A CRÓNICA: HÁ EXPULSÕES E EXPULSÕES

O GD Estoril Praia empatou a um golo com o GD Chaves. Zé Tiago e Miguel Crespo fizeram os dois golos do encontro.

Na primeira parte, a equipa orientada por Bruno Pinheiro mostrou ao que vinha. Apesar de se querer adiantar cedo na partida, foi o GD Chaves a inaugurar o marcador ao minuto 30, por Zé Tiago. A reação veio quatro minutos depois dos pés de Miguel Crespo. Os primeiros 45 minutos ficaram a prometer uma segunda parte a um bom nível.

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Na segunda parte, o GD Estoril Praia voltou a entrar muito forte com bolas na barra e trabalho acrescido para Ricardo Moura. A partir da expulsão de Miguel Crespo ao minuto 70, o GD Estoril Praia perdeu o controlo total de partida e os minutos finais tornaram-se um sufoco total por parte dos flavienses.

Com este resultado, o GD Estoril Praia adia a conquista do título de campeão da Segunda Liga. Já o GD Chaves vê cada vez mais longe o sonho da promoção.

 

A FIGURA

Entrega ofensiva do GD Chaves – Apesar de não ter marcado o segundo golo, a equipa de Vítor Campelos foi uma autêntica dor de cabeça para os canarinhos. As transições e as jogadas rápidas mostraram que se trata de uma equipa com boas dinâmicas, mas ainda sem o fator concretizador.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

GD Estoril Praia depois da expulsão – Como está escrito no título da crónica, há expulsões e expulsões. Miguel Crespo era aquele jogador que o GD Estoril Praia não queria de maneira nenhuma perder. A ausência daquele que era o “bombeiro” do meio-campo foi fundamental no crescimento do GD Chaves na partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

O GD Estoril Praia apresentou-se durante os 90 minutos num 4-3-3 puro com Clovis a ponta de lança e o apoio de Vidigal e Bruno Lourenço nas alas. O ponta de lança do GD Estoril Praia era uma autêntica dor de cabeça para os flavienses pela pressão que exercia sobre os centrais. João Diogo era o lateral mais ofensivo da equipa, por estar quase sempre nos apoios diretos a Bruno Lourenço.

João Gamboa era o médio mais recuado que muitas vezes se posicionava entre os dois centrais canarinhos. Por outro lado, Miguel Crespo era um autêntico “bombeiro” do meio-campo: estava presente em todos os locais, onde a equipa mais precisava. A expulsão aos 70 minutos acabou por ser o maior fator condicionante da equipa e nem a entrada de Lazare e Rosier serviram de refresco do setor intermediário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Leite (8)

João Diogo (6)

Hugo Gomes (5)

Joãozinho (6)

Hugo Basto (5)

André Franco (5)

Miguel Crespo (7)

João Gamboa (6)

Bruno Lourenço (5)

André Vidigal (5)

André Clovis (6)

SUBS UTILIZADOS

Rosier (5)

Lazare (5)

 Azis (5)

 Harramiz (-)

Murilo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

A equipa orientada por Vítor Campelos apresentou-se num 4-4-2, com os centrais Vasco Fernandes e Bura muito descidos no terreno de jogo, de forma a aguentar a pressão dos avançados do Estoril. Ao longo do jogo foi notória a troca de bola rápida dos jogadores do GD Chaves: jogadas de bola corrida, rápidas e muito ao primeiro toque. O primeiro golo da partida apontado por Zé Tiago, ao minuto 30 é exemplo disso: uma jogada rápida que contou com um excelente pormenor técnico.

Já na segunda parte, a equipa visitante beneficiou da expulsão de Miguel Crespo e começou a pressionar a equipa da casa. Também a partir dessa expulsão, começaram as substituições dos flavienses com o objetivo de refrescar o ataque frente a uma equipa combalida. Por essa mesma razão, os minutos finais acabaram por se tornar um sufoco para a equipa da casa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Moura (7)

João Reis (5)

Miguel Granja (6)

Vasco Fernandes (6)

Rafael Viegas (5)

Zé Tiago (7)

Kevin (6)

Luís Silva (5)

Juninho (6)

Wellington Carvalho (6)

Roberto (6)

SUBS UTILIZADOS

Benny (6)

Guedes (5)

Batxi (6)

Rocha (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Estoril Praia

BnR: Ao longo do jogo, Miguel Crespo foi um jogador determinante, quer nas bolas paradas, quer na ligação de jogo que criava. A expulsão de Crespo foi um fator determinante que permitiu a pressão exercida pelo GD Chaves na reta final do jogo?

Bruno Pinheiro: Sim, acho que no jogo 11 para 11 foi equilibrado. Conseguimos as melhores oportunidades. Na expulsão de Miguel Crespo, o GD Chaves acabou por ter as melhores oportunidades.

 

GD Chaves

BnR: João Gamboa era um jogador que se encostava muitas vezes aos dois centrais do GD Estoril. Foi por isso que o GD Chaves procurou sempre jogadas mais rápidas, que podiam proporcionar um fator surpresa no ataque?

Vítor Campelos: O Estoril na 1.ª frase de construção tenta ligar o jogo pelo Rosier e pelo Gamboa, que por vezes passa para a posição de defesa-central, ficando assim a equipa a jogar com uma defesa composta por cinco jogadores. Durante a semana preparámos o jogo, tendo em conta esse aspeto tático: apostámos na troca rápida de bola, com o objetivo de passar a fase de pressão dos alas do Estoril. Conseguimos isto com eficácia, mas hoje faltou uma pontinha de sorte.

Rescaldo de opinião de Inês Cunha e João Castro

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