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ÚLTIMA HORA:

Covilhã x Varzim

SC Covilhã 1-0 Varzim SC: Neblina ajuda Leões da Serra a encerrar o seu jejum na Segunda Liga

A CRÓNICA: MAIOR SÉRIE SEM VITÓRIAS AGORA FICA NAS MÃOS DO VARZIM APÓS NOVA DERROTA LONGE DE CASA

O duelo entre duas das três piores campanhas da Segunda Liga começou sob forte neblina e chuva, tornando as condições plenas de jogo danificadas. Passes errados, escorregões e visão comprometida atrapalharam o início daquilo que deveria ser um jogo franco entre duas equipas que necessitavam a qualquer custo da vitória.

A situação chegou ao extremo do guarda-redes do Varzim, Ricardo Batista, que consultou o árbitro sobre o posicionamento dos refletores que produzem luz no Estádio José dos Santos Pinto. Estes estavam posicionados de maneira a eliminar a neblina, no entanto, acabavam por atrapalhar a visão de alguns jogadores no relvado.

Com pouco mais de 20 minutos de partida, e após paralisar o jogo por mais de 10 minutos, o árbitro João Casegas retomou o jogo, ainda sob forte neblina, mesmo após fortes reclamações do número 13 do Varzim em direção aos delegados da partida.

Com a região da baliza comprometida pela neblina, os Lobos do Mar defenderam-se como puderam. No entanto, o Covilhã aproveitou-se do fenómeno natural presente no seu estádio. Por volta do minuto 39, os leões da serra mantiveram a bola no ataque e giraram a sua jogada até achar Jean Felipe com espaço pelo lado direito. O melhor assistente da Segunda Liga jogou de perna direita em direção à área totalmente coberta pela névoa. Lá dentro, Ahmed Isaiah encontrou a bola e finalizou com sucesso.

Como se os deuses do futebol interviessem, logo a seguir ao golo do Covilhã, a névoa cessou, por vezes, durante o decorrer da segunda etapa.

Com este prognóstico, o Varzim saiu do intervalo com outro ímpeto e partiu em busca da vitória. Isto ocasionou três oportunidades nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, que exigiram a intervenção do guarda-redes Léo.

No entanto, quem teve a melhor oportunidade para fazer um golo foi a equipa local. Aos 29 minutos da segunda parte, após recuperar a bola no setor ofensivo, Gilberto driblou um marcador e rematou forte, exigindo ótima defesa de Ricardo Batista. Como resposta, a condução do jogo ficou por conta da equipa do Varzim, que melhorou consideravelmente o seu desempenho durante o segundo tempo.

Mesmo com algumas oportunidades criadas, o último suspiro de golo da equipa visitante surgiu dos pés de Cássio, que viu o guarda-redes fora de posição. O seu remate forte foi em direção ao fundo das redes, porém Léo espalmou para cima da baliza. Desta forma, enquanto a chuva não deu trégua, as equipas proporcionaram uma segunda etapa com muito empenho em direção ao ataque, mas somente quem conseguiu tirar vantagem das condições presentes no relvado saiu vencedor.

Assim, a equipa da Covilhã finalmente encerrou a sua sequência de jogos sem vitória. Por outro lado, o Varzim carrega a sua sétima derrota seguida e aumenta a contagem para 11 jogos sem vitória na Segunda Liga.

 

A FIGURA

Ahmed Isaiah – O responsável direto pelo retorno das vitórias para o Covilhã, o médio Ahmed Isaiah percebeu o papel proposto por Leonel Pontes e ficou encarregado da ala esquerda de ataque. O nigeriano teve a devida intensidade na hora de pressionar a saída de jogo do Varzim e destacou-se na parte ofensiva com a sua criatividade e bom controle de bola. A sua inteligência foi notada ao finalizar o cruzamento de Jean Felipe no golo da partida. Assim, com bom posicionamento e grande trabalho na parte ofensiva, Isaiah destacou-se.

 

O FORA DE JOGO

Rodrigo Rêgo – A situação do Varzim antes da partida era delicada e a nova formação tática foi a tentativa para sair desse jejum. No entanto, Rego muitas vezes ficou exposto e não soube livrar-se dos seus marcadores. As suscetíveis derrotas no combate defensivo contra Arnold evidenciaram o baixo nível técnico e físico do jogador nesta partida. Desta forma, o defesa sentiu-se com pouca confiança durante todo o jogo, estando abaixo do nível exigido para buscar a vitória.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Ainda em busca da sua primeira vitória ao comando do Covilhã, Leonel Pontes armou a equipa no mesmo 4-3-3 das últimas jornadas. Contudo, desta vez contaram com a volta da dupla Jorge Vilela e Gilberto, além da constante presença do australiano Ryan Teague para completar o setor de meio do campo.

A principal novidade foi o posicionamento do ataque, com Ahmed posicionado no lado esquerdo, enquanto Arnold se posicionou na ala direita. As substituições, além de renovar o vigor físico, trouxeram um fator mais propenso ao contra-ataque, com a entrada de Devid Silva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (7)

Jean Felipe (7)

Jaime (6)

Héliton (6)

David Santos (5)

Gilberto Silva (6)

Jorge Vilela (4)

Ryan Taegue (4)

Arnold Issoko (5)

Ahmed Isaiah (7)

Jô Batista (6)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Almeida (5)

Deivid Silva (5)

Felipe Dini (5)

André Almeida (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VARZIM SC

No seu segundo jogo à frente do comando do Varzim, o mister Pedro Miguel demonstrou concretamente as primeiras mudanças na formação tática. A novidade foi a escolha do esquema de 3-4-3, com um setor defensivo mais protegido graças à volta do defesa e capitão André Micael.

No segundo bloco, João Reis e Raí Ramos deram a sustentação defensiva, além de apoiar ofensivamente no setor das laterais. No ataque, a grande mudança deu-se através da saída do ponta de lança Heliardo. Assim, Zé Tiago foi utilizado também como um médio avançado, com Tavinho e Murilo que ficaram responsáveis pelas pontas.

Desta forma, o ataque tornou-se mais móvel e veloz para atacar nos contra-ataques. Logo após o golo adversário, a entrada de Assis foi a resposta do Varzim para dar mais intensidade ao setor do meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo (6)

Rêgo (4)

André Micael (5)

Cássio (5)

João Reis (5)

Nuno Valente (6)

André Leão (6)

Raí Ramos (5)

Murilo (5)

Tavinho (6)

Zé Tiago (7)

SUBS UTILIZADOS

Assis (6)

Cerveira (5)

Pinheiro (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

BnR: “Considera que o principal problema do Covilhã é arranjar a parte defensiva para depois focar na parte ofensiva, mesmo que a equipa não seja uma das que sabem marcar muitos golos?”

Leonel Pontes: “Nós temos que ter capacidade de criar situações de finalização. Isto é um trabalho que demora e precisamos de maior capacidade ofensiva. Precisamos de jogadores que saiam para o ataque, pois os jogadores ainda estão com receio de sair para o ataque. Esse receio que está contido na equipa fez com que os jogadores se preocupassem em manter o 1×0, mais do que em ampliar o resultado. A verdade é que conseguimos, mérito ao trabalho dos jogadores. Mas sim, temos que ganhar maior consistência defensiva por que isto vai dar-nos capacidade e mentalidade para chegar à frente com mais jogadores e com maior qualidade”

 

Varzim SC 

BnR: “Concorda com a decisão do árbitro de seguir com a partida mesmo depois do seu guarda-redes pedir a intervenção e a paralisação por conta do nevoeiro?”

Pedro Miguel: “Se nós estamos numa liga profissional, eu tenho que ver o que se está a passar. Sou sincero, ao nível do banco eu não conseguia ver o que se passava do outro lado. Ao nível do banco, não conseguia ver o movimento dos meus jogadores. Quando digo eu, eu também falo do treinador do Covilhã. Na minha perspetiva não pode haver jogo, ou eu acho que ele não verá. Então temos que ter a lucidez para pausar o jogo. Quando não há condições, as pessoas devem ter bom senso para encerrar ou pausar a partida. Não estou a dizer só por que perdi a partida, se fosse vencedor diria o mesmo. Não está em causa o resultado, eu não consigo alertar os meus jogadores. Eu, no golo, pouco vi. Isto não é futebol.”

Adepto incondicional de futebol, Kayalu apaixonou-se pelo desporto no momento em que sentiu pela primeira vez a vibração e paixão das claques. É este sentimento que ele projeta passar ao informar e apresentar tudo que o desporto mais popular do mundo traz. Além disso, os motores da Fórmula 1 e a competitividade do vólei enchem o resto da paixão deste brasileiro.

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