Pós Jorge Simão já pressupõe pré-época | Académico Viseu

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Jorge Simão deixou o comando da equipa técnica do Académico Viseu para regressar à Primeira Liga, ao Boavista.

O treinador deixou os academistas na décima posição, na Segunda Liga. Este foi o lugar onde precisamente Vítor Martins deixou o clube ao seu sucessor.  No total, a formação viseense conseguiu 31 pontos, fruto de sete vitórias, dez empates e cinco derrotas.

Esta época seria a da subida, segundo desejavam os responsáveis do Académico Viseu.

No entanto, a formação viseense esteve sempre distante do quarteto da frente. No melhor período da equipa com Jorge Simão, o Académico Viseu esteve 11 jogos sem perder, mas com apenas cinco vitórias e, por apenas uma vez, com duas vitórias consecutivas.  Por essa altura, na vigésima jornada, os viseenses estavam a oito pontos do terceiro lugar que dá acesso ao playoff.

Já quando saiu Jorge Simão deixou a equipa no momento em que levava sete jogos sem vencer.

O atual timoneiro axadrezado tinha muito para modificar no plantel e no jogo jogado, mas o primeiro passo era recuperar a confiança dos jogadores. Esse aspeto parece ter sido conseguido, mas o fio de jogo não foi constante e a falta de eficácia foi gritante nalguns jogos, faltando um matador, como o André Clóvis da temporada passada. 

Em conclusão, não se pode dizer que a passagem do técnico tenha cumprido os objetivos do clube.

Mesmo que matematicamente a manutenção não esteja garantida (basta que o Feirense não ganhe um dos próximos quatro jogos para que o Académico evite o playoff de manutenção), parece evidente que a época está praticamente concluída.

No primeiro jogo depois da saída de Jorge Simão, ficou patente que é preciso mais e melhor para a equipa pensar na subida. Sem ritmo e com poucas ideias de jogo, o investimento e a qualidade do plantel vale de pouco e a derrota por 0-1 frente ao CD Mafra, somando o oitavo jogo sem ganhar, demonstra que é preciso começar a pensar já em 2024/2025.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académico Viseu FC

Não esteve nenhum responsável do Académico Viseu FC na Conferência de Imprensa

CD Mafra

Bola na Rede: Boa tarde, o mister disse que houve que da primeira para a segunda parte houve algumas alterações, nomeadamente por causa da maior pressão do Académico Viseu e do próprio tempo mais quente e seco. Ofensivamente, quais eram os planos do Mafra na segunda metade? 

Jorge Silas: Tentamos explorar como eles vinham pressionar com muita gente e o facto de a relva estar seca, acaba nós se quisermos jogar por trás, acabamos por correr muitos riscos, porque o passo pode não ir com o peso que que deve ir. Aí nós procurámos um pouco mais a exposição do académico. Tentamos jogar um pouco mais na frente e partir daí ficar com mais bola, mas mesmo assim não tivemos filhos na segunda parte e o académico também teve

mérito.

Portanto, eu tenho que dar também o mérito ao adversário quando ele tem. O Académico é uma equipa muito boa. Eu acho que que que os objetivos eram outros do que aqueles que, até agora conseguiram. Tem muito bons jogadores.

Nós sabíamos que ia ser assim também, porque o projeto deles é um pouco parecido com o nosso sempre jogadores com muito potencial, ainda jovens, mas têm potencial.

Nós, na primeira parte, estivemos muito melhores. Eles, na segunda parte, estiveram melhor também porque nós estávamos a ganhar e também nos interessava baixar um pouco mais e apanhá-los mais expostos, porque, da mesma maneira, que eu digo que o André e o Arthur são muito fortes no duelo, também sei que eles têm pouco mais dificuldade quando há muito espaço nas costas deles e foi por aí que nós tentámos abordar a segunda parte.

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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