SC Covilhã 1-0 FC Arouca: Vitória do contra-ataque

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Futebol Clube de Arouca e Sporting da Covilhã opuseram-se nesta nona jornada da Ledman Liga Pro, no Complexo Desportivo da Covilhã que presenteou as duas equipas e os espectadores com um tempo agradável para se jogar e assistir a um jogo de futebol.

Momentos de forma distintos era uma das perspectivas que se podiam ter à partida para este jogo. O Arouca numa sequência de vitórias e em crescendo com a chegada de Miguel Leal, Sporting da Covilhã ainda à procura do seu estilo de jogo, após a chegada do técnico José Augusto, que teimava em não conseguir quebrar este ciclo negativo de derrotas e empates.

E seria esta perspectiva que iria prevalecer em campo nos primeiros minutos, um Arouca dono da posse de bola e a jogar em pressão alta e o Sporting da Covilhã apenas a tentar sair a jogar em contra-ataque. É desta maneira que se podem descrever os primeiros vinte minutos, apenas e só. Sim, porque o Arouca, apesar de passar a grande maioria do tempo sob a metade do campo do Sporting da Covilhã, nunca conseguia concretizar um lance de perigo para a baliza de Igor Rodrigues; a equipa nortenha circulava a bola a seu belo prazer, mas parecia não querer fazer muito mais com ela.

Foi desta maneira e debaixo de um sufoco constante do Arouca que o Sporting da Covilhã haveria de chegar ao primeiro golo da partida. Fatai roubou a bola a um jogador arouquense e provocou um contra-ataque, levando para a frente consigo Erivelto e Índio, os dois avançados da Covilhã nesta tarde. Seria uma combinação perfeita entre estes dois que levaria os leões da serra a chegar ao golo, em que Fatai libertou-se da bola para o seu lado direito onde se encontrava Erivelto, o jogador do Sporting da Covilhã muito rápido a ver a desmarcação do seu colega no outro lado passa a bola e Índio com um golpe de calcanhar só teve de encostar, grande festa no Complexo e um resultado totalmente inesperado, primeira oportunidade para os serranos, primeiro golo.

O Arouca entrou assim numa fase mais nervosa, com muitos erros e muitas perdas de bola que deixavam o Covilhã aproximar-se mais da sua baliza, mas a prioridade do Covilhã nesta altura era o de defender o resultado, por isso foram algumas as ocasiões que aconteceram com Índio ou Erivelto próximos da baliza do Arouca mas sem companheiros para os ajudar. O Arouca mais perto do intervalo já “carregava” na grande área do Sporting da Covilhã e dispôs de um grande número de bolas paradas que nunca seriam bem concretizadas, a registar apenas um remate de ressalto de um canto por parte de André Santos aos 38 minutos que levou os adeptos covilhanenses a suspirar de alívio, a bola passava por cima muito perto da barra da baliza do Covilhã, muita posse de bola por parte do Arouca, mas seria esta a única a oportunidade do Arouca na primeira parte.

Na Covilhã sorri-se com a quebra do ciclo negativo
Na Covilhã sorri-se com a quebra do ciclo negativo

Não será por isso de admirar que o Arouca regressava para a segunda parte na mesma toada, claramente por cima do jogo e a tentar chegar a igualdade, mas sem oportunidades de muito perigo para a baliza covilhanense. Tal como na primeira parte o Sporting da Covilhã apenas fazia o seu jogo ofensivo através de contra-ataque, e seria, outra vez, desta maneira que a primeira oportunidade de golo da segunda parte surgiria, um contra-ataque do Sporting da Covilhã numa excelente jogada que permitiu a Índio surgir isolado para rematar, excelente defesa de Rafael Bracali, mas incompleta. Erivelto no ressalto ainda tentaria marcar de cabeça, mas a bola a sair ao lado, contavam-se 55 minutos nesta partida. Os nervos para o Arouca estavam à flor da pele nesta altura e Fábio Verissimo, árbitro da partida, teve que ir ao banco do Arouca pedir mais calma, muita gente de pé no banco do Arouca nesta fase do jogo.

Quem reparou nisto e aproveitou foi a equipa serrana, que, pela primeira vez no jogo, impôs-se ao Arouca e conseguiu inúmeras oportunidades para marcar o segundo golo, não acontecia porque os leões da serra falhavam muito no último toque, os adeptos já começavam a temer que tanta falha na finalização daria o golo do empate ao Arouca e sentia-se esse clima de ansiedade nas bancadas, uma vitória precisava-se.

O Arouca voltaria por isso novamente para cima do jogo no início dos últimos vinte minutos de jogo, o Sporting da Covilhã tirava também nesta altura o seu avançado Índio, um dos melhores em campo, para reforçar o meio-campo com Boubakary Diarra. Seria aos 73 minutos que o Arouca, finalmente, conseguiria uma ocasião flagrante de golo nesta segunda parte, com Roberto ligeiramente desviado para o lado direito a rematar à entrada da área para um remate a passar muito perto da baliza do Sporting da Covilhã. A equipa nortenha não desistia e novamente Roberto, aos 78 minutos, num lance similar ao que tinha acontecido anteriormente, a rematar à entrada da área, para as malhas laterais desta vez. Ouvia-se uma “palmada” no banco do Arouca após este lance, a frustração começava, claramente, a tomar conta dos arouquenses nesta altura.

O jogo entrava por isso na fase do “chuveirinho”, últimos dez minutos da partida e o Arouca a procurar desesperadamente chegar ao golo da igualdade, enquanto o Sporting da Covilhã procurava agarrar a sua segunda vitória da época com unhas e dentes, inúmeros cruzamentos, inúmeros cantos e todos eles encontraram um jogador do Sporting da Covilhã a cortar a bola. O Arouca não aproveitava nenhum lance sobre o ar e seria através do corte de um cruzamento do Arouca que Hudson, desde o meio-campo , se isolaria perante Bracali, tal foi a cavalgada que Hudson chegou já cansado perto da baliza e rematava a bola muito por cima, gritava-se no Complexo Desportivo, seria o golo que sentenciava o jogo, mas um Arouca muito fraco de ideias não deu razão aos mais pessimistas adeptos do Sporting da Covilhã. Muitos cruzamentos para a baliza e todos eles cortados, o jogo terminaria assim com um Arouca muito forte no domínio de jogo, mas muito fraco na criação de oportunidades de golos. O Sporting da Covilhã teve o mérito de conseguir desequilibrar muitas vezes através de contra-ataque e num deles chegar ao golo da vitória, está assim terminado o ciclo negativo na Covilhã e terminado o ciclo positivo para a equipa do Arouca.

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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