.

Artigo revisto por Mafalda Carraxis

Jorge Fernandes

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